sexta-feira, 16 de setembro de 2011
A bronca do PDT e a opção de Valmir
O episódio de Valmir da Integral é uma moeda de dupla face, com nuances e desdobramentos que devem ser analisados separadamente, mas, no final as partes terão argumentos pra lá de substanciais.
O PDT tem razão quando reclama que em nome do projeto Valmir acumulou perdas. Para viabilizar e potencializar o futuro candidato Valmir, ele entregou os cargos do governo e foi para a trincheira da oposição. Numa tacada, perdeu a Secretaria de Saúde, DMTT, cargos e assessorias em grande quantidade. Olhando por essa ótica, o partido tem inteira razão quando reclama que Valmir devia fidelidade, até porque o partido se empenhou na campanha de 2010, quando o empresário teve uma sacola recheada de votos. Naquele momento era imperioso que Valmir fosse o contraponto do governo e o partido foi para o sacrifício (ainda que ele tenha usufruído e bem durante seis longos anos de um governo mal avaliado e que ele, PDT não conseguiu fazer a diferença.
E Valmir? Será que ele também tem argumentos capazes de justificar mais uma migração partidária? A exemplo do PDT, o empresário também tem suas justificativas (algumas muito pertinentes, por sinal), a começar pelo fato de ele, Valmir, não é nenhum garoto e a eleição de 2012 poderá ser a sua última tentativa de chegar ao casarão do Morro dos Ventos. Valmir precisa de uma estrutura consistente, o que nesse momento, só o PSDB de Jatene poderá lhe dar.
Já foi dito – inclusive aqui, na coluna – que o governador pouco poderá fazer em termos de votos, ainda mais depois do plebiscito. Se é certo que o governador não terá a menor possibilidade de transferir votos também é real que ele poderá tornar a vida de um postulante ao cargo de prefeito por demais espinhosa e foi isso que que ficou explícito na reunião que Valmir teve com Jatene, na semana passada.
Entre ficar isolado politicamente, sem a menor possibilidade de levantar recursos para a campanha e a chance de ganhar a eleição Valmir optou pela segunda hipótese. Agora, se ele vai ganhar, só saberemos em outubro do ano que vem, mas que as coisas estão se encaminhando, estão.
(Artigo publicado no jornal HOJE - Coluna do Marcel)
HOJE - 473
Depois da tempestade, a net
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Aviso
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Não e não
O slogan "NÃO e NÃO" dá um ideia de profunda arrogância ou falta de argumentos. Ora, ninguém pode dizer não apenas por dizer não. É preciso ter argumentos, mas isso é querer demais da turma que é contra o desenvolvimento da região e a favor das mordomias da capital, bancadas pelo suor das regiões Sul, Sudeste e do Tapajós.
Miquinha reclama
"presidente o senhor quer fazer o favor de trazer o vereador Faisal para o plenário? Na sessão anterior ele disse que eu estava andando fora do plenário e me fez pegar uma vaia, agora ele está fazendo a mesma coisa".
Emburrado, Miquinha parou de falar e só recomeçou o discurso quando Faisal retornou ao plenário.
Odilon - pré-candidato a prefeito
Pelo visto, o vereador ainda não engoliu o fato de Bel Mesquita ter sido praticamente lançada como pré-candidata do partido, na reunião de cúpula estadual do artido, na residência do presidente da legenda, Valdir Flausino.
Ambiente hostil, mas a política é dinâmica
Isso acaba abrindo uma brecha para que o PDT volte novamente aos braços do PT, mas é bom lembrar que em política as coisas de ontem não são as mesmas de hoje, de modo que nada pode ser levado ao pé da letra.
Em tempo: o PDT pode estar no palanque do PSDB (com Valmir e tudo), assim como pode fechar com o grupo do PT. Política é dinâmica.
De modo que...
Segundo a liderança o partido dera até ontem a noite para Valmir desse uma posição sobre sua permanência ou não, mas nada acontecera, de modo que...
Opiniões
Reproduzimos alguns, olha só:
"Sr. Anômino... em respeito a livre manifestação do pensamento, constato que há um certo equivoco de sua parte em relação ao assunto em debate. o Dr. Faisal há algum tempo vem sendo alijado do processo político partidário do PSDB, mas com toda essa situação ele jamais iria modificar seu comportamento e sua ideologia em busca de uma 'estabilidade' política em outra agremiação. O PT do Darci está tomando um rumo diferente do apregoado nas duas campanhas eleitorais, situações estas que inviabilizam qualquer troca de partido".
Daiana Souza
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"Querendo ou não, Faisal é forte. Quando eleito nas últimas eleições, eu diria que ele resurgiu das cinzas, muitos diziam que ele não ganharia eleições, e como resposta para isso, foi eleito vereador como maior número de votos até então. Eu tenho 22 anos e resido aqui desde 1990, e desde quando menina via o Faisal como nome forte no PSDB, se ele diz que tá constrangido tem que se impor, se ele quer sair do PSDB que saia logo. Só acho que ele é a cara do PSDB e o PSDB é a cara dele. Faisal e PSDB tudo a ver. Ele não pode ser tratado como um qualquer político, ele é O Político".
Aline Alves
domingo, 11 de setembro de 2011
11 de setembro
Virgínia Botelho, jornalista, vive em Nova York há 14 anos
Talvez tenhamos sido das últimas pessoas a saber do ataque terrorista no 11 de setembro. No entanto, meus colegas e eu estávamos num escritório no 15º andar num edifício na rua 36, em mid-town Manhattan, a apenas duas quadras do Empire State Building.
Não tínhamos TV e nem rádio, e só quando alguém ligou de fora ficamos sabendo que as torres tinham sido atingidas e já estavam em chamas.
Corremos todos para a sala da diretora e o fim do mundo ja tinha sido decretado. Eramos uma equipe de 35 pessoas e tentávamos nos comunicar com nossas famílias, maridos e filhos. Mas os telefones e celulares não funcionavam mais e a Internet falhou logo depois.
Dali em diante, por uma ou duas horas, contamos com um aparelho de rádio. Era difícil entender o que estava ocorrendo: dois aviões tinham derrubado as Torres Gêmeas, outro avião tinha atingido o Pentágono, e ainda haveria um quarto ou mesmo um quinto avião (era incerto) controlados por terroristas.
Onde iriam parar estes últimos? Olhávamos para o Empire State de nossas janelas e o gigante de então 72 anos parecia inabalável.
As ruas de Manhattan ficaram desertas em questão de horas. O serviço de metrô havia parado logo depois dos ataques e eram os ônibus que, gratuitos, transportavam as pessoas para longe do ‘ground zero’.
Junto com mais duas colegas de trabalho, também vizinhas em meu bairro, pegamos um desses transportes e pudemos então ouvir as estórias que as pessoas contavam em voz alta sobre o que tinham vivido poucas horas antes em ‘downtown’.
Tudo parecia muito surrealista e era difícil entender a proporção da tragédia naqueles primeiros momentos. Não sabíamos ainda quantos eram os mortos, desconhecíamos quais as implicações dessa ocorrência para a História. Nos primeiros 30 dias tratamos de sobreviver da melhor maneira. Mas, não foi nada fácil.
Além das quase 3 mil vidas perdidas, nos meses que seguiram o 11 de setembro o impacto do ataque foi sentido em incontáveis dimensões da condição humana.
Crianças pequenas que foram salvas de uma creche que funcionava no andar térreo nas Torres desenvolveram síndromes nervosas; idosos morreram de inanição porque os programas que distribuem refeições não conseguiram chegar a seus apartamentos.
Havia uma insuportável poluição no ar, misturada com cheiro de pneu queimando, que durou uns dois meses inteiros. Ficamos mais alérgicos e uma parte significativa da população ainda é tratada hoje, 10 anos depois, de doenças pulmonares graves e distúrbios nervosos por programas especificamente criados pela prefeitura.
Os bairros em torno da ponta da ilha foram os que mais sofreram. Em Lower East Side e Chinatown, onde imigrantes recentemente chegados se estabelecem para buscar ocupação no setor de serviços, os empregos simplesmente desapareceram junto com as Torres e os 5 outros edifícios que caíram juntos no Word Trade Center.
No dia seguinte do 11 de setembro não fomos ao trabalho. Não havia transporte de nenhum tipo e estávamos muito cansados e deprimidos. Mas uma amiga havia me convidado para ir a um espetáculo de balé flamenco e decidimos que nos faria bem sair e pôr para fora toda a emoção que essa dança provoca.
Engolimos toda a poluição e chegamos no teatro em mid-town. A companhia espanhola estava devolvendo o dinheiro para a audição. Dançariam, mas não cobrariam nada. O espetáculo era um presente para a cidade.
No teatro repleto se ouvia pessoas chorando baixinho. O lamento que o flamenco carrega conseguiu baixar todas as nossas guardas e parecia nos ajudar a enfrentar coletivamente nossa inocência perdida.
Naquela noite, esse foi o único espetáculo apresentado na cidade, onde todos os dias mais de duzentos eventos ocorrem. Depois, a cidade silenciou por mais de um mês, perdendo uma significativa parte de sua receita.
As infelizes guerras vieram e as ineficazes políticas antiterrorismo ainda não nos garantem proteção. Ontem, a Secretária de Estado, Hillary Clinton, declarou que as ameaças de um possível ataque terrorista a Nova Iorque, para hoje, ou para os próximos dias, devem ser levadas a sério.
Também ontem fomos a uma galeria de arte em Chelsea ver a abertura da exposição do excelente trabalho de colagem de Vik Muniz. A festa saía pelas calçadas, a noite estava repleta de artistas plásticos brasileiros e nova-iorquinos que queriam ver seu ídolo pessoalmente.
Vik é muito simpático. Sou muito arredia na presença de celebridades mas arrisquei um aperto de mão. Ele, sorrindo, paciente com todos, confirmou que seu pai é cearense. Dá para ver na fibra de Vik que ele também tem na alma essa inspiração forte, sertaneja.
Quando saímos dali, procuramos um restaurante por Chelsea mesmo. Estavam repletos, afinal era sexta à noite, é verão ainda e a lua está quase cheia. A ameaça de novos desastres paira sempre mas a vida não para. Isto vale para todo ser humano, onde quer que estejamos.
Frase
Frase de um pedetista, incomodado com as especulações dos últimos dias.
Apelo
Vinicius de Moraes e Baden Powel
Ah, meu amor não vás embora
Vê a vida como chora, vê que triste esta canção
Não, eu te peço, não te ausentes
Pois a dor que agora sentes, só se esquece no perdão
Ah, minha amada me perdoa
Pois embora ainda te doa a tristeza que causei
Eu te suplico não destruas tantas coisas que são tuas
Por um mal que eu já paguei
Ah, minha amada, se soubesses
Da tristeza que há nas preces
Que a chorar te faço eu
Se tu soubesses num momento todo arrependimento
Como tudo entristeceu
Se tu soubesses como é triste
Perceber que tu partiste
Sem sequer dizer adeus
Ah, meu amor tu voltarias
E de novo cairias
A chorar nos braços meus
(falado por Vinícius de Moraes)
De repente do riso fez-se o pranto,
silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento,
Que dos olhos desfez a última chama,
E da paixão fez-se o pressentimento,
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente não mais que de repente,
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo, o distante,
Fez-se da vida uma aventura errante,
De repente não mais que de repente.
(novamente no ritmo da música)
Ah, meu amor tu voltarias
E de novo cairias
A chorar nos braços meus.
Ah, meu amor tu voltarias
E de novo cairias
A chorar nos braços meus.
sábado, 10 de setembro de 2011
Audiência pública discute perda da UNIFESSPA
Substancialmente, nada mudou com a audiência pública para discutir a perda e as possibilidade de se recuperar a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), cujo campus que seria de Parauapebas foi "desviado" para os municípios de Santana do Araguaia e São Félix do Xingu.
Estiveram presentes os deputados federal, Wandenkolk Gonçalves, Cláudio Puty, o deputado estadual, Milton Zimmer, o prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, vereadores, secretários municipais, dentre os quais, o de Educação, Raimundo Neto.
Depois da falação dos componentes da mesa, alguns divagaram sobre o sexo dos anjos e coisa sem nenhuma relação com a UNIFESSPA, veio a fase de debates. Alguns defenderam o prefeito, eximindo-o de qualquer responsabilidade sobre a tragédia para educação, que foi a perda da universidade, outros criticaram-no.
No final ficou definido que o deputado Cláudio Puty vai apresentar uma emenda e trabalhar junto as comissões do Congresso para que Parauapebas tenha o seu campus. O prefeito Darci se prontificou em arregimentar o segmento, disponibilizando ônibus para que os estudantes vão à Brasília pressionar os congresistas nos dias de votação.
A nota triste é que os estudantes mostraram que têm que melhorar muito para fazer valer a fama de bons mobilizadores. Na audiência não tinha mais do que 200 abnegados. Tem que melhorar. Desse jeito não dá pra fechar nem porteira de fazenda, imagine ferrovia...
Polêmica e suposta ameaça de morte
Por seu turno, Ohana negou tudo a um companheiro de imprensa e disse que tudo não passava de invenção do sindicalista. Acompanhado do secretário de Finanças, Ernane Margalho, que também é advogado, Ohana foi aconselhado a entrar com uma ação para que Marden prove a ameaça. Por enquanto é essa a polêmica do dia.
Por conta das desavenças entre o Sindsaúde e a secretaria de Saúde, essa briga ainda vai longe.
Fica, por enquanto
Ficou combinado de que na segunda-feira, o empresário e virtual candidato a prefeito concederá uma entrevista, que será repassada aos leitores do blog.
Recado de Aline
"Faisal se imponha. E pelo amor de Deus, não vai pro PT".
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
A verdade de Valmir no PSDB
A coisa aconteceu mais ou mesno assim: Valmir esteve em Belém conversando com Jatene e o mandatário do Estado foi incisivo, afirmando que Parauapebas era prioridade que ele, Valmir teria o apoio integral da máquina, sendo, portanto, o candidato do governo, com as benções de Zé Rinaldo e do tucanato geral.
Valmir contemprizou que ele poderia receber o apoio ficando no PDT, porque tinha ligações afetivas com Giovanni Queiroz e devia muito ao PDT de Parauapebas.
Jatene retrucou que com ele no PDT não tinha apoio, "digo e não peço segredo, que com Giovanni Queiroz não dá, ele já me traiu três vezes e não cumpre compromissos", teria dito, narrando o episódio da eleição de 2010, na qual ele tinha se apalavrado de indicar o vice de Jatene e faltando dois dias para o prazo final telefonou para o futuro governadoor, informando que fechara com Ana Júlia, "quis que você fosse o primeiro a saber", dissera à guisa de justificativa.
Na reunião com Valmir Jatene disse que a informação dada em primeira mão em nada aliviou o desconforto na camapnha, que contava como certa a vinda do PDT de Queiroz, "eu ser o primeiro ou o último a saber pouca diferença fez", disse, magoado.
Que o apoio de Jatene pouca coisa mudaria em termo de voto é fato, mas a má vontade ou a determinação de Janete de não apoiar pode fazer com que o PSDB apoie outro partido, como o PMDB, por exemplo. Valmir tem até 30 de setembro para decidir e alguns do PDT já trabalham com a perda de Valmir.
Comunicado
Partidos se mexem para formar grupos de pré-candidatos a vereador para 2012
Com a máxima de que o melhor cabo eleitoral de um candidato a prefeito é um candidato a vereador continua valendo, esse personagem da política está em alta. Nesse contexto, nomes que já foram testados e aprovados nas urnas estão muito valorizados. Devido ao assédio de alguns partidos sobre a cereja do bolo do outro, nos próximos dias haverá muita especulação e aquilo que é comum no futebol pode acontecer na política de Parauapebas, ou seja, um troca-troca super movimentado nos próximos vinte dias.
Possibilidades - Considerando que o número de cadeiras no Legislativo de Parauapebas saltará das 11 atuais para 19, as possibilidades de eleição devem aumentar consideravelmente.
Partindo do pressuposto que – salvo algumas exceções – os atores principais serão os mesmos, pode-se dizer que o PP continua sendo a bola da vez e se tudo correr conforme o programado, o partido do presidente Roque Dutra deve assumir o papel de protagonista, desde que eleja uma boa bancada de vereadores. Nesse período de pré-campanha, o partido se mexeu e foi buscar nomes que têm base eleitoral garantida, como os ex-vereadores Devanir Martins e Valdir da Usina. Lideranças promissoras, como Ivana Andrade, Bruno Soares, Mazinho do Garimpo das Pedras, Ivan Caldeira, Josemir Santos também estão certas. Com esse elenco, somado a de nomes como de José Wilson, Fátima Sampaio, Raimundinho da Ambulância, Washington Produções, Jair Diogo, Daires Marques e com a possibilidade da vinda do ex-vereador Ademir Paulo Dan, o “Juca” o partido estaria pronto para decolar.
Com um grupo formado desde as eleições passadas, o PT não deve encontrar problemas para fazer uma boa bancada de vereadores. No meio político fala-se que o partido da estrela vermelha pode eleger de cinco a seis vereadores, ou seja, o partido superaria o número atual, que é de quatro.
PMDB tenta se mexer - Apesar de ser o partido da pré-candidata Bel Mesquita e contar com os vereadores Odilon Rocha e Francis Resende, o PMDB ainda não se definiu. Nos últimos dias veiculou-se a informação de que seis pré-candidatos saídos do PTB teriam se filiados. Na verdade, apenas o ex-vereador Fernando da Ótica assinou a ficha. Cirilo Páscoa, Joseneto Feitosa, José Raimundo, Debson Rodrigues e Cláudio Caiado teriam apenas conversado com alguns líderes do partido, mas não deram a palavra final. Informações extra oficiais dão conta que eles, juntamente com Dr. Francisco estariam indo para outro partido.
Outro partido que pode surpreender é o PRP. Tendo a frente o ex-prefeito Francisco Alves de Souza, o “Chico das Cortinas”, o PRP se estruturou rapidamente e conta com vários pré-candidatos a vereador. Terezinha do bairro Novo Horizonte, professor Evanes, Riba da Panificadora, Júlio Amaral, Raquel da Câmara, Vovô Camarão, Nelson Araújo, Pr. Benedito Cirineu, Sandoval da Imobiliária, Cristina do Postinho, Cristina do bairro Altamira, Marilene, Bentinho do Terraço, Chaguinha do Doce Norte e Zildo da farmácia Droganova são algumas caras conhecidas que devem colocar seu nome à disposição da população.
Ainda que timidamente, outros partidos de oposição também sacodem a poeira. No último dia 23, o PSDB apresentou sua nova comissão provisória, bem como alguns pré-candidatos a vereador. Nomes como de Marcilene, da Leolar, Professora Juliana, Francisca Cisa, Sebastião da Popular, Lúcio Antônio, Major da Mactra, Samuel, Bodão, Mudubim, Renatinho do Farturão, Dário Veloso, Valmir Oliveira, Maria Rocha, Professora Jeane e Neide devem engrossar o rol dos futuros candidatos a vereador. Por enquanto Faisal Salmen é uma incógnita dentro do partido.
O DEM, com nova diretoria anunciou a filiação do empresário e ex-vereador Agnaldo Ávila. Com ele vieram algumas lideranças, como Barroso, que deve ser candidato a vereador. O DEM tem um time modesto de pré-candidatos, mas promete fazer muito barulho para chegar lá.
Escondendo o jogo - Enquanto alguns anunciam aos quatro ventos quem está chegando outros seguem na contramão dessa estratégia. Depois de perder vários pré-candidatos a vereador, que foram assediados por partidos da base do governo, o PTB adotou uma a tática de comer o mingau pela beiradas. Não divulga o nome dos pré-candidatos a vereador, mas uma fonte de dentro do partido informou a reportagem que o PTB tem hoje cerca de 25 nomes em condições de candidatura.
Dos pesos pesados quem mais preocupa é o PDT. De 2008 para cá, o partido perdeu algumas lideranças, com o major da Mactra e Ivan Caldeira. O vereador Adelson Fernandes disse à reportagem que o partido tem cerca de 30 nomes, mas a exemplo do P TB, adotou a estratégia de não divulgar, para evitar perdas de última hora.
Anunciando ou escondendo o jogo, os partidos se preparam para a campanha.
Claúdio Almeida secretário
Faisal reclama de constrangimentos no PSDB
Depois de mais de 20 anos no PSDB, sendo um dos fundadores do partido no município e considerado a cara da legenda, o vereador Faisal Salmen sente que seu ciclo dento do PSDB está se encerrando.
Eleito vereador e duas vezes deputado estadual pelo partido, o vereador diz que está sem espaço. Sacado da presidência e longe das decisões partidárias, Faisal cogita sair do partido.
Na última sessão legislativa, o vereador disse que por causa de picuinhas, o partido foi vendido e entregue ao empresário Zé Rinaldo, “hoje o partido não tem a menor referência e temo pelo seu futuro nas eleições de 2012, porque pode se aliar ao PMDB de Jáder Barbalho e Bel no município”.
Em entrevista, o vereador afirma que tudo começou nas eleições de 2010, quando ele não apoiou o deputado Wandenkolk Gonçalves, “a partir daí ele resolveu me tirar da presidência e articulou lá em cima, com o grupo do Zé Rinaldo a minha saída”, disse.
O vereador reclama que mesmo sendo o único vereador do partido, não é convidado para as reuniões, “para se ter uma ideia, a reunião que apontou a nova direção aconteceu quando eu estava viajando. Hoje eu sou enxovalhado no meio político e passo por constrangimentos”. Por seu uma figura histórica do partido, Faisal entende que merecia mais respeito pela direção estadual e pela nova diretoria do partido. “As pessoas esquecem rapidamente o que a gente fez por elas. Na eleição de 2010, no primeiro turno, carreguei a campanha de Simão Jatene em Parauapebas. No segundo turno, quando todos já sabiam que Jatene seria eleito, os apoios apareceram e todo mundo quis ajudar, mas no início eu fiz a campanha sozinho, inclusive prejudicando a minha para deputado estadual”, disse.
Por se sentir constrangido, Faisal ainda não sabe se permanecerá no partido.
Primeiro prefeito de Parauapebas, Faisal Salmen acumula uma extensa folha de bons serviços prestados ao município. Eleito duas vezes deputado estadual foi responsável pelo aumento do ICMS de Parauapebas, trouxe obras e serviços como asfalto, a delegacia, rodoviária, INSS, Caixa Econômica, dentre outros benefícios.
Atual mente Faisal compõe a bancada de oposição a atual administração do município.
Referência
Por causa dos bons acordos coletivos firmados com a mineradora Vale, o Sindicato Metabase tem servido de referência para outros sindicatos, que utilizam a pauta de reivindicações do Metabase como parâmetro. O último acordo coletivo foi considerado uma dos melhores dos últimos 20 anos.
Sem prestígio?
Quinto Fempa começa na Praça de Eventos
Começou nesta quinta-feira (09) o 5º Festival de Música de Parauapebas (Fempa). O evento, que é uma dos mais concorridos da região transcorrerá nos dias 09, 10 e 11 e reunirá artistas de várias partes do país.
Segundo a coordenação, o festival distribuirá mais de R$ 20 mil em prêmios, ficando o primeiro colocado com a premiação de R$ 7 mil; o segundo com R$ 5 mil e o terceiro colocado com R$ 3 mil. Haverá ainda premiação para melhor letra (R$ 2 mil), melhor interpretação (R$ 2 mil).
Os artistas locais não foram esquecidos. A premiação “Prata da casa”, de R$ 2,5 mil será concedido ao interprete de Parauapebas que se destacar. A premiação “voz do povo” de R$ 2,5 mil será concedida ao artista que melhor contagiar a plateia. A votação será por meio de cédulas, que serão distribuídas no último dia do festival.
Na primeira noite se apresentaram 11 concorrentes ficando 12 candidatos para a noite de sexta-feira. A grande final acontecerá no sábado (10).
Na primeira noite se apresentaram Chermont Junior (Macapá-AP), com a música “O rei dos Tambores se chama Verequete”; Bangalô do samba (Parauapebas), música “O porquê de nascer”; Dilean Mont (Taguatinga – DF), música “Dois em um”; Idelfonso Del (Parauapebas), música “Gamado nela”; Lucy Fabris (Parauapebas), música “Mosaico”; Paulo Uchoa (Parauapebas), música “Tão perto”; Clay Luna (Santana-AP), música “Clara”; Maiara Farias (Parauapebas), música “Sobre tudo”; Beto di Mayo (Parauapebas), música “Mártires” ; Alba Maria (Belém), música “Linha cruzada” e Adriana Cavalcanti (Belém), música “Arcabuz”.
Na sexta-feira se apresentarão Rafael Moreno (Parauapebas), música “Já entendeu”; Adriano Cardoso (Belém), música Curumim; Angélica Nunes (Parauapebas), música “Mistério”; Willian Barros (Parauapebas), música “Senhora da tribulação”; Maria Lídia (Belém) Música “Escalibur”; Paulo Monarco (Cuiabá-MG), música “Ame”; Sérgio Sales (Macapá-AP), música “Ave Poeta”; Luís Carlos Dias (São Luís), música “Festa da roça”; Mário Morais (Belém), música “Amor de cais”.
Seis músicas se classificarão em cada eliminatória para a grande final de sábado.
O evento é uma realização da secretária de Cultura, tendo a frente o secretário Cláudio Feitosa.
Caindo no colo novamente
As movimentações dos últimos dias, ainda que não sejam lá essas coisas sinalizam que aos poucos a ex-deputada e atual secretaria executiva do Ministério de Turismo começa a se animar com a aventura em direção ao palácio do Morro dos Ventos. A coisa se tornou mais séria ainda quando todo staff do PMDB do Estado esteve no último sábado em Parauapebas para abençoar a loira. O evento que de início não passava de uma reunião social acabou se tornando o lançamento da sua pré-candidatura.
O súbito interesse da ex-prefeita tem suas razões e olha que não são poucas. Ainda que Bel seja um animal político, os últimos insucessos eleitorais lhe deixaram marcas bem visíveis. Entretanto, como todo animal político, a vontade de se arriscar diante do imprevisível exerce um estranho fascínio quase que irresistível. Entre o arriar da mochila e forçar um pouco a barra, parece claro que Bel está escolhendo a segunda alternativa.
Muitos fatores estão contribuindo para que Bel arregace as mangas, porém, a baixa aprovação popular do atual governo, talvez seja o fator que mais tem animado a ex-prefeita. Não hoje em dia um nome de consenso dentro das hostes do PT, de modo que o campo se mostra fértil. Bel e seu amigo inseparável, Welney Lopes de Carvalho devem ter farejado um suculento final de ano de 2012 e chegado a conclusão que o bicho não é tão feio como pintam. Basta que as circunstâncias e a sorte dêem uma mãozinha, como já aconteceu em outras oportunidades e uma das mais ricas prefeituras do Estado pode cair no seu colo, exatamente como em 1996.
Partindo do princípio que as outras pré-candidaturas ainda estão patinando e só Valmir da Integral exibe uma boa musculatura eleitoral, pode-se dizer que ela está autorizada a sonhar inclusive com uma aliança com o PT (ou com Darci), ou em última análise, uma coalizão com o PSDB do governador, que não vai querer entregar o ouro ao bandido no segundo município mais rico do Estado.
Com se vê, para quem até um dia desses estava no caminho da roça, as coisas melhoraram muito. Olha só o que não faz uma secretaria executiva de Turismo...
(Artigo publicado no jornal HOJE - Coluna do Marcel)
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Desfile II
Cadê o prefeito?
Milhares de pessoas comemorando o feriado de 7 de setembro, desfile muito bonito, palanque de autoridades bem representado.
Peraí, tá faltando alguém? De novo! O cara não apareceu de novo. Tem gente que acha que a ausência faz parte de uma política de marketing. Ora, só se for marketing ao avesso. É descaso mesmo, é desresepeto com o povo, com o cargo. É paúra de levar vaia.
