"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha
de ser honesto".

(Rui Barbosa)


terça-feira, 13 de abril de 2010

Matando a cobra e mostrando o pau

Como o blog gosta de matar a cobra e mostrar o pau, postamos a capa do jornal HOJE 405, na qual denunciamos com exclusividade o aumento abusivo da UFM.

Depois da revogação do aumento do UFM, o HOJE mostra porque é o melhor jornal (ainda que nunca tenha ganhado prêmio algum.

Projetos aprovados na segunda

Em virtude do deslocamento de alguns vereadores à Brasília, a sessão legislativa, que habitualmente é realizada na terça-feira foi antecipada para ontem, segunda.

Na pauta, três projetos de autoria do Executivo. Dois deles são de muita importância e devem ser levados a público pelos órgãos de imporensa do município. Conforme já tinhamos alertado no jornal HOJE e no Blog, um projeto de Lei que isenta do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) as empresas que vão construir as casas do projeto do governo federal "Minha Casa, minha vida" . Em outras palavras, empreas de fora vão nadar de braçada e não vão pagar um tostão de impostos ao erário municípal, enquanto as empresas daqui pagam uma nota preta de tributos.

O outro projeto revoga o aumento da Unidade Fiscal do Municipaio (UFM) , denunciado no jornal HOJE, com máteira de capa, na e dição nº 405. O governo voltou atrás depois do desgaste generalizado e dos abusos das taxas de IPTU e de água, enfim, de todas as taxas municipais.

Parabéns para a prefeitura que reconheceu o erro e voltou atrás, para a Câmara que tinha aprovado um "bonde" e tem assim a oportunidade de se redimir do erro crasso da aprovação anterior, com a recomendação de que tenha mais atenção nas próximas matérioas oriundas do Executivo, que possam prejudicar a população e parabéns para o jornal HOJE, que não se calou, denunciou e não deixou cair no esquecimento a "tungada" que a população iria levar, sem a menor necessidade.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Esclarecendo

Referente a postagem "Até tu Hiroshi?", o comentário "Pela ética na imprensa" disse o seguinte: "Se você estivesse na Fopag II da Prefeitura, recebendo todo mes sem atrasos, também estaria dando uma força, e que força para o lorin".

Blçogger disse: "Meu amigo, não se esqueça que o jornal do qual sou editor (jornal HOJE) já prestou serviço para a prefeitura e até depositou muitas fichas nessa administração, entretanto algumas observações devem ser feitas:

1) na época (2005) o valor dos serviços era R$ 7 mil por mês, bem diferente da farra geral que foi instituída logo a seguir, na qual teve jornal que chegou a ganhar R$ 30 mil por mês.

2) quando o jornal HOJE prestou serviços para a prefeitura foi no primeiro ano do primeiro mandato, quando todo mundo acreditava que o governo tinha as melhores intenções de promover a mudança de fato.

O duro é saber que o governo desceu a ladeira, levou a breca e mesmo assim continuar apoiando, isso o HOJE não fez, nem o seu editor (no caso eu) e por isso mesmo está muito a vontade para criticar e dizer que já ganheir dinheiro, mas de fato prestei serviços. Nunca recebi para me calar.

Ze Dudu Neto está chegando


Hoje, 12, está previsto o nascimento do filhote do amigo e confrade Ze Dudu (foto acima) e Iris. O pimpolho deve se chamar José Rodrigues do Vale Neto.


Aos papais-corujas, as felicitações do blogger e estamos aguardando o mijo

Charge


Sem comentário.

Enquete da Record

O telejornal InformeAção da TV Redord resolveu fazer uma pequena enquete para ver aferir a avaliação popular de Darci. Foi um massacre. Não apareceu um abnegado ou puxa-saco para puxar brasa pra sardinha do Darci.

A matéria foi ao ar hoje e com coragem mostrou o que muita gente sabe, mas tem medo de dizer: que não temos administração pública.

Até tu Hiroshi?

Hiroshi Bogea, ao lado de Mascarenhas de Carvalho (do Correio do Tocantins) talvez seja o jornalista que milita há mais tempo na região. Para dizer a verdade, Horishi é do início dos anos 80, quando o jornalismo marabaense dava os primeiros passos.

Pois bem, mesmo conhecendo a região e a realidade do município com poucos, Hiroshi continua apostando no sucesso do governo Darci Lermen e está sempre dando aquela força ao gestor.

E uma pena, porque nessa altura do campeonato, o bravo Hiroshi já deveria ter desconfiado que a administração do prefeito "Caldo de peteca" é bananeira que já deu cacho.

domingo, 11 de abril de 2010

Sem capacidade de articulação

Deu em quase todos os jornais ( no HOJE não) de que o prefeito Darci Lermen estaria articulando em Brasília a criação do estado do Carajás. Para validar a coisa, uma foto onde aparecem vários prefeitos da região (inclusie Lermen) na capital federal.

Nem é preciso dizer que a notícia carece de uma boa dose de boa vontade para se tornar plausível.É que há muito tempo o acaide de Parauapebas perdeu sua capacidade de articulação. Ele não consegue articular nem no âmbito do seu próprio partido, que o quer ver pelas costas e só o atura porque (por enquanto) ele tem uma caneta que exonera.

Na verdade o prefeito não tem poder nem para se movimentar no Estado, que dirá em Brasília. Se fosse verdade que ele teria essa capacidade, Parauapebas não assistiria o descaso do governo do Estado com os estudantes de Parauapebas, que na falta de uma atuação mais efetiva por parte do prefeito, são obrigados a se manifestarem na Câmara de vereadore,s na portaria da Vale etc.

Para um político que parece que veio ao mundo a passeio, contar com a boa vontade (que mais parece com conivência) da imprensa é o que há de mais patético. E olha que faz um tempão que ele não rega o pé da planta da mídia.

UEPA pra todos, menos pro "Peba"

Na propaganda oficial do governo do Estado enfatiza que a mudança começa com a educação. Novos cursos da Universidade Estadual do Pará em 15 muniucípios. Com todo respeito, mas tem município que são menores do que o bairro da Paz e mesmo assim foram contemplados.

Já Parauapebas, com quase 200 mil habitantes e 10 mil estudantes do Ensino Médio foi e squecida solenemente. E olha que o prefeito da terrinha se diz amiga íntima da governadora. Imagina se não fosse.

Candidatos priorizam eleitorado feminino



Sob um calor lancinante, a ministra Dilma Rousseff (PT) abraça uma soldadora e recebe, ao inaugurar uma termelétrica, um presente feito por mulheres trabalhadoras da Petrobras. A seguir, Lula discursa: "Para as mulheres não basta apenas ser a maioria numérica deste país.

As mulheres querem ocupar mais espaço, participar da política. Já não querem mais ser tratadas como objeto de segundo grau (...), de cama e mesa".

Num estúdio de TV, entrevistada num programa voltado a mulheres das classes C e D, a senadora Marina Silva (PV-AC) conta detalhes de como venceu os preconceitos de gênero na família para deixar o seringal e entrar na universidade.

José Serra (PSDB), governador de São Paulo, discursa na inauguração da reforma de um hospital estadual na periferia da capital e recorda suas ações como ministro da saúde, como a criação do programa Mãe Canguru, que ajudaram a humanizar os partos no SUS.

Ao refletir sobre equívocos de campanhas passadas, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) admitiu que piadas machistas lhe tiraram do páreo em 2002 quando, de "saco cheio das perguntas sobre a Patrícia Pillar", disse que o papel dela na campanha era dormir com ele. "Aí pronto: eu virei um machista."

São diários os exemplos de gestos e discursos dos pré-candidatos à Presidência para tentar atrair o voto feminino, que representa hoje, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), quase 52% do eleitorado (68,5 milhões dos eleitores brasileiros). Há dez anos, as mulheres representavam 50,5% do eleitorado e 55,5 milhões de votos.

A entrada de duas candidatas ao Planalto, Dilma e Marina, sendo a petista ancorada numa popularidade de 73% do presidente Lula e segunda colocada nas pesquisas de intenção de votos, aumenta a preocupação dos políticos com a questão do gênero no pleito de 2010.

Estratégias

PT e PSDB devem montar núcleos nas campanhas direcionados ao voto feminino.

Segundo o ex-prefeito Fernando Pimentel (PT), um dos coordenadores nacionais da pré-campanha de Dilma, caberá à ministra escolher o nome de colaboradoras e colaboradores para tratar diretamente da questão do gênero na campanha e no programa de governo.

Dilma tem insistido em enumerar ações e políticas públicas de destaque do governo Lula, como o empenho na aprovação da Lei Maria da Penha, para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Segundo levantamentos feitos pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, 24 Estados aderiram ao Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, e houve aumento de 179% da rede de proteção às mulheres vítimas de violência no país (abrigos, defensoria pública, delegacias, juizados especiais).

A pré-candidata deve receber ideias para o programa de governo em maio, quando será realizada a Plenária Nacional de Mulheres do PT. "Vamos criar uma agenda da Dilma com mulheres pelo país", afirmou Layse Morière, secretária nacional de Mulheres do PT.

Já o PSDB, além de invocar a imagem positiva de Serra como ministro da Saúde para cativar votos entre mulheres de baixa renda, vai defender ações que visem a reduzir as diferenças salariais entre homens e mulheres e distorções de gênero no meio profissional.

"Fico feliz da vida de termos duas mulheres candidatas, mas não é por ser mulher que tem de votar. O voto não pode ser uma questão de gênero. A gente vota pela competência do candidato", afirmou a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), vice-presidente nacional da sigla.

Segundo ela, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criou a Secretaria Especial das Mulheres, e administrações tucanas mostraram a importância de deixar sob o controle feminino os cartões magnéticos para saques dos programas de transferência de renda, como faz hoje o Bolsa Família.

Momento cultura - Manuel Bandiera


Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no dia 19 de abril de 1886, em Recife, filho de Manuel Carneiro de Souza Bandeira e Francelina Ribeiro de Souza Bandeira. Em 1903 a família se mudou para São Paulo onde Bandeira se matriculou na Escola Politécnica. Começa ainda a trabalhar nos escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana, da qual seu pai era funcionário.No ano seguinte abandonou a faculdade por ter contraído tuberculose. Passou doente toda vida, apesar das várias estadas em clínicas brasileiras e até na Suíça.Escreveu seus primeiros versos livres em 1912. Em 1917 publicou seu primeiro livro, “A cinza das horas", numa edição de 200 exemplares custeada pelo autor, e foi com o seu segundo livro, “Carnaval” que despertou o entusiasmo entre os modernistas paulistas. Em 1940 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras e em 1943 foi nomeado professor de literatua hispano-americana da Faculdade Nacional de Filosofia. A pedido de amigos, apenas para compor a chapa, candidatou-se a deputado pelo Partido Socialista Brasileiro, em 1950, sabendo que não teria quaisquer chances de eleger-se. Comemorou 80 anos, em 1966, recebendo muitas homenagens. A Editora José Olympio realizou em sua sede uma festa de que participaram mais de mil pessoas e na qual foi lançado Estrela da Vida Inteira, sua antologia de poemas.Manuel Bandeira faleceu no dia 13 de outubro de 1968.

Curtam um aperitivo, o poema Nú





Manuel Bandeira

Quando estás vestida,
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.

(Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem
no profundo céu.


Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite.

Brilham teus joelhos,
Brilha o teu umbigo,
Brilha toda a tua
Lira abdominal.

Teus exíguos -
Como na rijeza
Do tronco robusto
Dois frutos pequenos

- Brilham.) Ah, teus seios!
Teus duros mamilos!
Teu dorso! Teus flancos!
Ah, tuas espáduas!

Se nua, teus olhos
Ficam nus também:
Teu olhar, mais longe,
Mais lento, mais líquido.

Então, dentro deles,
Bóio, nado, salto
Baixo num mergulho
Perpendicular.

Baixo até o mais fundo
De teu ser, lá onde
Me sorri tu'alma
Nua, nua, nua...

sábado, 10 de abril de 2010

Carajás, eu te quero ver nascer!

Eldan Nato

Após ver os sinceros depoimentos de Lucinha Bastos, Dina Oliveira e Luiz Braga, na campanha das ORM intitulada "Pará eu te quero grande", os quais transcrevo logo no final deste artigo, fiz meus questionamentos sobre a campanha e sobre o assunto de modo geral.
Não quero questionar os interesses individuais de pessoas simples e de outras (famosas) em ter o Pará "grande", mas existem questões mais profundas do que o simples "orgulho nacional" estadual (se é que me entendem) em pauta, sobre as quais cabem colocações que eu entendo serem pertinentes.

Analisando a página da campanha (aqui), verifiquei que os números do banner título, refletem bem o que representa o Pará hoje : verifica-se um certo desenvolvimento da região metropolitana em detrimento do descaso, que só quem vive na região dos Estados a serem desmembrados sabe. Senão vejamos : com uma população, hoje, de pouco menos de 7,5 milhões, o Pará passaria a ter 4,7 milhões de habitantes, o que representa 64% da população atual. Se compararmos isto à área remanescente, que seria de 244.830 Km² - 19,5% dos atuais 1.253.164 Km² - percebemos que, mesmo ficando apenas com menos de 20% do território atual, o Pará continuaria grande, pois um Estado se faz com as pessoas que nele habitam e trabalham, e que o fazem prosperar.

Dizer que o Pará ficaria pequeno é dizer que o paraense (« da gema amarela » como se auto-intitula a artista plástica Dina Oliveira, em seu depoimento) não é capaz de produzir e tocar o Estado, que ficaria com a grande parte da infa-estrutura. Para comprovar é só comparar a região norte/nordeste com o restante do Pará, pra ver onde está o desenvolvimento neste sentido. As melhores estradas, o melhor aparato de segurança, de transportes, a melhor cobertura de educação, saúde, e de saneamento básico, entre outros.

Considero que os investimentos na região onde está instalada a grande parte da população devem naturalmente ser maiores, no entanto, cabe aquele questionamento existencial que é sempre representado pelo ovo e pela galinha: a infra-estrutura é melhor na região metropolitana porque está ali a maioria dos paraenses? ou a maioria dos paraenses está ali por causa da melhor infra-estrutura? Para responder a questão precisamos buscar os arquivos da história e descobrir que o ambiente "inóspito e selvagem" do interior do Estado nunca exerceu atração pelos paraenses da gema, amarela, digamos.

O site em que as ORM chama a atenção para o debate traz uma lista de "perdas" que o Pará teria ao permitir o desmembramento do Carajás e do Tapajós. O primeiro ítem é o seguinte: "O PIB do Pará cairá de quase R$ 50 bilhões para R$ 29 bilhões". Ora, então vejamos, mesmo ficando sem 80% do seu território atual e sem 35% da sua população, o Pará ainda manteria 58% do PIB atual? Não é tão mal assim, não é? Carajás e Tapajós teriam que se contentar em dividir os outros 42% do PIB remanescente.

Neste momento os que pregam a inviabilidade dos dois novos Estados se ascendem : "Égua! Tá vendo? Menos da metade do PIB paraense atual para as duas novas federações? Não é pouco?" Seria. Se o potencial produtivo e as possibilidades de desenvolvimento destas regiões, tendo um governo administrativamente próximo e ciente das necessidades do povo, não viabilizassem o projeto.

Ainda falando sobre o PIB, compará-lo em posição de ranking a outros Estados, dizendo, por exemplo, que será menor do que o PIB do Maranhão e também do Amazonas é apenas uma estratégia para mexer no orgulho do paraense. A tendência é do que está ocorrendo no Pará também acontecer em outras federações, e os Estados do Maranhão e Amazonas também podem se subdividir em novos estados. E o site informa que o PIB paraense "deixará de ser o MAIOR PIB do Norte", apenas. Não é o fim do mundo.

A defesa do Pará "grande" começa a ganhar tons de patriotismo colonial, como se a disputa fosse afetar algo além do orgulho paraense. Como se o desmembramento tornasse paraenses inimigos de Carajaenses e Tapajoenses. Como se a vida dos paraenses metropolitanos fosse mudar tanto assim. Apelando para o "orgulho paraense" a campanha dos Maiorana apenas evidencia seus interesses e daqueles que eles representam, em ter sempre nas regiões "coloniais" um abastecedor de primeira grandeza, que tenha recursos primários de qualidade e que possa contribuir para os números do "Pará grande", como por exemplo, tendo cidades (que sem o poio do Estado) conseguem ter um bom Índice de Desenvolvimento Humano.

Nos orgulhamos pelas esquinas de ter um Parazão que possui treze bacias hidrográficas?
Sentimos orgulho de nossas hidrelétricas, quando temos uma das energias mais caras do país?
Batemos no peito porque a região desflorestada do Estado é de apenas 17,5%? "Apenas", em plena Amazônia?

Nos sentimos bem porque o PIB do Estado é o maior da região Norte?
Ou o que ouvimos nas esquinas, na imprensa, na internet, são os comentários de o quanto a saúde vai mal, a educação está sem qualidade, com professores mal remunerados, e o trânsito e as estradas (principalmente nas regiões longínquas do Estado) estão um caos?
É o governo atual? Ou são problemas de décadas, quiçá, séculos? E o que adianta ser o Estado que mais contribui com a balança comercial na região? O que adianta ter orgulho de bater no peito que o "meu Pará é grande" e essa grandeza não se refletir no bem-estar do seu povo? Até os da gema amarela?

Todos estes números só comprovam a ineficácia de ter um Estado da Federação tão grande, incapaz de ser administrado equitativamente para todo o seu povo, muito pela corrupção, muito pela inoperância dos que se propõem a governar e acabam desgovernando, mas, muito mais exatamente pela grandeza da sua extensão territorial – datada do Brasil Colônia e que não se encaixa no perfil atual da região – dificultando controles, fiscalizações, ações governamentais, acompanhamento de programas, etc.

O que o paraense precisa ter em mente é que, se atualmente, toda esta região que compreende-se por Pará é rica, ela continuará sendo rica, e talvez ainda mais do que é hoje. A mudança que ocorrerá é muito mais estrutural e administrativa do que econômica. Os reflexos econômicos com certeza acontecerão e serão muito perceptíveis, mas para melhor, no longo prazo, inclusive para o novo Pará. Alguns paraenses também podem, achando que a região de Carajás, por exemplo, é tão promissora, e que é uma perda considerável, vir ajudar a construir o novo Estado e fazer parte deste novo momento, desta nova história.

Carajás, eu te quero ver nascer! Apesar de dizerem que será apenas para alimentar mais a fome dos corruptos, eu acredito no teu fututo, pois no teu seio também existem muitos que guardam a ética e o decoro como princípios fundamentais. Apesar de dizerem que você nascerá fracassado eu acredito que você será vigoroso! Apesar de dizerem que o Estado do Pará se tornará pequeno, acredito que você, cuidando de si mesmo, favorecerá um crescimento e um desenvolvimento muito mais robusto do Estado-mãe, que de fato já existe, e que já se tornou um "novo" Pará, o Pará de sempre, distante dos filhos que gerou, e que agora alguns querem os impedir de nascer.
Mande um e-mail para o Deputado Federal em quem você votou e diga a ele que você é a favor do nascimento de Carajás. Que você é a favor do plebiscito para a criação do nosso Estado, que será bom para o Pará e que será melhor para o Brasil. Quer saber onde encontrar os e-mails e telefones dos deputados paraenses? Que tal aqui?

(transcrito do Blog do Eldan Nato)

Estudantes realizam manifestação na portaria da Vale reivindicando cursos superiores




Ontem, centenas de estudantes do Ensino Médio de Parauapebas interromperam o tráfego de veículos na portaria da Vale. Os estudantes querem chamar atenção das autoridades estaduais para deficiências do sistema educacional do município, que não tem um núcleo da Univerdade Estadual do Pará (UEPA) e até as provas do PRISE são realizadas no municúipio vizinho, Maraná.

O tráfego de veículos ficou interrompido por três horas e só foi liberado depois que os estudantes receberam a promessa que iriam ser ouvidos pelos vereadores e pela deputada federal Bel Mesquita, que estava na cidade para a realização de um audiência pública na Câmara de vereadores sobre a CPI dos desaparecidos, da qual a parlamentar é presidente.

Cerca de 10 mil alunos estudam nas escolas de Ensino Médio em Parauapebas e boa parte desse universo paralisam os estudos após a conclusão do segundo grau por falta de alternativas de cursos superiores.

Esta é a s e gunda manifestação realizada em uma semana. Na semana passada os estudantes haviam tomado as dependências da Câmara, exigindo cursos superiores da UEPA

A coordenação da manifestação adiantou que as manifestações vão continuar.




Contendo exageros

Na s exta-feira a noite, o secretário de Meio Ambiente, Domires Reis resolveu endireçer com algumas babacas, que rondam a praça Mahatma Gandhi e pensam que vão ganhar mulher com os decibeis do som nas alturas.

Para conter os exageros, ele mandou sua equipe enquadrar a turma, que teimava em desrespeitar o Código de Postura, que determina que no períosdo noturno, o barulho não pode ultrapassar a 40 decibeis.

Valeu secretário.

Resenha política

O caso das telhas finalmente chegou ao Legislativo. Na sessão de terça-feira, o vereador Faisal Salmen (PSDB) disse que na rua está todo mundo comentando sobre os restos de materiais de construção que teriam sido levadas do almoxarifado central por ordem do secretário de Administração. ### Ainda na sua fala, Faisal disse ter se surpreendido, “esse moço era o paladino da moral e era quem mais me apontava o dedo, me chamando de ladrão, quando eu era prefeito” disse o vereador. ### Cada dia que passa fica a nítida impressão que o vereador José Alves está no lugar errado. ### Talvez fosse o caso do José Alves se candidatar a deputado federal. Na sua fala, ele passou quase dez minutos falando dos avanços do governo Lula e se esqueceu de defender o governo, como líder do governo que é. ### Conclusão: o vereador Odilon observou que ele, Zé Alves não defendera um minutinho o governo Darci. ### E olha que o que não faltaram foram acusações desde telhas foram surrupiadas até o aumento abusivo da tarifa de água. ### Faz um tempão que a Câmara quer trazer o gestor da SAAEP, Edvando Cabral para prestar esclarecimentos aos vereadores sobre o aumento considerado abusivo da tarifa de água, mas, ao que parece, os vereadores estão com dificuldades. ### Aventou-se a ideia de trazerem também o secretário de Saúde, Evaldo Benevides para também esclarecer algumas coisinhas da Saúde. ### Um habituê da Câmara fez o seguinte comentário: “se eles não conseguem trazer o cara da SAAEP, que nem secretário é, vão já conseguir trazer o Evaldo, que é do partido do presidente...”. Tem rumo. ### Leo Mendes, um dos líderes da tendência petista Articulação de Esquerda pode entregar ao partido uma pedido de licença. Leo não pretende participar do processo eleitoral de 2010 e quer estar livre para voltar para a sua segunda ocupação, que é escrever e colaborar nos blogs e jornais impressos da cidade. ### Gibi, de volta a cidade avisa que não abre mão. Em 2012 será novamente candidato a vereador. Segundo ele, dessa vez é pra ganhar. ### Hoje, Sexta, no auditório da Câmara, acontece audiência pública da CPI dos menores desaparecidos. ### Com se sabe, a audiência é com a deputada Bel Mesquita, presidente da CPI e quem tem percorrido o país inteiro.

Sem receber

No mesmo dia, dessa feita pela parte da manhã proprietários de caminhões, que estão sem receber há seis meses. As informações chegadas dão conta que os caminhões serão estacionados em frente do prédio da Secretaria de Fazenda com carros de som, faixas e cartazes. Se não houver solução, a próxima manifestação vai ter caixão. Seria o prefeito que morreu e esqueceram de enterrar.

O gerente do mundo

Pela manhã é sempre a mesma coisa. Enquanto centenas de adeptos da caminhada se exercitam pelas passarelas da PA-275, em busca da forma perdida, ele sobe a avenida, rumo à parte central da cidade. O que aquele cidadão acima dos sessenta, cabeleira quase totalmente branca faz todos os dias é uma incógnita que não vem ao caso (se viesse, talvez ele não fosse merecedor desta crônica), mas o certo é que o seu caminhar impávido e sobranceiro autoriza a todos a imaginar que o mundo não moveria um mísero centímetro sem a sua participação. Não assinaria embaixo, porém, se alguém resolvesse inquirir sobre a ordem do dia e ele respondesse simplesmente: “vou ligar o motor do mundo”. Não se sabe se ele é tão importante assim, a ponto de fazer girar as pesadas rodas do mundo, mas, talvez tivesse autonomia para assinar a ordem de serviço, aliás, por falar em assinar, a caneta Bic que nunca sai do bolso da camisa bem passada de algodão e que provavelmente assinaria a papelada em questão seria melhor utilizada do que muita gente que anda por aí, assinando a torto e a direito um monte de bobagens. Nunca, jamais alguém portou uma caneta Bic com tanta dignidade.

As primeiras horas da manhã, juntamente com as árvores que enfeitam a rodovia acabam sendo testemunhas involuntárias da trajetória de um cidadão altivo, porém afável, que não sonega um pequeno cumprimento a quem quer que seja, desde ao mais idoso atleta de final de semana, que quer apenas envelhecer com saúde; ao cidadão de meia idade que caminha com medo de um enfarte; ao garoto marombado, que a bem da verdade só quer exibir a recente massa muscular, adquirida à custa de algumas horas de academia e muitas, mas muitas latas de suplemento e algumas “cositas mas” e a moça espevitada, que desfila a bordo do sua leggy lilás, consciente do efeito devastador que provoca.

Senil ninguém vai dizer que ele é, sob pena de cometer uma injustiça com os já entrados em anos. Decrépito, ou com ares de aposentado não seria o caso, afinal, ele também é visto no decorrer do dia como que a verificar se o andamento da cidade acontece conforme a programação.

Nesse momento, saber como se chama não é importante, o mesmo pode se dizer de sua real ocupação, afinal , ninguém em sã consciência imaginaria que ele fosse uma espécie de gerente do mundo, entretanto, como personagem ele poderia qualquer um, João, Alexandre, José, Cipriano, enfim, figuras do nosso dia-a-dia, que com leveza levam a vida e mesmo em tempos bicudos, revelam que ela ainda vale a pena.

(Artigo publicado no jornal HOJE 408 - Coluna do Marcel)

PT Saudações

(Leo Mendes Filho –adaptação de texto de Rubem Alves)

Perdi as esperanças! Escrever, que sempre me foi um motivo de alegria, agora é coisa que faço me arrastando. Penso que o melhor seria parar de escrever. Vinicius de Moraes se referia à sua "inútil poesia". Poesia é inútil.

Os poetas são fracos. As fórmulas dos demagogos são mais palatáveis. Escrevo inutilmente. Minhas tristezas são muitas. Hoje escreverei inutilmente sobre a primeira: minha desilusão com o governo petista de Parauapebas.

O nascimento do PT anunciou a possibilidade da esperança: fazer política de um outro jeito, combinando ética, inteligência e a opção preferencial pelos pobres, em todos os níveis; pela construção de um Brasil mais justo, democrático e solidário. Passo fundamental para chegarmos à sociedade socialista e igualitária, com a qual tantos de nós sonhamos um dia. Um dia...

O PT fazia lembrar os profetas do Antigo Testamento que denunciavam os ricos que exploravam os trabalhadores sem jamais fazer alianças espúrias. Aí o rosto do profeta começou a apresentar estranhas rachaduras.

Em alguns momentos, o sonho, que acreditávamos coletivo, pareceu tornar-se realidade: 2002 – Lula Presidente: a esperança vencia o medo! Depois de percalços, recuos e barganhas, finalmente, chegávamos lá! Como num passo de mágico, o sonho se avolumou: e em 2004, Parauapebas, nos entrou sonho adentro – derrotávamos anos de abusos e malversação de recursos e do patrimônio público; íamos tomar o céu com as mãos: fora Faisal; fora Bel! Darci, prefeito cidadão...

Passados quase 06 anos, com direito a renovação da utopia cidadã-socialista com que tanto sonhávamos, e uma reeleição em 2008, nossos sonhos estão se desmanchando no ar, aliás, como bem o disse Marx, “tudo que é sólido desmancha-se no ar”. Vã ironia nos pregou o destino: “Tudo que é sólido desmancha-se no ar!” Logo Marx...

A frase é de Marx. Dele mesmo; do próprio! Nossos sonhos se desmancharam com a mesma solidez das convicções socialistas que hoje movem nosso governo cidadão e os neopetistas de Parauapebas.

Isto me faz lembrar mais uma vez Marx. Certa feita, ele profetizou que “a história não se repete; mas, se se repetir, na primeira vez será uma tragédia; na segunda, será uma comédia”. E nós acreditávamos que a tragédia havia sido a administração Faisal-Bel tendo o interregno do Chico das Cortinas no meio, entre um e outro!

Enganamos-nos! Eles eram a comédia, a farsa, pois que, ainda que em revés, ao menos nos divertíamos, mesmo que fosse sonhando! A tragédia ainda estava por vir: e veio; mas, tivemos dificuldade de nos apercebermos dela. Mantivemo-nos dormindo, embora acreditássemos que estávamos sonhando. O que acreditávamos trágico era farsa; o que supúnhamos sonho era pesadelo; o que era sólido desmanchou-se no ar!

Eis o retrato do governo cidadão. Ele é tragédia: o PT de Parauapebas é a farsa! A utopia governista assumiu ares de farsante. E a atual letargia do Partido é a demonstração de que continuamos dormindo: e não é mais para nos mantermos em sonho agradável: é para não nos acordarmos no pesadelo trágico-farsante de termos que admitirmo-nos enquanto tal!

Quanto ao nosso governante, alçado à esperança, que devo dizer? Que estou estupefato, curioso sobre os processos mentais que operam na sua cabeça para que se esquecesse com tanta facilidade das convicções de outrora. Hoje, chego a duvidar que algum dia as teve. Como não sou psicanalista, ignorava qualquer caso de amnésia parecido.

Intriga-me clinicamente a forma como funciona a cabeça desse profeta, misto de prefeito e charlatão, tendo-se em conta que não há caso na literatura religiosa de profeta que amoldasse suas convicções em obediência às bases, quaisquer sejam as bases!E então me pergunto: "O que é mais terrível? Ser silenciado pela violência de um ditador inimigo ou ser silenciado por ordem dos companheiros?" Ah! Também os companheiros podem ser repressores! E como podem: perguntem aos luises e joãos; aos mau-galhos e josés dos prazeres ou das dores! Perguntem!

A unidade do partido exige que todos brinquem de “boca de forno”: todos têm de pensar igual. O diferente é expelido. Como numa igreja ou numa máfia: devem ser eliminados; quiçá emudecidos; talvez, politicamente mortos.

Compreendi agora como me é difícil está filiado ao PT porque, se há uma coisa que prezo, é a liberdade para dizer o que penso, ainda que eu seja o único disposto a dizê-la.

Nosso tempo está passando. Do sonho trágico nos veio o escandaloso acordo Darci-Bel. Eis nosso profeta farsante: é um visionário: destruiremos o inimigo enquanto nos fingimos seus aliados. A mim, só me resta uma dúvida: quem é o inimigo?

O profeta, que diz tudo ver, deveria ter falado palavras de fogo contra os corruptos. Ao contrário, não só admite o fato como também o justifica: isso é normal no sul do Pará. E o que será que não é?

Agora, o inimaginável: como numa fotografia futurista vejo "companheiro" Darci cumprimentando a não menos “companheira” Bel Mesquita e se dispondo, como num singular lance de xadrez, a bancar sua campanha rumo a mais um mandato à Câmara dos Deputados, atalho necessário ao seu retorno, e estamos aqui “de volta ao futuro”, ao novíssimo “Paço Municipal”, tingido de vermelho; não sei se por homenagem ao nosso trágico sonho socialista ou ao rubor de nossas faces ante a farsa de nossa miserável realidade política.

Anuncia-se aqui o início de um possível novo noivado: o noivo trágico-farsante e a noiva farsante trágica! Para aumentar o meu espanto hoje, quando escrevia, vi como que em um devaneio futurístico, nosso “companheiro” Darci, alegre e sorridente, apertando a mão da "companheira" Bel Mesquita: de prefeito a ex-prefeito ou vice e versa. Qual seria a diferença?

Os falsos profetas, de fato, só podem sofrer casos de amnésia...

P.S.1: Os meus queridos amigos petistas que me perdoem. Meu estômago tem limites. Há um ditado que diz: "Pássaros com penas iguais voam juntos...". Concluo, logicamente: "Se estão voando juntos, é porque suas penas são iguais". Vocês não têm saudades da dupla Faisal-Bel? “Às vezes, eu tenho.”

P.S.2: O PT correntemente usado no texto é a sigla do que já se chamou “Partido dos Trabalhadores” e não, como agora tornou-se comum se referir, “partido das telhas”, depois do tão afamado episódio do “desvio das telhas” do Almoxarifado Municipal.

Desculpa por mais essa

Como o leitor percebeu, o blog andou meio baratinado nos últimos dois dias, razão pela qual não pude postar nada de novo. Ao que parece, o problema já foi resolvido (assim espero), entretanto com uma net horrível que a gnete tem não é recomendável contar vitória antes do tempo.

Vamos com tudo

sexta-feira, 9 de abril de 2010

caroço no angu.

ETE da rua 1- - mau cheiro e má educação



O mau cheiro advindo da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), na rua 10, no bairro União tem transtornado a vida dos moradores das imediações, que são obrigados a conviver com o odor quase insuportável.

A ETE da rua 10 juntamente com a ETE da rua 18 recebe todo o esgoto do bairro União e parte da Cidade Nova. Segundo moradores, o odor muitas vezes é causado por panes no erador, uma espécie de ventilador que é colocado na água e tem a atribuição de oxigenar a água, evitando a morte de bactérias, que passam a exalar mau cheiro. Outra situação que pode tornar a ETE mau cheirosa é a falta de produtos inibidores do odor.

A situação se agrava mais em dias de muito calor, principal mente das 10 às 16 horas da tarde. Nesse período se verifica muitas residências com as portas e janelas fechadas. Gilberto Pereira Silva, morador da rua 11, nas proximidades da estação diz que nem sempre o local apresenta odor, “de uns dias para cá é que está assim”.

A reportagem esteve no local e viu de perto que o erador estava funcionando, entretanto, o mau cheiro era enorme. O trabalho da reportagem foi interrompido quando o profissional da imprensa do HOJE foi impedido de continuar fotografando o local por funcionários da prefeitura, que disseram ter ordens de não deixar ninguém da imprensa adentrar no local. Mesmo com o argumento do repórter de que aquele local era público e que a imprensa deveria ter acesso, o repórter foi retirado do local e o portão fechado, segundo os funcionários por ordem da direção dos Serviços Autônomos de Água e Esgotos (SAAEP).

A ETE da rua 10 localiza-se a menos de 500 metros da secretaria de Meio Ambiente, que em tese é quem tem a atribuição de fiscalizar qualquer situação que prejudique o ambiente

quarta-feira, 7 de abril de 2010









Wolner


Para a alegria dos parentes e amigos, ontem, 07 de abril o vereador Wolner Wagner (PSDC) trocou de idade e inaugurou mais uma fase. Agora o vereador do PSDC contabiliza 53 temporadas bem vividas.
Com uma trajetória de iniciativas voltadas para a comunidade carente, ao longo do tempo, Wolner construiu sua história com uma grande preocupação social.
Felicidades!

Frase da terça

"A sorte do Lula é que ele sucedeu o Fernando Henrique e não o Sarney". Frase proferida pelo vereador Faisal sal men (PSDB), na sessão legislativa dessa terça-feira.

Quem quer não maltrata

Ainda sobre a campanha de "conscientização" da população paraennse sobre a iminente dewsmembramento do estado do Pará, promovida pelo jornal O Liberal, denominada "Pará que te quero grande" bem que poderia se chamar "Quem quer não maltrata".

terça-feira, 6 de abril de 2010

Quero tudo para mim



Pará, que eu te quero grande


Esse é o apelo com que o jornal O LIberal tenta "conscientizar" a população para o perigo iminente da divisão do Estado do Pará.

Na propaganda o jornal enfatiza as perdas que o Pará terá com a criação dos Estados do Tapajós e Carajás, mas convenientemente esquece de falar das perdas que as regiões que querem o desmembramento terão caso o estado contnue com as dimensões atuais.

Durante anos, o Estado tratou as regiões do Carajás e Tapajós apenas com uma apendice, um ponto qualquer no mapa. Não havia preocupação de proporcionar qualidade de vida aos moradores. O descaso era tanto que as estradas, pontes, escolas e outros aparelhos da máquina pública só eram recuperados (quando eram) no período eleitoral.

O abandono acabou criando e alimentando o separatismo que hoje é definitivo. Os projetos que tratam do plebiscito já está na pauta do Congresso (o do Carajás já foi aprovado no Senado).

Acredito que oa invés de chorar sobre o leite derramado, a Imprensa deveria ter cobrado mais ações para as regiões, entretanto, preferiram se calar e muitas vezes se beneficiar dos impstos advindos dessas regiões que se revelaram pródigas nos potenciais minerais. O LIberal, por exemplo, se consolidou com jornal e enriqueceu no governo passado, quando contratos milionários com o governo possibilitaram a ORM a aquisição do maior parque gráfico da América Latina, para não falar dos canais de TV da Funtelpa que ela usava e usa até hoje de maneira graciosa e ainda fatura os tubos com a programação.

Talvez seja o momento da região metropolitana , que sempre viveu às custas do interior começar a trabalhar e depender do seu próprio suor.

A propóisito, o slogan "Pará, que eu te quero grande", bem que poderia ser assim: "Pará, eu quero tudo para mim".

Waldir Braga



Na foto acima, um dos pioneiros do jornalismo do sul do Martanhão e norte do Tocantins. Com mais de duas décadas de atividades, Waldir Braga informa e integra a região com o jornal Folha do Maranhão do Sul.

O mais rápido possível

Desvios no trecho Parauapebas - Curionópolis

Ao passar novamente pela PA-275, no trecho Parauapebas - Curionópolis não pude deixar de verificar que apesar de já terem feito aniversário de um ano, os desvios na rodovia continuam lá firmes e fortes.


Mais ainda, não pude deixar de lembrar que a governadora esteve aqui recentemente e com aquele ar blassê, de quem não se dá por achada fez cara de que que não sabia (isso lembra alguma coisa?) e disse que fotografara e mandara um assessor anotar para as devidas providências, o mais rápido possível.


Não se sabe se o "mais rápido possível" é aquilo lá, mas o certo é que os desvios estão lá, provando o abandono vivenciado pela região, que só serve para bancar o luxo da "corte belenense".