"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha
de ser honesto".

(Rui Barbosa)


quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Entrevista com Faisal Salmen

Essa entrevista com o ex-deputado Faisal Salmen, eu fiz para o jornal HOJE, mas, em razão da sua importância transcrevo para o blog. Espero que os leitores gostem.

Que ele é uma figura controvertida, com passagens explosivas e contraditórias, ninguém tem dúvida. Agora, que ele é uma das maiores personalidades do município, com uma extensa folha de serviços prestados ao município, ninguém pode negar. Depois de quase dois anos recluso, o ex-prefeito e ex-deputado estadual recebeu o jornal HOJE para uma entrevista. Bem ao seu estilo, Faisal aborda temas considerados tabus e se declara oposição à ex-esposa e atual deputada federal Bel Mesquita a ao prefeito, Darci Lermen.
Blog do Marcel- Após a campanha de deputado, nota-se que o senhor se recolheu, saiu da mídia. Qual o motivo?

Faisal - Você tem razão. Eu me recolhi mesmo para fazer reflexão e porque fiquei decepcionado com o grupo que ajudei a criar em Parauapebas. Foi uma traição violenta e eu demorei para perceber. Fui analisar o passado para poder me situar numa realidade futura. Por último, me recolhi para estudar medicina, porque eu pretendia voltar a ser médico.
BM – Ventilou-se a informação que o senhor estaria deixando o PSDB para se filiar ao PRTB. Isso não aconteceu, por quê?
Faisal - Por um momento me senti sozinho, porque eu tenho uma personalidade muito forte, carregada de muito idealismo e comprometida com uma posição ideológica. Como o meu partido estava ausente do poder, à nível federal estadual e municipal eu sentir falta de um partido que me agasalhasse.
BM– Nesse período que o senhor esteve recolhido, o senhor se reciclou politicamente?
Faisal – Eu fiz auto-análise da minha vida e descobri que ninguém pode viver sozinho. Viver bem é você ter a possibilidade de refazer amizades.
BM - Qual a conclusão que o senhor chegou?
Faisal - Na verdade a minha derrota para deputado ainda é um grande ponto de interrogação, porque 90% das obras que estão aqui foi eu quem trouxe. Se eu tivesse levado a Feira do Produtor, que eu trouxe para cá, para Canaã; o Corpo de Bombeiros para Curionópolis; a Rodoviária, para Eldorado; se os 17 quilômetros de asfalto da ferrovia eu tivesse levado para Xinguara eu teria sido eleito. Essas e muitas outras obras eu trouxe para Parauapebas e ficaram como mérito da então prefeita, Bel Mesquita e ela nem sequer esteve nas reuniões eu que eu fechei essas obras para Parauapebas. Ninguém sabe, por exemplo, que todo asfalto do bairro Guanabara não tem um tostão do município de Parauapebas porque foram recursos 100% do Estado, que eu viabilizei; que a escola Faruk Salmen, tem a metade dos recursos do estado; que a drenagem e a praça da Chácara do Sol foi 100% do Estado; que a escola Marluce Massariol foi 100% do Estado e foram fruto da minha atuação como deputado, além de outras que não apareceu como o ônibus biblioteca que eu trouxe o dinheiro e o ônibus nunca apareceu. O ICMS foi aumentado graças a minha luta e hoje é a maior arrecadação de Parauapebas. A doação do bairro da Paz também foi uma luta minha que o governador Jatene veio aqui anunciar.
BM - A gente nota que há uma profunda decepção da sua parte com relação a ex-prefeita. O senhor se considera traído?
Faisal - Muito traído. Para se ter uma idéia, se eu tivesse trazido um candidato a deputado federal do meu partido, ela não teria sido eleita, mas eu não fiz isso, inclusive eu votei nela, mas acho que ela está sendo uma decepção como deputada, porque até agora o único pronunciamento que fez foi atacar os Sem Terra de uma maneira gratuita e não trouxe um tostão para o município de Parauapebas. Entretanto, a minha maior decepção foi o financiamento da campanha do Darci pelo senhor Welder Rodrigues Zebral, dono do restaurante “Porção”, intermediado pelo Welney Lopes de Carvalho, com o conhecimento da Bel. Gostaria inclusive que eles me processassem porque aí eles teriam que apresentar inclusive uma conta da Bel que desapareceu da Câmara. Esse Welder é o mesmo que colocou em Parauapebas aquele famoso instituto de Tecnologia Aplicada de Informação (Itec) por R$ 2,5, cujos computadores não funcionam mais. Esse cidadão foi o maior contribuinte da campanha do Darci.
BM – Há rumores de que a Bel não seria candidata a prefeita. Caso ela fosse candidata, o senhor iria contra ela no palanque?
Faisal – Eu vou fazer denúncia sim, mas ela não vai ser candidata porque ela tem medo das minhas denúncias, principalmente no caso Chico Ferreira, que hoje cumpre pena por assassinato. Mais tarde, Darci, que prometeu varrer a Clean de Parauapebas, manteve a empresa no município, renovou o contrato e ainda aumentou os valores.
BM – Então o senhor se arrepende de ter ajudado a Bel?
Faisal – Eu me arrependo. Na campanha do seu segundo mandato, eu estava fora do município para tratamento de saúde, quando o Welney me chamou porque ela estava perdendo a eleição para o Cláudio Almeida e eu voltei para salvar o mandato dela, mas nem isso eles agradeceram.
BM – Como o senhor avalia o governo Darci?
Faisal – Primeiro não existe governo. Ele ganhou porque foi apoiado por pessoas ricas, que depois colocaram ele contra a parece e ele aceitou essa posição porque ele é fraco e não tem caráter, é um “Bananão”. Esse bananão aceitou o dinheiro do Welney e de bandidos de Brasília. Eu não vou calar minha boca não, ele vai levar chumbo de mim. Ele ficou três anos parado, arrecadou um bilhão de reais e não tem cem milhões de obras na cidade, ou seja, nem 10% do dinheiro arrecadado. Quero que ele me processe porque na minha defesa eu vou pedir as contas dele. Hoje, Bel e Darci fazem parte do mesmo grupo, PMDB/PT.
BM – Se o Darci é fraco, quem manda na prefeitura?
Faisal – Quem manda na prefeitura são os financiadores da campanha do bananão e estão cobrando a fatura. O dono do hotel que virou prefeitura é um exemplo de cobrança da fatura. A nomeação de Marcelo Catalão na secretaria de Finanças é outro exemplo. A presença da Clean em Parauapebas também. A Locarauto também é um enigma, tudo passa por ela. Há um cidadão chamado João Fontana, que ninguém conhecia e hoje é uma eminência parda no governo, o guru político do bananão. Ameaça todo mundo e compra todo mundo, usando a máquina. Nós temos muitas gravações dele comprando as pessoas. No meu governo a prefeitura tinha suas próprias máquinas, hoje o Branco é quem aluga as máquinas para a prefeitura, um absurdo. O bananão é muito bonzinho, para os ricos, mas muito ruim para os pobres. Não tem nenhum pobre na cúpula do governo.
BM - Não está tarde para falar isso? O senhor não devia ter falado antes?
Faisal - Falar como, se ela controlava a imprensa, assim como o Darci controla a imprensa atual? Atualmente, só o jornal HOJE é independente. Essa é a primeira vez que tenho oportunidade de chamar o Darci para um debate. No debate eu quero perguntar para ele porque ele ainda não fez a prefeitura. Sabe por quê? Porque ele alugou o prédio onde funciona a prefeitura por R$ 80 mil por mês. Quero perguntar porque ele pegou R$ 1,7 milhão do dinheiro público e deu para o Siproduz fazer a FAP.
BM - Por que o apoio a Cláudio Almeida?
Faisal – Porque esses filmes que estão aí já passaram. Até eu preciso me reciclar. Tenho certeza que Cláudio será um bom prefeito. Ele tem muita garra e determinação e é dinâmico. Eu nunca tive problemas pessoais com o Cláudio, eu tive problemas de ordem política, que inclusive estão superados.
BM – Você acredita que Cláudio Almeida é capaz de ganhar a eleição?
Faisal – Claro que acredito. Cláudio vai ganhar com a ajuda de todos nós, da união da oposição porque o discurso dele vai ser muito consistente. Já o Darci não tem discurso, ele é preguiçoso, tem obras com preços gigantescos, ele gosta de alugar muitos caminhões, gosta de alugar muitos carros e beneficiar amigos e financiadores.
BM - o senhor será candidato a vereador?
Faisal – Sim, eu devo ser candidato a vereador e humildemente peço a população que me dê oportunidade de reconstruir minha vida política e depois, numa ocasião mais oportuna, quero voltar a ser candidato a prefeito de Parauapebas, que é meu sonho.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Quase R$ 1 bilhão arrecado em três anos. Menos de R$ 100 milhões em obras

Em razão de uma sugestão de um amigo, estamos postando a matéria publicada no jornal HOJE, edição 6, que circulou no sábado, excepcionalmente. espero que os leitores que não tiveram oportunidade de ler no jornal, se informem e depopis façam comentários.



Quase R$ 1 bilhão arrecadado.
Menos de R$ 100 milhões de obras


A maioria dos pobres mortais não tem a menor noção do que faria com um R$ 1bilhão ou algo próximo disso. Não é pra menos. R$ 1 bilhão de reais dá para comprar 10 mil apartamentos de classe média, a razão de R$ 100 mil, ou 30 mil carros populares de R$ 30 mil cada.
Se você não tem dimensão e não sabe o que fazer com essa dinheirama toda, não se martirize. A prefeitura de Parauapebas, ou melhor, a administração atual também não sabe, ou pelo menos não soube.
Com o aquecimento do mercado internacional do ferro, puxado pela China e outros países asiáticos, nunca entrou tanto dinheiro nos cofres municipais. Em compensação, nunca se gastou tão mal. A grana que entra atualmente não se parece com nada na história do município, de modo que é impossível fazer qualquer espécie de comparação com governos anteriores. Para se ter uma idéia, na administração Chico das Cortinas a arrecadação girava em torno de R$ 1,7 milhão. Com o aumento da arrecadação e a redivisão do bolo do ICMS, o dinheiro entrou mais fácil nos oito anos de governo de Bel Mesquita e o município passou a fazer jus à fama de rico. Entretanto, os R$ 12 milhões por mês, em média, eram fichinhas perto do que entra agora.
Apesar dos valores arrecadados serem tratados como segredos de estado, uma espécie de caixa preta, inacessível para o grosso da população, informações não oficiais costumam vazar e aos poucos se vai montando o quebra-cabeça da prefeitura. Os principais tributos, ICMS, royalties, ISS e outros menos votados são os responsáveis por aproximadamente R$ 40 milhões por mês. Como a arrecadação depende muito do que a Vale produz e exporta, esses números muitas vezes ficam aquém ou além, dependendo da quantidade de ferro que é embarcado nos porões dos grandes navios, ancorados no Porto Ponta da Madeira, em São Luís, em determinado mês.
Segundo alguns vereadores entrevistados, a arrecadação de 2006 ficou mesmo na casa de R$ 300 milhões. Já 2007 deve fechar com 20% a mais, ou algo em torno de R$ 360 milhões. Já 2005 foi um pouco mais modesto e oscilou entre R$ 240 a 250 milhões, de modo que os três anos somados fecham R$ 900 milhões. Isso mesmo, R$ 900 milhões. Ressalte-se que pela falta de transparência, já que a administração do prefeito Darci Lermen não se reporta à Câmara de Vereadores quadrimestralmente, como estabelece a lei, até os vereadores têm dificuldade em acompanhar o fluxo de recursos que entra, de modo que esses valores podem ser ainda maiores.

Pistas pelo caminho

Apesar do buraco negro por onde passa o dinheiro público ser cada vez mais negro, algumas pistas vão ficando pelo caminho. A primeira delas é a produtividade da Vale que em 2006 foi de 78 milhões de toneladas de ferro. Em 2007 a produção totalizou em 100 milhões, segundo a própria companhia, o que quer dizer os impostos aumentam na mesma proporção.
O orçamento municipal também é outro indicativo. Em 2005, ele ficou em R$ 147 milhões. Em 2006, ele deu um salto e ficou em R$ 190 milhões. Por falta de tempo ou criatividade, em 2007, o orçamento foi praticamente o mesmo, com suplementação de 30%. Como a prefeitura continuava com previsão de aumento de receita, aventou-se uma segunda suplementação. Como se sabe que orçamento é apenas um espelho, uma estimativa de receita e despesas tem-se a certeza que esses números não chegam nem perto da realidade.

O que fizeram com o dinheiro

Apesar de algumas obras tocadas por Darci, como a duplicação da PA-275, na saída da cidade, a revitalização do canteiro central, asfalto e outras iniciativas, as obras somadas não chegam a R$ 100 milhões, uma merreca considerando os R$ 900 milhões que entraram. Além disso, indícios revelam que muitas obras foram mal feitas e não atenderam as expectativas, enquanto outras (por causa dos valores anunciados) mereceriam uma investigação da Câmara ou do Ministério Público.
Para facilitar a compreensão do leitor, o HOJE lista algumas obras que não resolveram, mas foram divulgadas com a salvação da lavoura.
As 514 casas populares custaram R$ 18 milhões e não resolveram o problema da habitação. Hoje há mais famílias sem ter onde morar do que por ocasião da implantação do projeto habitacional. Caso as casas populares fossem construídas em regime de mutirão, o dinheiro investido daria para multiplicar o número de casas por seis, no mínimo.
Uma matéria paga pela prefeitura na revista Isto É, afirmou que a prefeitura gastou R$ 30 milhões para asfaltar 20 quilômetros de rua. É, provavelmente, o asfalto mais caro do país, na razão de R$ 1,5 milhão o quilômetro asfaltado. A quantia é considerada absurda, quando se considera que o projeto Chão Preto, tocado pela administração anterior custou R$ 24 milhões aos cofres públicos e deixou a cidade quase toda pavimentada. Já o asfalto atual só contemplou uma dezena de ruas no pequeno bairro Novo Brasil e algumas complementações no Liberdade e nas Casas Populares.
A ampliação do sistema da água, segundo a própria prefeitura custou R$ 20 milhões e é um claro exemplo de má aplicação do dinheiro público. Depois de mais de um ano de morosidade a obra ficou pronta e o problema continuou, ou seja, não há água na torneira e os irritantes racionamentos continuam. Muitas vezes a população é submetida a um longo período de interrupção no fornecimento de água, que para agravar ainda mais o problema, é de péssima qualidade.
No campo da educação, o governo tem se portado muito mal. Apesar de existir um estudo socioeconômico, encomendado pela Vale, que revela uma demanda de 400 salas de aulas em 2010, ou seja, para atender a quantidade de alunos que vêm por aí, seria necessário à construção de 40 novas escolas, a prefeitura só construiu três, estimadas em R$ 1 milhão, cada. É muito pouco e é por isso que o turno intermediário, das 10 às 15 horas continua, mesmo quando se sabe que o horário prejudica consideravelmente o aprendizado.
A obra vendida como carro-chefe da administração é a revitalização do canteiro central, cujo valor é de R$ 8 milhões, aproximadamente. Novos estacionamentos foram construídos, entretanto, o trânsito continua estrangulado, revelando que o governo tem errado, mesmo quando tenta acertar. Há um consenso que havia espaço para aumentar a dimensão das ruas “E” e “F”, ou mesmo duplicá-las, sem prejudicar o projeto de estacionamentos. Ao invés disso, o governo preferiu construir pequenas edificações, que servirão para bancas de revistas, restaurantes e pontos de táxi e de mototaxis.
O governo ainda aventa a construção do hospital municipal e da prefeitura. Dinheiro para isso tem. As perguntas são as seguintes: se estava provado, que antes tinha recursos, por que não fizeram? Por que deixaram para fazer apenas no último ano de governo? Onde foi parar o dinheiro arrecadado nos dois primeiros anos de governo? É verdade que o custeio da máquina administrativa é alto, mas deveria haver limites até mesmo para a coleção de desculpas que o prefeito Darci Lermen utiliza para justificar o sumiço do dinheiro, que é de todos nós.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Calote

O empresário Valmir da Integral resolveu abrir o jogo e detonar geral. Depois da Integral ser auditada durante oito meses por fiscais da prefeitura, que não encontraram nada que a desabonasse, Valmir não contou história e escreveu uma carta do próprio punho ao prefeito, reclamando da conduta da prefeitura. Para variar, o gestor não se dignou a responder.

Evidentemente que Valmir não deixou barato. Na carta, cobrou o que lhe é devido pela prefeitura (algo em torno de R$ 1,9 milhão), pelos serviços de ampliação do sistema de água, deixando claro que a postura da prefeitura era de quem tencionava aplicar o calote. É lamentável quando o poder público, que devia fomentar o desenvolvimento do município, incentivando a geração de emprego e renda, se envolva em picuinhas partidárias e políticas, prejudicando uma empresa que tem uma longa folha de serviços prestados ao município.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Indicado ao Mérito

O advogado Robson Cunha Nascimento está muito orgulhoso e não é para menos. Entre 103 advogados que militam em Parauapebas, ele, juntamente com a Dra. JOseane Silva e Jussara Jordy foi indicado para concorrer ao prêmio Mérito Lojista 2007. O prêmio acabou cnas mãos da advogada Joseane Silva, mas para Robson, que tem com característica a combatividade e as preocupações sociais, foi uma vitória com V maiúsculo.

Reunião do PTC

Sábado, 15, o Partido Trabalhista Cristão (PTC) voltou a se reunir. desssa vez, o foco foi os pré-candiatos a vereador, que há algum tempo tem intensificado os contatos, visando boa performance nas eleições de 2008.

O partido já está trabalhando no programa de governo que apresentará à sociedade, cuja atribuição ficará a cargo do advogado e pré-candidato a vereador, Robson Cunha Nascimento.

Ficou definido também que o partido voltaria a conversar com outros partidos, que tenham o perfil de oposição. A partir de janeiro, todos os pré-candidatos realizarão uma reunião por mês, comn sua base, com a presença de todos os pretensos candidatos a vereador, bem como o candidato a prefeito, Marcel Nogueira, que não é outro senão o titular deste blog.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Só R$ 1 milhão

Essa é venenosa. um vereador que não quer vê sua identidade revelada confidenciou que foi mesmo ventilado a anunciada rasteira na vereadora Francis Resende e só não aconteceu porque um parlamentar,eleitor de Francis resolveu pedir só R$ 1 milhão para mudar o voto. Como o concorrente não topou ficou o dito pelo não dito, ou seja, Wanterlor desistiu de se candidatar a presidente e Francis garantiu o mandato. Mas, convenhamos, esse vereador não é fraco, não.

Francis na cabeça

Ontem, 11, a nova Mesa Diretoria da Câmara foi definida. Ao contrário do que se especulava, a vereadora Francis Resende será mesmo a nova presidente. O vereador Wanterlor Bandeira, que pretendia tomar-lhe o lugar (com o apoio velado de alguns vereadores, diga-se de passagem) teve que se contentar com a 1ª sercretaria. Bom, pelo menos ele vai participar da mesa.

Apoio?

Quem abriu o jogo foi o próprio Claúdio Almeida (alias, ele vem falando isso há uma par de tempos), de que o ex-deputado e antigo adversário, Faisal Salmen o apoiaria em 2008 para prefeito. Almeida confirma que Faisal será mesmo candidato a vereador.

Ainda segundo Almeida, ontem, 11, os dois passaram a tarde fazendo visitas na periferia, principalmente na região das casas populares, "o homem ainda tem muito voto", reconhece Claúdio.Com relação ao suposto apoio, vamos esperar para ver.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Passaram o rolo compressor

Em conversa com uma liderança influente do PT, o blog ficou sabendo que não deu em nada os tais recursos que a chapa de Edilson dos Santos, o "Paraíba" a presidente da legenda impetrou na Nacional do partido. Para aliderança, prevaleceu a vantagem acachapante de votos obtida na convenção porMilton Zimmer (187 x57).

Outra situação observada, foi que as três maiores tendências do PT estavam apoiando Milton. Ficou difícil para o Paraíba.Passatram o rolo compressor pro "riba" .

O posicionamento de JB

Ao postar essa informação, ainda não tenho na mãos o resultado da convenção do PDT, mas, se tudo correr conforme o script, o empresário JB, irmão do secretário de saúde, Evaldo Benevides é o novo presidente da legenda.

A eleição de JB à presidência do PDT pode ser entendida de duas maneiras. A primeira é que o partido viverá novo tempo, com mais independência e sem o atrelamento que caracterizou a legenda, que foi um mero apêndice do PT nos últimos três anos, sem vez e voz dentro da admijnistração, lutando desesperadamente para manter os espaços conquistados no passado.

JB é favoprável inclusive a uma candidatura própria a prefeito (o nome seria o dele), mas é bom ir devagar com o andor. Dentro do partido tem uma corrente que não abre mão das benesses do poder. Há outra leitura, também no campo da suposição. É que a pretensa candidatura de JB, no fundo seria apenas um balão de ensaio para valorizar o partido no momento da negociação (quem sabe se não pinta a vice?) Como eu disse, tudo no campo da suposição.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

PSOL promoverá encontro

O PSOL, que se prepara para lançar candidato próprio a prefeito, nas eleições de 2008, promoverá o 1° encontrto municipal no mês de janeiro. Confirmadas as presenças do senador José Nery (PSOL-PA) e da ex-deputada estadual e presidente estadual da legenda, Araceli Lemos e o pré-candidato do partido a prefeito.

As duas tendências do PSOL de Parauapebas (Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) e Ação Popular Socialista (APS) devem sentar para discutir uma unificação. A idéia é que o partido venha unido para enfrentar o poderio do PT. Para o PSOL há muito tempo o PT deixou de representar os trabalhadores e o PSOL está de olho nesse filão.

Paradão

Enquanto os partidos se manifestam e começam a se reunir, o PMDB continua paradão, como se a eleição tivesse ganha, ou como se pretendesse se omitir. Como a eleição do ano que vem terá dois cenários (um com Bel Mesquita, outro sem), já era tempo de o PMDB dar alguma sinalização, até para se habilitar a liderar o processo.

A reunião dos demais partidos acaba sendo uma alternativa para uma campanha sem a presença da candidata do PMDB.

Reunião

Hoje, 04,por volta das 17 horas, reunião de seis pequenos partidos (PTC, PSC, PAN, PRB, PRP e PTdoB). Como não poderia deixar de ser, o tema é a conjuntura política atual de Parauapebas e diretrizes a serem tomadas em conjunto vizando uma possível coligação para as eleições de 2008.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Não é verdade

Na semana passada rolou a informação de que o PTC estaria fechado com o ex-deputado Claúdio Almeida (PR), se tornando partido de apoio. Não é verdade. Como se sabe, o PTC tem candidato próprio, no caso, eu, Marcel Nogueira. Evidentemente que essa prá-candidatura pode ser objeto de análise e até retirada, mas não será algo a toque de caixa e sem uma ampla discussão dentro do partido. Na verdade, o PTC procura partidos que fechem com nossa candidatura, que só tem a crescer, principalmente quando se cocnasidera o nosso perfil.

Voltando

Não tem desculpa. O blog ficou sem atualização por puro relaxamento (nessa altura do campeonato não cabe mais as deeculpas básicas de falta de tempo ou outras justificativas), mas em razão dos pedidos de amigos e pelo fato de quie o blog não é mais de minha exclusiva propriedade, estamos voltando. Com o veneno de sempre.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Desmentidos

Ontem, 24 foi o dia dos desmentidos. Pela manhã, Jane da Bolsa que havia se filiado ao PTB com a previsão de uma candiatura a vereadora voltou a confirmar sua intensão de sair candidata. Explica-se: o jornal HOJE havia recebido uma informação da parte do ex-deputado Claúdio Almeida e virtual candidato a prefeito de Parauapebas, afirmando que Jane havia desistido da candidatura para apoiar seu irmão, o empresário Leo, pré-candidato pelo PR, de Cláudio. Jane disse que não é nada disso e que os dois irmãos poderiam ser candidatos tranquilamente, "há espaço em Parauapebas para as duas candidaturas".

Já o secretário de Educação, Raimundo Neto entrou em contato e disse que não será candidato, devendo apoiar a reeleição do amigo, Euzébio Rodrigues. Ou seja: enquanto uns querem sair de qualquer maneira, outros estão declinando da ideia.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Reinvindicações do MST

Ontem, 17, trabalhadores rurais, ligados ao MST ocuparam e interditaram a ferrovia da CVRD. Depois de muita negociação, que acabou por liberar a ferrovia no dia seguinte, a imprensa tomou conhecimento das reinvindicações do MST. Dentre elas, destacam-se a eestatização da Vale do Rio Doce. segundo eles, a empresa tem um caráter estratégico para soberania e economia nacional; que o governo do Pará assumisse uma outra postura com relação a Companhia Vale do Rio Doce; que a companhia não forneçesse matéria prima a empresas guseiras que não tivessem responsabilidade ambiental; que a Vale trabalhasse mais a responsabilidade social com municípios da área de influência, promovendo programas de moradias populares, postos de saúde, hospital regional, implementação de programa de erradicação do analfabetismo, segurança social etc; reflorestamento e implantação do distrito agroflorestal de Carajás; ### resolução do problema de Serra Pelada, que há anos vem se arrastando, impedindo que a produção do garimpo recomece; que os governos federal e estadual construam a curto prazo a escola agrotécnica Federal, em Marabá e o campus avançado da UFPA e da UEPA, em Parauapebas; que os processos trabalhistas nos quais a CVRD fosse citada fossem julgados imediatamente, bem como a revisão dos salários praticados pela companhia; implantação de um pólo industrial na região de Carajás para verticalização da produção (que agreguasse valores industriais aos recursos naturais extraídos na região); que seja realizado amplo programa de reforma agrária na região. Assentamentos de forma imediata em todas as fazendas ocupadas pelos sem terra; repasse sistemático dos recursos acordados entre a CVRD e as comunidades indígenas impactadas pelo Projeto Carajás; que o governo federal, através da Eletronorte estabeleça tarifa social de energia para a região, assim como a ampliação do projeto do governo federal “Luz para todos”; que os governos federal, estadual e dos municípios redirecionem a atuação da Embrapa, de modo que ela atue no fortalecimento da produção das comunidades rurais e assentamentos da reforma agrária. Essa foi a pauta de reinvindicação do Movimento dos Sem Terra na ocupação da estrada de ferro da Companhia Vale do Rio Doce, na quarta-feira, 17.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Pagando o pato

O prefeito Darci Lermen, que foi chamado por um blogueiro de "quase prefeito" e por esse titular de "Caldo de peteca", ganhou mais um apelido. Ele está sendo chamado de "prefeito da vaguinha" por conta da informação de que a prefeitura pretende cobrar taxa de estacionamento, uma espécie de pedágio, nos recém-construídos esacionamentos da Cidade Nova.

Assim com no resto do país, em Parauapebas a classe média também tem que pagar o pato.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Quero discutir a direita e a esquerda

Ando um tanto encafifado. Durante muitos anos só se discutiu a direita e suas vertentes, como o capitalismo selvagem, neoliberalismo e outros babados. Como a coisa mais parece o samba de uma nota só, ainda que não seja um expert do assunto, vou dar minha contribuição e apontar um outro caminho (temo que a tal contribuição não seja bem recebida).

Lembro-me que há cerca de dois anos, a nossa turma de jornalismo participou do Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecom), em Maceió. O tema do encontro por si só já dizia tudo: “Informação com qualidade frente ao coronelismo midiático”. Os palestrantes, como não poderia deixar de ser, foram escolhidos a dedo, todos oriundos da esquerda radical. O resultado é que durante sete dias foi pau na Rede Globo, na revista Veja e outras publicações consideradas de centro ou de direita. Para falar a verdade, só escapou a revista Caros Amigos, por motivos óbvios.

Assisti a primeira palestra da então senadora Heloisa Helena, na íntegra. Da segunda em diante, só ia para o auditório para dormir, o que foi motivo de chacota para o resto da turma e um sacrilégio para a esquerda festiva. Os meus roncos não eram de protestos, mas de certa maneira explicitavam o pouco valor que eu estava dando ao debate. Milhares de universitários de todo o país, que em pouco tempo iriam ocupar as redações dos principais veículos de comunicação do Brasil, recebendo impunemente uma lavagem cerebral, que com certeza iria influenciar na elaboração de futuras matérias.

Entendo que a informação nas mãos de poucos, monopólio da televisão e em outros veículos de comunicação, principalmente os dados graciosamente pelos governos militares, em troca de apoio explícito é coronelismo midiático, sim e deve ser combatido, entretanto, colocar futuros jornalistas numa universidade para satanizar a direita e suas mazelas sociais e exaltar a esquerda socialista, depois do colapso da União Soviétiva, da queda do muro de Berlim e da agonia em praça pública da errática e cambaleante Cuba também o é. Quero discutir a direita, traduzida no capitalismo selvagem, mas eu também quero dissecar a esquerda e o socialismo, até porque para mim os dois modelos há muito estão obsoletos. Dirão alguns que o verdadeiro socialismo nunca foi implantado. Ora, depois de tudo o que muitas nações fizeram no século XX, promovendo guerras civis, fuzilando governantes e patrocinando estagnação econômica, se nada disso pode ser chamado de socialismo, entendo que nada mais pode. T

alvez o que ocorra é que existe um socialismo ideal, sonhado e um socialismo real, possível. Um bom exemplo pode ser visto no nosso município. Um monte de professores do PT chegou ao poder, prometendo um novo tempo de justiça social. Na primeira manifestação de professores por reposição salarial, defasado em 23%, fecharam a cara e só deram 6% (na base do se quiser). Isso é socialismo? Se não for, ninguém sabe mais de nada.

Dia das Crianças comemorado

No último final de semana, vários bairros e localidades do município o Dia das Crianças foi comemorado em grande estilo. No assentamento Lana, a 45 quilômetros da sede do município, a Usimig, do empresário Francisco Pavão levou alegria a uma grande quantidade de crianças. Milhares de brinquedos foram distribuídos; No Ginásio poliesportivo, a Integral, de Valmir Mariano também promoveu a sua tradicional festa das crianças. A 16ª edição contou com brinquedos distribuídos, lanches, cortes de cabelos e outros iniciativas.

Washington Produções também levou alegria às crianças do Nova Vida no domingo, demonstrando que é possível, quando sequer realizar coisas boas. Muitos brinquedos, doces e refrigerantes foram distribuídos.

Coincidentemente, os três devem colocar seus nomes à disposição da população nas próximas eleições. Como se sabe, Valmir deve ser candidato a prefeito, enquanto Pavão e Washington querem uma cadeira no Legislatiovo.

sábado, 13 de outubro de 2007

História de dois brasileiros autodidatas

Há algum tempo atrás encontrei Biduca pelas ruas. Antes que alguém gaste os preciosos neurônios para saber quem é Biduca, informo que se trata de um camarada gente boa passado da medida, com o qual tive o prazer de dividir parte da minha adolescência. Moreno atarracado, típico caboclo paraense, Biduca tinha como traço principal o bom humor, traduzido num sorriso fácil e uma anedota na ponta da língua.

Seu pai, Cícero Chaves, de saudosa memória nascera e vivera boa parte da vida nos grotões do Maranhão, até que dera com os costados no Pará, onde casara e constituíra família. Analfabeto, mas com boa visão do mundo, Cícero era uma fanático pela arte de Jakson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, cujas canções sabia de cor. Nos dias em que se tinha a sua companhia, Cícero, de voz afinada, desfiava o repertório de xotes e baiões e nos intervalos, imitava uma sanfona com a boca, para a alegria dos que expectadores. Para trabalhar na roça, Cícero nunca foi grande coisa, mas era um bom contador de “causos”, alguns tão inverossímeis, que o interlocutor não sorria por respeito ao narrador. Cícero também gostava de caçar. Quando ia para uma espera, nunca falhava e costumava trazer para casa paca, tatu, que alegremente dividia com os vizinhos. Eram tempos antigos, nos quais não existia a preocupação com o meio ambiente ou com a preservação das espécies, mas mesmo assim, Cícero só caçava para alimentar a família. Era comum encontrá-lo nas estradas, com uma espingarda calibre 32 nas costas, um bornal trançado a cantarolar velhas cantigas agrestes.

Família numerosa a do Cícero, aliás, família numerosa era comum na época. Todo mundo caprichava e tratava se crescer e multiplicar. Biduca, era por assim dizer, a ponta da rama, mas saíra ao pai, tanto no linguajar característico de caboclo interiorano, com na arte de engrenar uma boa prosa.

No início dos anos 80, os dois, pai e filho tentaram a sorte em Serra Pelada, mas sem muito sucesso. Só conseguiram umas graminhas de ouro, que mal deram para saldar algumas dívidas. Depois da morte do pai, o moço tratou de tomar conta da família e a última vez que o vi era vendedor de livros e dos bons. Já não era o bronco de antigamente, ao contrário, exibia uma cultura roubada dos muitos livros que lera e muito pouco dos bancos de escola.

Biduca é autodidata que tenta escrever uma história interessante. Não uma história de xotes e de onças trepadas no pé da sumaúma, como a do seu progenitor, mas algo mais palpável, aliás, como exige os tempos modernos. Biduca é um brasileiro que hoje vive na selva das cidades, em busca dos sonhos, que podem ser traduzidos na própria subsistência.

(artigo publicado no jornal HOJE, edição 246)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

PTC em alta

Enquanto partidos de maior expressão penaram e não fizeram um grupo de pré-candidatos a vereador pelo menos razoável, para disputar as eleições de 2008, o PTC, devargazinho, comendo pelas beiradas fechou a lista com 12 pretensos candidatos. dentre eles, Lobão da Sucan, Juvenal Ribeiro, Valdir da Saúde, Zé Raimundo, Chimarrão de Carajás, JR do Metabase, Jamila, liderança do bairro Betânia, Hélio Cândido, Walter Desidério Barreto, Francisco Mendes e outros. A idéia do partido é coligar com outros partidos do mesmo nível para possibilitar a eleição de pelo menos um vereador nas eleições de 2008.

Dia 10 regado a sangue

Depois de uma maré bem calma, o bicho voltou a pegar na cidade. No último dia 10, três mortos contabilizados. O famoso escorpião encontrou a morte na madrugada, atingido por balaços no meio da noite. Em tempo: Escorpião era acasado de ter matado o sindicalista Euclides de Paula, presidente do Sindicato dos Trabalhadors Rurais de Parauapebas.

As outras mortes foram de assaltantes de Eldorado do Carajás, que saiam da sua cidade para praticarem assaltos em Parauapebas. Os marginais estam acoitados numa casa na rua São João e receberam a polícia a bala. Resumo: a polícia passou o rodo. Dois a menos para meter o bicho nas famosas saidinhas da cidade.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A hora de Meire Vaz

Hoje, 03, o Supremo Tribunal Federal (STF), decide se o mandato é do partido ou do político. Caso o Supremo defina que o mandato é mesmo do partido há uma novidade na política de Parauapebas (além das que já foram noticiadas). Trata-se da questão dos parlamentares da Câmara Federal, que trocaram de partido e podem perder o mandato.

Zequimha Marinho mudou de partido e pode perder o mandato. Ele foi eleito pelo PSC, que fazia parte da coligação proporcional com o PFL (hoje Democratas) e migrou para o PMDB. Caso Zequinha Marinho perca o mandato, a grande felizarda para herdar o mandato é Meire Vaz, duas vezes vice-prefeita de Parauaebas. Como primeiroa-suplente, Meire deve está na torcida. Parauapebas passaria a contar com duas deputadas federal.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Faisal no PRTB

Se tudo acontecer conforme o combinado, o ex-deputado Faisal Salmen deixa hoje, 1°, o PSDB. A saída de Faisal do PSDB tem sido costurada pelas lideranças do PRTB, que são vários ex-vereadores, com razoável cacife eleitoral.

O PRTB nasceu com o perfil de apoiar Bel Mesquita para prefeito em 2008. Coo a parlamentar demorou a se anunciar, o grupo quase se esfacelou e alguns saíram do partido. Ultimamente, o PRTB exibe uma nova tendência, que pode desaguar no apoio a Darci Lermen e esse pode ter sido um dos trunfos para que Faisal Salmen assinasse a ficha de filiação, segundo informações, hoje, 1°.

É notória a dificuldade de convivência entre Faisal e Bel, o que torna a aliança entre os dois remota. Por seu turno, o PSDB estadual ou nacional não admite uma aliança entre uma liderança tucana e o PT. Por isso e porque não tem um grupo forte ao seu lado, o ex-deputado pode ter iso buscar refúgio no PRTB, que não tem esse tipo de impedimento.

A ida de Faisal para o PRTB não significa que o partido vai se atirar nos braços de Darci Lermen, ao contrário, o partido ficará muito forte, mas só fecha se lhe for conveniente. A propósito, o PRTB é o único partido que tem candidato a vice. Chama-se Valdir da Usina. Valdir quer ser vice. Da Bel ou do Darci, tudo depende da conjuntura do ano que vem.

Trocou de partido

Em conversa com o ex-vereador Devanir Martins, esposo da tual vereadora, Percília Martins, o blog ficou sabendo que os rumores de que Percília não havia saído do PSDB não precediam. Em outras palavras: Ela saiu mesmo do partido e estando, portanto, correndo sério risco de perder o mandato, caso o Supremo Tribunal Federal decida que o mandato pertence ao partido e não ao parlamentar.

Percília é um dos quatro parlamentares de Parauapebas que trocaram de legenda e correm esse risco.

Outro que também trocou de partido foi o vice-prefeito Moisés Freitas, que deixou o PMN e se filiou no PSC.

Candidatos a vereador

Quem diria, até pouco tempo atrás, três figuras históricas de Parauapebas só entravam numa disputa eleitoral de olho no cargo majoritário. Não por acaso foram eleitos prefeitos e vice-prefeita. Refiro-me a Faisal Salmen, primeiro prefeito de Parauapebas; Chico das Cortinas, também prefeito e Meire Vaz, eleita vice-prefeita por duas vezes.

Segundo informações confiáveis, os três agora são pré-candidatos a vereador, com imensas possibilidades de eleição. Se a informação foi verdadeira, Faisal, inclusive, deve terminar o pleito eleitoral de 2008 com o mais votado da história, o que o deve credenciar para ser o presidente da Câmara, além de abrir portas para a volta por cima na Assembléia Legislativa.

De volta

Gostaria de começar me deculpando com os leitores. Dizer que a minha conexão de internet estava uma porcaria nos últimos dias, mas, como sei que ninguém está a fim de conversas fiada e desculpas esfarrapadas, não vou cansá-los. Espero que os problemas estejam solucionados para que a gente possa trocar longas idéias sobre a situação política do município de Parauapebas e sobre temas gerais.

Mais uma vez, minhas desculpas.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Bel anunciou

O PMDB se reuniu no fim de semana e Bel Mesquita praticamente confirmou sua intenção de ser candidata a prefeita (ao contrário do que rola na cidade). Ele disse textualmente que o partido terá candidato a prefeito e que não existe acordo de que a leganda deixaria de concorrer para apoiar Darci Lermen.

"O partido terá candidato e se os companheiros acharem que o meu nome reúne condições, estou pronta para colcar meu nome à disposição da população", teria dito. Fontes beminformadas passaram a informação ao blog.

Depois dessa tem peemedebista que não cabe em si de alegria, mas é bom ficar com o pé atrás. O partido é famoso por desmentir o que foi posto no dia anterior e vice-versa.

Visita do juiz corregedor

Nos próximos dias 27 e 28 o juiz corregedor de Belém estará em Parauapebas para verificar o andamento dos processos do município.

Um dos processos que deve ser cobrado pelo advogado Isaias Alves é o que tratada acusação de improbidade administrativa do atual prefeito Darci Lermen. O processo data de 2005 e é de autoria de Hélio Cândido de Araújo, que com provas materiais fartíssimas acusou Darci e os principais auxiliares da época de "montar" uma licitação para dar provimento legal para as obras do prédio da Secretaria de Assistência Social e do ECA, no bairro Primavera.

Registre-se que a matéria foi publicada no jornal HOJE e causou grande expectativa, mas, até agora a sentença não saiu. Vamos ver se com a visita do juiz corregedor, a coisa engrene e a sentença possa ser finalmente exarada.