"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha
de ser honesto".

(Rui Barbosa)


segunda-feira, 30 de julho de 2007

Novos apelidos

A cada dia o prefeito Darci Lermen adiciona novos apelidos a sua extensa coleção. No blog do Willian Bayerl ele é chamado de "quase prefeito", porque é sabido que ele não gosta de governar e delega a função a auxiliares que quase sempre metem os pés pelas mãos e só fazem lambança (embora se saiba que se fosse ele o executor das tarefas as lambanças seriam iguais ou maiores). Pelo mesmo motivo e pela falta de atitude, neste blog e nas rodas políticas da cidade ele é conhecido por prefeito "caldo de peteca", agora na semana passada, o blog tomou conhecimento de um trocadilho feito por um popular, que o chama de "Dasede". Nem é preciso dizer o motivo.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

PTC

Os empresários Antônio Sirkoski e Nazareno foram visitados pela diretoria do Partido Trabalhista Cristão (PTC) nesta semana. Como não poderia ser de outra forma, os dois foram convidados a ingressar nas fileiras do partido, que carrega um forte viés oposicionista.

De Sirkoski se sabe que ele teve sua obra embargada pela Secretaria Municipal do meio Ambienbte, no início do ano, sob alegação de danos ao meio ambiente na beira do Igarapé Ilha do Coco, também conhecido por "Sebosinho" . deve-se dizer, entretatno, que o empresário tinha uma licença da Sectam ( a prefeitura na época tinha se declarado incompetente para deliberar sobre o assunto. Sirkoski garantiu que está precessando o poder público e que os meses que seus equipamenhtos estão parados serão devidamente pagos, por determinação judicial. Sobre a questão, um importante advogado do município disse que a secretaria tinha poder de embargar a obra, mas não de lacrar os veículos, "isso só poderia ter acontecido por determinação da justiça", disse.

Já Nazareno, que nos primórdios foi um político de influência, chegando a ser candiato a vice na chapa do Dr.Bento Torres Pinto, tenta voltar a cena política. Não é fácil começar quase do zero.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Oposição desarticulada

Voltando ao tema oposição, esse assunto parece ser tabu em Parauapebas. Não se vê partido falando claramente qual seria sua linha de atuação na campanha ou num futuro projeto a ser apresentado à população.

O PSDB, que em tese deveria ser o partido que faria uma oposição mais ferrenha, em virtude de ter protagonizado, juntamente com o PT o duelo mais emblemático da campanha passada se mostra indeciso e até o seu vereador anda às mil maravilhas com o governo do PT; O PMDB que tem a liderança mais em alta (leia-se Bel Mesquita) é uma incognita monumental; com os seu líderes no governo, o PDT não pode nem pensar em se lançar numa aventura para o majoritário; o mesmo acontece com o PSB, que em nome de cargos no governo municipal pode barrar a candidatura do Walmir da Integral. O caso é tão sério que Walmir teme até a interferência do ex-senador Ademir Andrade, que ocupa cargos no governo Ana Júlia. Talvez o ideal seria a saída de Walmir do PSB. Isso pra não falar no PP, que pode parar nas mãos de um grupo ligado a Darci.

No meio dessa confusão toda, sobra o PTC

O discurso de oposição do PTC

Por ser um partido declaradamente de oposição, o Partido Trabalhista Cristão (PTC) tem atraído várias lideranças, alguns já assinaram ficha de filiação. A diretoria do partido tem mantido os novos nomes em sigilo, precavidos com a incidencia da mala preta, comum em campanha eleitoral.
Para o secretário do partido, o advogado Robson Cunha Nascimento, o PTC é o único partido que tem um discurso claro de oposição, o que não deixa de ser verdade.

PP - novo comando?

Ainda não foi apurada a veracidade da informação, mas os rumores são fortíssimos e como dizem os mais antigos, onde há fumaça há fogo. Segundo consta, o PP, que durante muitos anos esteve sob o comando do ex-vereador Milton Martins, sendo sucedido por Zacarias Assunção, pode ter ido parar nas mãos de um novo grupo formado após a saída de Marcelo Catalão da prefeitura.

A princípio o PP lançaria candidatos a vereador e a prefeito ( o nome para prefeito seria o do empresário Roque Dutra). Caso isso acontecesse imagina-se que seria um partido com perfil de oposição. Entretanto, é bom que se frise, nenhum partido (salvo o PTC) se declarou oposicionista. Ao que parece, quase todo mundo tem uma ponta de rabo devidamente preso ao poder público. Para dar validade ao argumento, nesse grupo têm empresários que se dizem independentes, mas estão com os dois pés (e o resto do corpo) no sistema governamental. Pode-se citar Daniel Lopes (Daniel da Paulistinha) e Roque da DM, que bem ou mal, têm negócios com a prefeitura.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Traição anunciada?

Desde o início do ano o assunto tem sido ventilado nos meios políticos. O grupo composto por seis vereadores (Massud, Juca, Percilia, Creuza, Francis e Ávila) estaria a um passo de roer a corda. Explica-se: após a eleição de 2004, o grupo dos seis fechou a presidencia da Câmara para os quatro anos seguintes, ficando distribuídos da seguinte forma: Percília, Massud, Ávila e Francis, respectivamente. Até agora, com a eleição de Ávila para o terceiro período, tudo seguiu conforme o script, o problema reside no ano seguinte, quando assumiria a vereadora Francis.

Por ser um ano político, rumores estão vindo a tona, dando conta que o prefeito Darci Lermen estaria articulando para que o acordão fosse detonado. Informações extra oficiais sinalizam que a vereadora Percília estaria disposta a não votar em Francis, abrindo espaço para que um candidato vindo da base do prefeito ganhasse a eleição para a presidência da Cãmara que se realizará no final do ano. Outro que talvez votasse contra Francis seria o vereador Juca, mas por enqanto é apenas especulação.

Em conversa com o blog, a vereadora Francis disse não aceditar nessa suposta articulação. "Eu votei na Percília, no Massud e no Ávila, de modo que eu não acredito que isso aconteça". Caso se materialize os rumores, a vereadora vai tratar do assunto no âmbito do partido.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Briga de cachorro grande

Gente fina é outra coisa. Na noite de quarta-feira, 18, o ex-deputado Faisal Salmen se encontrou com o ex-secretário de Finanças da administração Bel Mesquita, Welney Lopes de Carvalho no restaurante Bebericar e o pau quebrou. Faisal foi pra cima de Welney e só não o chamou de santo. WLC, acomanhado de um séquito, no qual estavam incluídos Duda, Veneno e Elmir, ficou tranquilo, enquanto Faisal saiu para logo depois retornar, acomanhado de duas pessoas que o blog não conseguiu identificar e quase rolou tiro. A turma do deixa-disso teve um trabalho danado.

Mais tarde, WLC confirmou o ocorrido ao blog. Para quem não sabe, essa rixa vem de longa data, mais precisamente do primeiro mandato de Bel Mesquita. Faisal, que teve um papel fundamental na eleição de Bel se sentiu desprestigiado e culpa Welney por isso. Esse entrevero é apenas consequência disso tudo e é briga de cachorro grande.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

A proposta do Walter Desidério

Walter Desidério Barreto, que muita gente acredita que tem um parafuso a menos mostrou que é muito equilibrado. No início da semana se declarou pretenso candidato a vereador, com a plataforma de apresentar projeto proibindo a remuneração do edil.

A proposta é polêmica (como, aliás, são as coisas do Walter) mas faz sentido. Caso houvesse essa prerrogativa, não haveria tanta gente se descabelando para se eleger. Walter sabe que há um longo caminho a percorrer, o principal é se eleger nas eleição do ano que vem. O PTC já lhe fez o convite para se filiar.

Nosso crime não compensa

As sentenças aplicadas pelo juiz federal, Carlos Henrique Haddad para os hackers, também chamados de “batatas”, que operavam de forma fraudulenta, realizando saques e transferências nas contas de clientes, de diversas instituições bancárias de longe parecem rigorosas demais. Penas de 10, 12, 15, até 21 anos de reclusão foram aplicadas a três por dois. Fica a idéia de que o rigor tem o propósito de desestimular a juventude futura, que porventura pense que o crime compensa. É natural, afinal, ninguém (nem mesmo os batatas) supunha que os delitos de 2002, 2003 e dos anos seguintes algum dia bateriam à porta, exigindo prestação de contas. Às sentenças ainda cabem recursos, o que equivale dizer que dificilmente alguém vá parar na cadeia nos próximos dias, mas tem-se a impressão que a justiça, ainda que tardia, está sendo feita.
Nesse caso, uma surpresa para alguns, mas não exatamente para os mais atentos. A presença na lista dos réus de personagens insuspeitos, que infelizmente ajudaram escrever uma página triste da cidade, revela duas coisas. Desde o início se sabia que muita gente cultivava o péssimo hábito de pagar suas duplicadas, via internet, utilizando os preciosos préstimos dos batatas. A segunda situação é a possibilidade de que outras figuras tenham conseguido passar impunemente pelo crivo da justiça. Que aprendam a lição e evitem incorrer no mesmo erro no futuro.
No frigir dos ovos, convenientemente para muitos, o grupo de jovens descolados, que se divertia em noitadas regadas a uísque, red bull e belas garotas pagou a conta. Na época, sob os olhares e aplausos da população, mais de duas dezenas de batatas foram levados para o presídio, para um confinamento de 81 dias, enquanto a polícia concluía o inquérito. Era a primeira operação da Polícia Federal (depois pintaram outras), mas ao que parece e para alívio de muita gente na cidade, não houve uma maré de “entregação”, daí a pouca quantidade de empresários condenados, o que não quer dizer que outras pessoas não fizeram uso do sistema viciado pilotado pelos piratas cibernáticos.
Hoje se sabe que o negócio (se é que se pode chamar isso de negócio) atravessa a chamada fase de vacas magras, não tem mais o glamour de outras tempos. Em outras palavras: é bananeira que já deu cacho. Ficou, porém, certeza que o crime definitivamente não compensa.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

O PDT cozinha o galo

No início do ano o empresário JB, da Foz Moto Peças externou sua pretensão de se candidatar a prefeito. Para quem não sabe, JB é irmão de Evaldo Benevides, secretário de Saúde e líder maior do PDT. O problema é que o dito PDT está entranhado no governo, onde é titular da pasta da Saúde (com o Evaldo) e outros postos chave do governo, como o DMTT e a setor de urbanismo e por causa disso, não demonstra a mínima vontade de se afastar do poder.

A pretensão de JB, que também é do partido bate de frente com a situação atual. Percebendo que o partido pretende cozinhar o galo até onde for possível, JB tem pressionado a direção do partido para que oficialize que ele, JB, é o pré-candidato do partido. Francisco Xavier Falcão, presidente do diretório municipal prometeu de divulgar um documento nesse sentido, mas até o momento não o fez.

Pelo o exposto, é pouco provável que Falcão faça isso, o que é ruim para o pretenso pré-candidato. JB corre o risco de ficar sem identidade, já que não tem como dizer que é um candidato de oposição se o seu partido está com os dois pés dentro do governo municipal. Caso a situação perdure indefinidamente, JB passa a ser carta fora do baralho.

Agosto vem aí

O blog pede desculpas aos leitores pela falta de atualização dos últimos dias. Compromissos profissionais nos deixaram sem tempo. Some-se a isso a paradeira geral na política local.

Pela nossa leitura, a partir de agosto a movimentação vai se intensificar. É como diz o outro: a partir de agosto é hora de quem tem garrafa vazia pra vender botar o bloco na rua. Vamos aguardar, portanto.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Suposição, por enquanto

Apesar da informação ter grandes chances de ser verdadeira, o leitor do blog deve acolhê-la com parcimônia. É que em razão do recesso parlamentar e do período de vacas magras de notícias, é comum surgirem balões de ensaio, na base do "se colar, colou". Por enquanto a informação de um novo grupo é suposição, até porque nenhum líder político gostaria de ser visto em companhia de determinadas pessoas, pelo menos por enquanto. Seria um atestado de óbito antecipado.

Novo grupo para 2008

A informação pipocou ontem, 03, no meio político. Marcelo Catação e outros demitidos da Prefeitura estariam formando um novo grupo para enfrentar Darci Lermen nas urnas, em 2008. Marcelo, inclusive, já estaria contactando empresários e líderes políticos, com boa aceitação popular para apresentarem uma chapa com candidatos a vereadores e a prefeito.

Uma dos nomes mais cotados seria o do empresário e presidente da Liga Esportiva de Parauapebas (LEP), Roque Dutra, o "Roque da DM". Por enquanto a informação é extra oficial.

Novo grupo para as eleições de 2008

A informação pipocou ontem, 03, no meio político. Marcelo Catalão e outros demitidos do governo estariam preparando uma ofensiva contra Darci Lermen, inclusive formando um grupão (mais um) para enfrentar as urnas de 2008.

Segundo a dita informação, que por enquanto é extra oficial, Marcelo estaria procurando empresários que tenham uma boa aceitação popular para virem para o projeto, que teria candidatos a prefeito e a vereadores.

Um dos nomes mais cotados para encabeçar a iniciativa seria o do empresário Roque Dutra, o "Roque da DM".

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Coisas amenas

Para não dizer que o blog não se ocupa com coisas mais amenas, vamos reproduzir uma canção do Chico, chamada “Tantas palavras”. Ela foi enviada por Tânia Pereira, que vez por outra nos dar o prazer de comparecer ao e-mail e escreve coisas especiais. Junto-me a ela, confirmando que é uma das coisas mais bonitas do Chico, presente no disco “Vai passar”. Para fazer justiça deve-se dizer ainda que a melodia é de Dominguinhos, enquanto a letra é do Chico. Nesta faixa, aliás, Dominguinhos dá uma canja que é um dos maiores shows de virtuose de acordeom que a MPB já viu.

Tantas palavras
Dominguinhos e Chico Buarque

Tantas palavras que eu conhecia
Só por ouvir falar, falar
Tantas pala........vras que ela gostava
E repetia, só por gostar
Não tinham tradução, mas combinavam bem
Toda sessão ela virava uma atriz
"Give me a kiss, darling", "Play it again"
Trocamos confissões, Sons no cinema
Dublando as paixões,
Movendo as bocas com palavras ocas ou fora de si;
Minha boca sem que eu compreendesseFalou “c'est fini”, “c'est fini”
Tantas palavras que eu conhecia
E já não falo mais, jamais
Quantas pala........vras que ela adorava
Saíram de cartaz
Nós aprendemos, palavras duras
Como dizer perdi, perdi
Palavras tontas, nossas palavras
Quem falou não está mais aqui.

Dois pontos de interrogação

Duas contas aritiméticas andam puxando pelos neurônios dos mototaxistas das sete entidades que os representam em Parauapebas. A primeira é a seguinte: os 583 cooperados que são obrigados a contribuir com R$ 180,00 por ano se perguntam onde vai parar a grana, que passa de R$ 100 mil. O outro ponto de interrogação é com relação ao valor, considerado absurdamente alto (no qual eu concordo em número gênero e grau). Em conversa com alguns mototaxistas, o blog ficou sabendo que o valor equivale ao que alguns ganham por mês, depois de decontados a manutenção do veículo e o combustível, é claro.

Feirinha do falecido shopping center da Cidade Nova

O pessoal das imediações do falecido Shopping Center da Cidade Nova, que a bem da verdade não passa de um amontoado de casebres de madeira na parte interior, não sabe mais a quem reclamar. Segundo dizem, a antiga feirinha, que foi implantada lá em caráter provisório, já está completando o décimo aniversário e o aspecto é cada dia pior. Ratos, baratas, ambiente fétido e insalubre e ninguém toma providência. Um absurdo que não se aceita mais.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Crise para todos os gostos

No início da semana encontrei um petista, aliás, petista não, Darcisista, desses que recolhe as migalhas que caem de sua mesa com a voracidade dos novos-ricos. O sujeito estava fulo da vida por causa da manchete da edição do HOJE, n° 215, de 21 de junho, que citava uma crise na administração municipal, com a saída do secretário de Finanças, Marcelo Catalão. “Aonde está a crise?”, perguntava na santa inocência, que só os paus mandados exibem. Ora, se ele não via crise não seria eu que iria lhe mostrar. A bem da verdade, só estou voltando ao episódio por exclusiva falta de assunto.
Talvez o camarada, que nem vale a pena citar o nomezinho tenha razão num particular. Não foi uma crise na acepção da palavra e ainda que queiram dar essa impressão, não foi uma despedida, tipo, “até nunca mais” ou “risque o meu nome do seu caderno”. O barato disso tudo (ninguém contava com isso) é que a população já percebeu e todo anda falando que tudo não passa de uma jogada ensaiada.
Darci sabe que precisará do apoio do PT, que anda dividido, desde que ele passou por cima dos programas que são históricos e caros, como o Orçamento Participativo, Banco do Povo e outros mais. Também incomodava ao PT a presença de Catalão no governo. Num encontro do partido, ocorrido recentemente, foi colocado com todas as letras o desagrado geral, ficando nas entrelinhas que a indicação de Darci para a reeleição estaria por um fio.
Era necessário uma tacada bem dada, capaz de trazer o PT em peso para a campanha, além de passar a idéia para a população que o governo estava aplicando um choque de moralidade. O X da questão seria anunciar a decisão para Marcelo e com certeza requereu uma boa dose de esperteza. Marcelo fora um aliado de primeira hora, financiador de campanha, articulador para que outros apoios de pesos viessem e principalmente, Marcelo saberia demais, de modo que sua saída não poderia sair na base do “risque meu nome do seu caderno”, como já dissemos.
É certo que continuará nos bastidores, ainda que a contragosto. Perderá um pouco de poder, mas não todo. É aquela história, do afogado, pelo menos o chapéu, o mais importante é a reeleição.
Apesar de tristinho, o ex-secretário não pode reclamar. Conseguiu mais de 15 minutos de celebridade, mandou mais do que o prefeito durante uma par de tempos e passou pelas suas mãos mais de R$ 750 milhões, durante os quase três anos em que esteve na Sefin. Parece que vai sair sem ninguém lhe perguntar (nem a Câmara) onde foi parar a dinheirama, ou seja, esta no lucro.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Caiu a ficha

Fianlmente caiu a ficha no Partido dos Trabalhadores. Nos dias 16 e 17 a legenda realizou o III Encontro Municipal do partido. Apesar dos temas (O Brasil que queremos, Socialismo petista e PT - Concepção e funcionalismo) serem de abrangência que extrapolam e muito o contexto da terrinha, serviram de pano de fundo para o partido mergulhar de cabeça na problemática do município e a administração capenga do prefeito Darci Lermen, que no meio político é chamado de "Caldo de peteca".

Em tempo: o partido vê o tempo passar e a insatisfação popular aumentar, por isso decidiu que era o momento de chamar Darci e sua trupe às falas. Comenta-se que o PT histórico cogita a posibilidade de substituição de Darci por Milton da EEPP para acampanha de 2008. Esse segmento acha que se não reverter a situação, não só nos índice de aprovação como na rejeição que está num nível altíssimo, Darci entraria na campanha apenas para fazer figuração.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Coisas do arco da velha

Caso a velha gorda resolvesse meter a colher de pau no assunto, diria simplesmente que o diabo era mesmo moleque e essas coisas que só ela saberia dizer, afinal, nesse mundão, quando menos se espera, acontecem coisas do arco da velha. Para ser mais exato, na terra do rio de águas rasas até boi é capaz de voar e mula sem cabeça passeia placidamente pelos verdes campos. Essa de se receptar tratores roubados de São Paulo é de lascar o cano, só jurando sobre a bíblia para se fazer acreditar. Falando o português claro, a moçada desse lado de cá se superou.
É, meus senhores, Parauapebas velha de guerra não é fraca, não. Demora estourar nos noticiários, mas quando entra, não\quer mais sair.
Quem não se lembra de 2002, quando a Polícia federal passou o rodo e levou para passar férias na cadeia um monte de marmanjo crescido. Foi uma festa para uns, que não agüentavam mais a ostentação de um monte de garotos recém-saídos dos cueiros; um espanto para os pais, que não acreditavam que filhos educados para ser advogados, médicos recebiam um par de algemas; uma tragédia para as mães, sempre tão dramáticas e um pandemônio para as namoradinhas e ficantes, que durante muito tempo, foram regadas a uísque com redbull, além de baladas que varavam as madrugadas.
Por mais de 80 dias, os hackers, também chamados de batatas, trocaram a arte de vasculhar contas alheias, via internet, por uma boa temporada no presídio Mariano Antunes, em Marabá. Com diria a velha gorda, quando Dona Justa aparecia, ia todo mundo pro xilindró, de mamando a caducando.
Ainda que a repressão não tenha colocado ponto final da atividade, muita coisa mudou de 2002 para cá. Muitos dos que estavam encaminhados na pirataria cibernética se tornaram pais de famílias e esqueceram aquela vida que apresentava “cana braba” no final, outros ainda estão na batalha e já foram presos várias vezes. Paciência, o pau que nasce torto, até as cinzas são tortas. Hoje, porém, são tempos de vacas magras e a coisa já não dá como antigamente.
Por isso, a notícia que na cidade funcionaria um centro de receptação de tratores, era de certa maneira esperada, ou seja, pau que nasce torto...
O negócio era tão profissional que a ramificação principal do negócio era em São Paulo, onde os equipamentos eram roubados e chegavam com documentos “esquentados”.
A polícia conseguiu colocar as mãos em oito tratores (alguns em poder de gente importante), existem na região mais de 60 tratores roubados.
Definitivamente, até na bandalheira, a nossa cidade se mostra meio que avançadinha.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Nada em Parauapebas

Por enquanto o Veritate não divulgou nada a respeito de Parauapebas, talvez porque não seja conveniente para ninguéma. Sabe-se, entretanto, que um levantamento feito pela própria prefeitura apontou um índice alarmante de desaprovação popular, algo em torno de 73%, isso antes da crise da água.

Registre-se que desaprovação é variável, o que não acontece com a rejeição, aliás, por falar em rejeição, nesse quesito, o prefeito Darci Lermen também vai mal. Fala-se em mais de 35%. Na avaliação dos analistas políticos, um pouco mais do que isso (40%), qualquer candidato está fora do processo eleitoral.

Sucessão em Marabá e Curionópolis

Deu no blog do Hiroshi Bogea. O Instituto de Pesquisa Veritate divulgou no início da semana várias pesquisas sobre sucessão municipal. Em Marabá, uma surpresa, o vereador Maurino Magalhães, que assumiu a prefeitura por quase um ano, em razão do impedimento do então prefeito Tião Miranda, em 2005, desponta na frente, ultrapassando o deputado Asdrúbal Bentes, com 27,5% das intenções de voto. Em seguida, Asdrúbal Bentes, com 23,1%; Bernadete Ten Caten, 10,9%; João Salame, 10,3%; Nagib Mutran, 3% e Ítalo Ipojucann, 3%. Em Curionópolis, o vereador Wenderson Chamon, o "Chamonzinho" confirmou o que todo mundo sabe. Hoje ele é o favorito para ganhar as eleições. O moço lidera a corrida eleitoral com 36,7% de intenções de voto, enquanto seu perseguidor mais próximo, o dentista Luís Resende, tem 9,4%. O ex-prefeito Salatiel Almeida está em terceiro, com 8,5.

Registre-se duas coisas. Há mais de um ano e meio para as eleições esses números são apenas uma sinalização, até outubro do 2006, muita coisa pode mudar. A segunda coisa é que os números aqui apresentados são de uma pesquisa espontânea, na qual o eleitor não tem a sua frente nenhuma lista. Por essa razão, esses votos costumam ser mais definitivos.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Reclamações à vista

Nã se sabe ainda se a coisa é para valer, até porque a Prefeitura já montou sua ouvidoria, que funciona na Praça da Cidadania, no bairro Rio Verde, mas comenta-se que um setor seria aberto para atender a população, com seus peitos e reclamações. Se isso realmente acontecer, a fila vai ser tão imensa que vão inclusive reclamar da dita fila. Agora falando sério, falta de água, ruas esburacadas no Betânia, máquinas que começaram a trabalhar no Bela Vista e abandonaram o serviço, falta de infra-estrutura no Residencial Bela Vista são algumas das reclamarações que estarão na ordem do dia.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Jogo de cena?

No final da tarde de segunda-feira, 19, outras versões começaram a ganhar forma. A demissão de Marcelo Catalão seria apenas um jogo de cena, com o fim exclusivo de "lustrar" a imagem do prefeito, desgastada pelas pífias realizações (é bom registrar que Darci foi eleito com mais de 32 mil votos, cercado por uma expectativa gigantesca). A falta de água por quase uma semana levou a imagem do gestor para o fundo do poço, daí, a (pseudo?) demissão de vários auxiliares.

O que tem rolado é que tudo poderia ser uma grande comédia para inglês ver. Catalão se recolheria, indo para os bastidores, deixando Darci livre para buscar a reeleição. Depois do pleito eleitoral, caso o atual gestor se sagrasse vencedor, Marcelo e os outros voltariam contentes da vida. Como em política até boi anda voando, não custa nada ficar com o pé atrás.

Para conter o desgaste

O objetivo do prefeito era que a notícia só viesse a tona na terça-feira, 19, mas a dita vazou ainda na sexta-feira. Pelo menos dois dois vereadores já sabiam da bomba que seria deflagrada na segunda-feira. O próprio Darci andou confidenciando o assunto para algumas pessoas. No final de semana, o pecuarista Darci Aires, pai de Marcelo Catalão conversou com alguns amigos e adiantou que o filho não ficaria na prefeitura, inclusive sinalizou para a possibilidade de ir imediatamente para oposição, coisa que ninguém acredita.

Na segunda-feira pela manhã, o blog ficou sabendo por meio de uma assessor da prefeitura que o motivo era tentar conter o desgaste político que o prefeito vinha sofrendo, o que fatalmente leva a outras conclusões.

O desgaste do prefeito foi o responsável pela passagem do rodo

É bom que se diga, há muito tempo, membros do PT e até pessoas próximas a Darci pediam que o prefeito se livrasse de Marcelo Catalão, figura satanizada nas rodas políticas, entretanto, a lealdade a quem muito o ajudou na campanha, o fazia hesitar (aliás, tomar decisões nunca foi o forte do nosso "Caldo de peteca").

A demissão de Marcelo só começou a ganhar forma quando as últimas epsquisas, inclusive uma patrocinada pela prefeitura sinalizou o fundo do poço. O sinal amarelo foi aceso e Darci teve que muito a contragosto tomar a decisão.

A conversa não foi fácil. Fontes próximas ao prefeito dizem que o acerto foi mais ou menos assim: Marcelo pediria demissão, evitando o desgaste da exoneração. segundo informações, Além de Marcelo, rodaram Flávio Soares (Obras), Gerson Silva (Saaep) e Alexandre da HOra (Ascom). O comentário geral foi que José Benjamim Braga e Keniston, eminência parda que veio do Amapá e que mandava prender e soltar também receberam o tal bilhete azul.

Bilhete azul

Não é praga de urubu, nem desejo secreto de algum desafeto, mas o certo é que o todo-poderoso secretário de Finanças, Marcelo Aires, "Marcelo Catalão" deve cair essa semana. Junto com Marcelo, outras cabeças vão rolar, dentre as quais as de Flávio Soares, da Obra; Alexandre, assessor de Comunicação e Gerson Silva, dos Serviços Autônomos de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep). Segundo informações privilegiadas, há algum tempo o prefeito Darci Lermen procurava um jeito de se livrar do desgaste imposto pela presença desses auxiliares no serviço público. A lista é grande e é quase certo que Braga e Keniston devem receber bilhete azul.

Aguardem mais informação, porque estaremos acompanhando essa novela mexicana, cujo objetivo é lustra a imagem do prefeito, com vistas as eleições de 2008.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

A síndrome do caldo de petequismo

No jargão popular, "caldo de peteca" é algo parecido com "caldo de piaba", "sopa de pedra" e outras definições nada lisonjeiras. É o mesmo que um sujeito sem futuro, desacreditado, fraco, meio “canoa”, governado pela proa ou pela parte do fundo, o que não se segura em pé. No português claro: o camarada que quase nunca veste as calças de homem.
Imagine na culinária, um caldo com todos os ingredientes possíveis, projetado para ser um revigorante, mas tendo como elemento básico uma misera peteca. Com certeza será uma decepção só.
Agora a síndrome do caldo de petequismo é dose pra leão. É dose porque assim como na culinária, também é uma completa decepção. A princípio promete algo espetacular, mas fica só na promessa. Quando a patologia se instala (quase sempre na infância), é quase imperceptível; apenas os que convivem mais de perto percebem a disfunção. Em casos especiais e com algum esforço, o paciente até consegue esconder a patologia por algum tempo (só não consegue esconder por todo o tempo), passando a idéia de que é normal. Conformismo, dificuldade em impor seu ponto de vista, tremedeira diante de situações adversas, aceitar a dominação de grupos estranhos são alguns dos sintomas mais comuns, mas há outros, tão importantes quanto esses. Relaxamento no uso das funções atribuídas pelo povo, irresponsabilidade, deixar fazer do local de trabalho a casa da mãe Joana, confusão mental, a ponto de escolher pessoas sem preparo para desempenhar funções de grande responsabilidade fazem parte dos outros sintomas.
O caldo de petequismo é hoje uma epidemia. Dá em todo canto, entretanto, no Pará e mais especificamente em Parauapebas a doença se disseminou. O que tem de nego caldo de peteca não está escrito. Gente que escolhe puxar o saco por medo de perder privilégios; que assiste placidamente as injustiças serem cometidas; que se sujeita a buscar cafezinho, carregar pasta; que se cala para fugir de problemas eventuais e que não tem coragem de ir à luta e se presta ao triste papel de bobo da corte, em tomar chimarrão com cara de panaca, quando se sabe que o indigitado nasceu no Goiás ou no Maranhão.
Agora, caldo de peteca mesmo é alguém que recebe 32 mil votos, ficar nas mãos de uma malta de gatos pingados. Eca, paro por aqui.

(esse artigo será publicado no jornal HOJE,
edição do dia 15)

terça-feira, 12 de junho de 2007

O pior, entre os piores

Uma nota publicada com exclusividade pela coluna Raio X. no jornal HOJE, na edição do dia 14 reproduz o resultado de uma enquete, realizada pelo blog do Hiroshi Bogea, de Marabá. A enquete queria saber quem era o pior prefeito da região sudeste do Pará. Concorrendo com 38 prefeitos, o inoxidável Darci Lermen ganhou disparado como o pior, entre os piores.

Darci conseguiu está na "honrosa" companhia de Adecimo Gomes, de Itupiranga, que consquitou o segundo lugar; de Ribita, prefeito de Canaã, que ficou em terceiro; de JCP, de Redenção, quarto e de Hildelfonso, prefeito de Palestina, que fechou o quinteto violado.

E lembrar que Darci, um dia desses recebeu um prêmio nacional, como um dos prefeitos que mais investem em educação (não custa lembrar que em quase três anos de governo Darci contruiu apenas duas escolas, uma delas, a do Vila Rica, está caindo os pedaços, com rachaduras e infiltrações). O prefeito vai ganhando (ou comprando?) prêmios e o ibope dele continua mais baixo do que barriga de cobra.

Ex-vereadores no PRTB

O PRTB é um partido nanico, que em Parauapebas ganhou ares de partido grande. Tudo porque uma quantidade considerável de ex-vereadores se filiaram. Segundo um dos integrantes, a idéia do grupo é criar um grupo forte para concorrer as eleições de 2008, com candidatos a vereador e a prefeito. O projeto pode sofrer modificações, caso a ex-prefeita e atual deputada federal saia candiata a prefeita, o grupo pode apresentar o vice. Em tempo: Valdir da Usina, Riba do Gelado, Devanir Martins, Fernando da Ótica, Jose Wilson e Avenir Carlos de Freitas estão à frente do projeto.

Os mais desavisados correm o risco de achar que o PRTB é uma centro de apoio de vereadores desempregados.