"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha
de ser honesto".

(Rui Barbosa)


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domingo, 10 de outubro de 2010

Domingo de eleição

Não sei os outros, os que não gostam da democracia, mas eu adoro tudo que diz respeito à eleição. Gosto de convenção, de comícios, da movimentação do dia D, no qual todos os partidos botam as garrafas vazias para vender, enfim, acordo cedo e já nas primeiras horas da manhã começo a bater perna, ou então me planto em frente da TV, em busca do noticiário, ou na vasculho a internet . É o mundo em tempo real, mas para consumo interno, nada como a conversa de botequim.

Ainda que não saiba de nada (e cada dia me convenção que só sei que nada sei), principalmente sobre o tema eleição - e os resultados de Parauapebas não me deixam mentir – o simples exercício de discutir o município tem a prerrogativa de fazer a gente se sentir mais cidadão.

No domingo sai cedo de casa, na esperança de encontrar alguns amigos, mas, a agitação da cidade e o grande número de pessoas advindas de outras localidades, me fizeram andar a esmo, sem  encontrar uma viva alma conhecida.

Em meio a poluição materializada pela chuva de “santinhos” de papel-jornal, acompanhei a romaria de eleitores. Os da zona rural, os dos bairros periféricos e até os residentes nos bairros mais centralizados. Uma boa parte sem ter a menor noção em quem votar, facilitava a vidas dos cabos eleitorais. A uma distância considerável dos portões dos locais de votação, bocas de urnas prontos para investir no coitado do eleitor como urubu na carniça. Soldados da Força de Segurança assistiam a tudo placidamente e até com ares de divertimento. Que maravilha a nossa democracia, cantada em verso e prosa por esse mundão afora.

Lá pro meio da tarde, os analistas políticos sem formação acadêmica começam a dar o ar da graça. No Bar do Mário, na avenida JK e no Senadinho do Baixinho a confraria começa a se formar um pouco antes da hora-limite, sem saber que dentro de uma hora partidários do Valmir da Integral iriam invadir a praia, comemorando a expressiva votação de 13 mil votos, aproximadamente.

Apresso-me em direção ao Chico Mendes, porque ainda não votei. Não votei por duas razões. A primeira é que como enfrento filas no dia-a-dia, não iria me  sujeitar a enfrentar mais uma em pleno domingo de eleição. O segundo motivo é mais filosófico. Sempre acreditei que o eleitor só tem moral enquanto não vota, de modo que costumo prorrogar o máximo possível esses momentos de uma ingênua vingança, que mais cedo ou mais tarde perderão o sentido, visto que mesmo que seja às 17 horas em ponto vou pra boca do jacaré e aí a moral vai pro espaço.

Artigo publicado no HOJE, 432 – Coluna do Marcel

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Para ficar na história

Não foi a toa que quase três mil pessoas abarrotaram as arquibancadas do “Rosenão”, na tarde-noite do domingo. O jogo entre Vila Romana e Dallas não decepcionou e quem foi ao estádio viu uma grande partida de futebol, dessas que devem entrar para a história.

Viu um Dallas aguerrido e disposto a ir à forra da finalíssima de 2009, quando enfrentou e perdeu para o mesmo Vila que enfrentaria no domingo. Sem uma equipe  que se ressentia de Nonato e Bombom, o Dallas fez da marcação e da velocidade armas poderosas, que fustigaram o Vila durante todo o primeiro tempo e se saísse para o intervalo com dois ou mais gols de vantagem não seria de todo exagerado.    

Quem foi ao estádio viu um Vila, superior tecnicamente em todos os setores, principalmente no segundo tempo, mas, ainda assim, sem pegada, sem a ânsia de ser campeão. Se diria até que o Vila jogou com a empáfia dos que se julgam superiores. Por conta disso, deixou um jogo que normalmente seria seu, se arrastar indefinidamente, até que tomou um gol aos 13 minutos do segundo tempo e teve que sair quase no desespero, em busca do empate. O pombo sem asas de Mauro, desferido da intermediária contou com uma pequena ajuda do goleiro Tiago, que tentou encaixar, quando o correto seria espalmar para escanteio. Menos mal que o incansável Nego conseguiu empatar, num belo chute de fora da área, deixando a partida com um placar mais adequado e mais justo.

Para deixar o clima nas alturas, a loteria dos pênaltis, sorriu para o Dallas, que a bem da verdade mostrou que queria  muito mais do que o Vila. No domingo vimos que o medo de perder tira a vontade de ganhar, enquanto a vontade ganhar tira o medo de perder, mesmo que seja um time mais acanhado, tecnicamente falando.

Depois da primeira rodada de penalidades, a igualdade persistia e foi preciso os alternados para que o público que lotou o Rosenão conhecesse o campeão.

O título do Dallas acabou sendo justo, entretanto, também seria justo se a sorte tivesse sorrido para o Vila, mas, pensando bem, foi melhor assim. O vila ganhou em 2009 e o Dallas em 2010. Ninguém deve nada a ninguém e o ano que vem é a “negra”.

No geral ficou assim. Tirante algum torcedor do Vila que voltou para casa chateado, todo mundo gostou, afinal fazia tempo que o estádio não recebia um público tão expressivo.

Artigo publicado no jornal HOJE – Coluna do Marcel

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Dificuldade em conviver com o contraditório

A eleição de outubro se aproximam e com ela uma certeza e um monte de indagações.

A certeza é que Lula é mesmo o cara e deve eleger a sucessora. Salvo algum imprevisto, erro na condução da campanha ou um fato novo e preponderante, devemos ter uma vitória folgada do PT, ainda no primeiro turno.

As interrogações começam a partir dessa  vitória, tida como certa. A partir do dia 1º de janeiro o PT de Dilma, escorado pelo PMDB  deve dar as cartas no país.

Ao contrário de Lula, que é pragmático e negociante, Dilma é da esquerda ideológica, de uma vertente que traz no DNA o ranço autoritário de não saber conviver com as diferenças e de tentar se impor a qualquer custo.
O exemplo mais bem acabado dessa intolerância é o episódio da violação do sigilo bancário de pessoas ligadas ao candidato José Serra do PSDB, dentre as quais, Verônica Serra, filha do candidato tucano. Os defensores da candidata petista poderão até dizer que nada disso faz sentido, já que Dilma está na bica de ser eleita, ainda no primeiro turno e não iria correr esse risco, entretanto, nunca é demais lembrar que a violação do sigilo fiscal foi feita no final de 2009, época que Serra tinha quase 50% das intenções de voto.

Aliás, sobre isso deve dizer que não é um fato isolado. Em 2006, a cúpula do PT já havia mandado devassar o sigilo fiscal e bancário do caseiro Francenildo Costa, que acusava o ministro Antônio Palocci de freqüentar casas de lobistas  em Brasília. O episódio custou a cabeça de Palocci, ministro todo poderoso de Lula e seu possível sucessor.

As incursões do governo na Receita Federal não param por aí. A secretária da Receita Federal, Lina Vieira se envolveu com gente graúda ao afirmar que a então ministra da casa Civil, Dilma Rousseff havia determinado que a investigação da família Sarney fosse feita “por cima”. Dilma, é claro, negou e a Casa Civil não apresentou as fitas do circuito interno, que poderiam incriminar a ministra. No final, sobrou para Lina Vieira, que foi exonerada, porque teve a (in)feliz idéia de não se dobrar a pressão externa.

Nos três episódios se percebe claramente a dificuldade do  partido de conviver com o contraditório e isso cheira mal. Inocentemente, ou convenientemente alguns tentam colocar essas situações na conta dos chamados “aloprados”, arraia miúda do PT, mas não se pode esquecer que o “mensalão” foi urdido no Palácio do Planalto pela  alta cúpula do partido.

Esses crimes são gravíssimos e atentam contra as liberdades e contra a democracia. Se não se detém diante dos rigores da lei e investem contra um candidato a previdência de república, imaginem o que poderão fazer contra  um cidadão comum, de posse do  poder supremo.

Artigo publicado no jornal HOJE, 428 – Coluna do Marcel

sábado, 4 de setembro de 2010

Os tempos iniciais do “Rosenão”

No final dos anos 80, quando o campo do Terra Seca dava os últimos sinais de  vida, no meio esportivo já se sabia que com o crescimento da cidade, o campo da Cidade Nova, que por muito tempo abrigara as partidas de futebol seria tomado por prédios, como de fato acontecera.

Por exclusiva falta de alternativa, os desportistas tiveram que atravessar o “Sebosinho” e se instalar numa quinta coberta de capim colonião. A área, adquirida há pouco tempo pelo administrador do então distrito de Parauapebas, Sebastião Maria de Moura era para o futebol mesmo, mas não tinha nenhum tipo de estrutura. A bem da verdade, o local nem cercado era. Uma imensa capoeira, com muito cocô de vaca veio fazer as vezes de campo de futebol.

Para quem estava acostumado com a poeira e a lama do Terra Seca não haveria problema em se acostumar com aquele local escondido, no qual as partidas de futebol, muitas vezes eram interrompidas  para a passagem de algumas vacas.

Quem vê o “Rosenão” de  hoje, iluminado e que já recebeu grandes randes partidas do campeonato paraense nem de longe imagina que para chegar ao campo era necessário se equilibrar numa pinguela de dimensões reduzidas. Naqueles tempos as pontes do Liberdade ainda não existiam.

Boa parte dos veteranos de hoje, como Nonato, João Luís, Professor Luís, Azulão, Expedito, Charles, Benigno, jogaram no incipiente “Rosenão”.

Naqueles tempos, o local só era freqüentado por uma meia dúzia de peladeiros que teimava em desbravar o lugar e nos finais de semana, pela arraia miúda que pelos trilheiros do pasto, seguia em direção a ilha, que desde aqueles tempos já era chamada de Ilha Tropical.
No final da tarde, enquanto se desenrolava o futebol, uma procissão de banhistas encharcados até o talo de 51 fazia o caminho de volta. Não raras vezes os porres homéricos terminavam em tragédia. Afogamentos e brigas de facas eram muito comuns naqueles tempos iniciais, mas a  Ilha  nunca deixou de ser freqüentada e até hoje é refúgio das classes mais humildes.

Enquanto a área do antigo “Cortinão” (hoje Liberdade) não foi adquirida e distribuída para a população mais carente (o que só veio acontecer na administração do Chico das Cortinas), o campo foi apenas um descampado. Faisal construiu as primeiras instalações e o atual prefeito Darci Lermen deu o toque final a uma das melhores praças do interior do Estado.

(Artigo publicado no HOJE, 427 – Coluna do Marcel)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Frente a frente

Marcado para a próxima quinta-feira nos estúdios da TV Bandeirantes, em São Paulo, o primeiro debate entre candidatos a presidente ocorrerá à sombra da mais recente pesquisa nacional de intenção de votos do Ibope, que conferiu a Dilma Rousseff cinco pontos de vantagem sobre José Serra. Não poderia haver para Serra situação mais delicada.

Este é o principal mantra da campanha de Serra: “o melhor”. Serra deseja ser visto pelos eleitores como o melhor candidato à vaga de Lula. Porque tem maior experiência administrativa. E também maior experiência política. O que esperar, pois, de quem se apresenta assim? No mínimo, que vença qualquer debate.

Antes da pesquisa Ibope, o Datafolha apontara um empate entre Serra e Dilma. O objetivo de Serra era mantê-lo até o início no próximo dia 17 da propaganda eleitoral no rádio e na TV. Poderia se dar ao luxo de ganhar por pontos o primeiro debate. Depois da pesquisa Ibope, terá de ganhá-lo com folga para tentar se reaproximar de Dilma.

O que isso significa? Que Serra terá de se arriscar mais. Ser claramente superior - sem, no entanto, esmagar Dilma para que as pessoas não sintam peninha dela. Em 1998, Cristovam Buarque, governador do Distrito Federal pelo PT e candidato à reeleição, esmagou Joaquim Roriz (PMDB) durante um debate. Acabou saindo dele derrotado.

Há meses que Dilma vem sendo treinada pelo marqueteiro João Santana e por outros conselheiros para atravessar o debate sem amargar graves escoriações. Falta carisma à Dilma – e a Serra também. Zero a zero. Serra, porém, tem uma larga folha corrida de debates – Dilma, não. Conhece todos os truques e macetes para vencê-los.

Dilma deu um jeito até aqui de escapar a confrontos diretos com Serra. Para isso valeu-se da surrada desculpa de que sua agenda estava sempre repleta de outros compromissos. Por fim concordou em participar de somente cinco debates – um deles via internet, os outros promovidos por emissoras de televisão.

Ao longo de uma campanha, o debate é a única ocasião onde o candidato – qualquer um deles – fica menos protegido. O treinamento é importante para que tenha um bom desempenho. Mas ele por si só não basta. Mário Covas, por exemplo, ex-governador de São Paulo, triturou em debate na TV Bandeirantes dois calejados adversários.

O primeiro foi Guilherme Afif Domingos. Covas e ele concorreram à presidência da República em 1989. Covas lembrou como Afif votara alguns temas cruciais na Assembléia Constituinte encerrada um ano antes. Tirou de cena o Afif simpático, bonzinho e liberal que se exibia nos programas de TV.  Resgatou o Afif de direita.

O segundo foi Paulo Maluf. Covas, governador, foi candidato à reeleição em 1998. Maluf imaginava roubar-lhe o lugar. Covas fez do caráter de Maluf o tema central do debate. Foi impiedoso. Mas as pessoas não sentiram piedade de Maluf, que evitou retribuir as pancadas de Covas. Maluf perdeu o debate e a eleição.

O mais famoso debate da História entre candidatos a presidente se deu nos Estados Unidos em 1960 e reuniu John Kennedy e Richard Nixon. Quem assistiu pela televisão achou que Kennedy vencera. Quem ouviu o debate no rádio achou que o vencedor fora Nixon. Kennedy se elegeu por escassos votos. E votos negociados com a Máfia.

Quem ganha debates não se elege necessariamente. É difícil, contudo, que um candidato se eleja tendo perdido todos os debates. Só perde de verdade quem derrapa feio. Na maioria das eleições, o primeiro debate costuma ser o mais importante. Em eleições acirradas, o debate mais importante é o último.

Lula teve tudo a seu favor para liquidar a eleição de 2006 no primeiro turno. Aí preferiu faltar ao último debate. Quando soube que disputaria o segundo turno, encolerizou-se e quebrou um copo. A inexperiente Dilma não repetirá o erro. E que ninguém se surpreenda se ela surpreender Serra debatendo com ele de igual para igual.

(Blog do Noblat)

sábado, 10 de julho de 2010

Voltando a chover no molhado

Todo mundo falando na campanha eleitoral, que deve bombar a partir de agosto e eu aqui voltando a chover no molhado. Que me perdoem aqueles que acham desperdício de tempo e até um devaneio tolo da minha parte me posicionar na questão da usina siderúrgica de Marabá, principalmente porque aquilo lá são favas contadas, prego batido e ponta virada, mas a gente pede um pouquinho mais de paciência porque nos dois próximos artigos ainda vamos falar do raio dessa siderúrgica. A idéia é incomodar para ver se a gente consegue pelo menos um debate nos botecos, nas esquinas e  com um pouco de sorte, nas rodas política.

É aquela coisa, se não dá para reverter uma situação já sacramentada, ao menos deve se exigir da companhia uma compensação pelas perdas do município. O ideal é que  o espírito popular saia fortalecido para novas batalhas que certamente virão).

O debate deve começar com a constatação de que aqueles que pensam que a Inês é morta não estão de todo errados; eles até acertam no atacado, porém, erram no varejo. É certo que a siderúrgica é de Marabá e ninguém mete mais a colher de pau, entretanto, ninguém pode negar que entregamos a rapadura sem brigar. Em 1995, por ocasião da metalúrgica - que acabou não saindo – a cidade se mobilizou, pressionou (ainda que só um pouquinho), mas os tempos eram outros; tínhamos um prefeito, que deixava um mandato, uma Câmara fraca (aliás, como todas as outras), mas agora o cenário é diferente, o prefeito é do PT, partido da governadora (dizem até que são unha e carne), vereadores do PT dão no meio da canela, uma deputada federal do PMDB, base principal de apoio do PT e mesmo assim não temos força política nem para iniciar uma disputa. Nas fases iniciais, quando se discutia a localização da siderúrgica, prefeito, deputados, vereadores, associação comercial, imprensa de Marabá estavam presentes e não havia ninguém de Parauapebas. Vejam só, eles discutiam o que iam fazer com o ferro de Carajás - e para quem não se lembra, Carajás é Parauapebas – e não havia ninguém de Parauapebas por lá.

Dirão os pessimistas, que naquela altura não havia mais o que fazer), talvez até tenham razão, ainda que eu não acredite nisso. Para mim está claro que faltou poder de fogo, faltou atitude na defesa intransigente dos interesses do município. Essa conversa pra boi dormir de que Marabá reunia as melhores condições técnicas do Parauapebas não convence ninguém. 

A partir dessa  derrota, cada parauapebense (principalmente a classe política) deve se olhar no espelho todas as manhãs e se perguntar se fez a sua parte. Não espantem se uns e  outros corarem de vergonha.

(artigo publicado no jornal HOJE 421 – Coluna do Marcel)

sábado, 3 de julho de 2010

Legislar e fiscalizar

Na sessão de terça-feira, alguns vereadores fizeram uma espécie de “mea culpa”, ao dizerem que haviam deixado a desejar no exercício do mandato, principalmente no que se refere a fiscalização dos atos do Poder Executivo.
Por seu turno, os vereadores José Alves e Raimundo Vasconcelos continuaram com o discurso de que a administração Darci Lermen ia muito bem, obrigado.

No meio termo ficou a vereadora Percília que elogiou alguns secretários e disse ter a consciência tranqüila que fizera a sua parte e que se não fizera mais foi por falta de apoio do Poder Executivo. “vamos torcer que no segundo semestre, o governo ache o rumo”, disse.

Ainda que os nossos parlamentares se esmerem em pedir quebra-molas, reposição de lâmpadas queimadas, colocação de bocas de lobo em esgoto avariado, deve dizer que as atribuições de um vereador são basicamente duas. Legislar e  fiscalizar. Se o vereador cumprir essas prerrogativas outorgadas  pelo povo terá sido ele um excelente vereador (ainda que não dê cestas b[ásicas, ou pague conta de energia de ninguém).

Numa análise mais acurada, pode-se dizer que os nossos vereadores até que legislam com razoável eficiência, aprovam requerimentos e coisa e tal, entretanto deixam muito a desejar na fiscalização e isso não é privilégio dessa legislatura; já vem de tempo, entretanto, com estamos vivendo no tempo presente, convém falar do que acontece agora.

Existem irregularidades do tamanho da Sibéria na administração pública que por si só autorizariam o a abertura de CPI pelo Legislativo. Apenas para refrescar a memória descreveremos algumas. Indícios de irregularidades na merenda escolar, licitações montadas com data retroativa para dar legalidade a serviços sem licitação, indícios de irregularidades na vinda do centro de hemodiálise (que acabou não vindo), hospital, ponte  da saída da cidade paga várias vezes, R$ 400 milhões que desapareceram em 2009 e por aí vai. Infelizmente o Legislativo não fez nada,  por conveniência política ou por outros motivos inconfessáveis, que arrepia só de pensar.
   

Está na  hora (aliás, está passando da hora) do Legislativo justificar a razão de sua existência e se mexer. Caso continue  assistindo placidamente os desmandos do Executivo, como se não tivesse nada a ver com o peixe, deve se preparar para afundar junto com ele.

(artigo publicado no HOJE 420 – Coluna do Marcel)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Vamos lutar pelo o que é nosso

David Silva

Um dos primeiros administradores de Parauapebas foi Chico Brito, nomeado pelos administradores de Marabá.

Chico Brito, uma certa vez, fez uma viagem a Marabá para cobrar 10% de impostos que eles não haviam paga a Parauapebas, diante da cobrança a vice prefeita, na época Adelina disse.

- Primeiro eu vou cuidar da casa (Marabá), depois eu vou cuidar do quintal (Parauapebas). O quintal creceu na mesma proporção que creceu o olho dos governantes de Marabá na riqueza da nossa cidade.

Parauapebas disfruta hoje da maior jasida de minério de ferro do mundo, mas do jeito que as coisas andam passaremos a disfrutar do maior buraco do mundo, e Marabá com a maior siderúrgica do sudeste paraense graças a todos aqueles imigrantes do nordeste e de tantas outras partes do Brasil. Pessoas que chegaram nesta cidade e viram um futuro promissor não só para si, mais também para seus filhos e filhas,futuro este que esta sendo roubado pela mineradora vale,pelo governo do estado, pela imcompetencia do prefeito e alguns vereadores, alguns...

O governo do estado e a empresa Vale, não estão nem ai, pros intereses de Parauapebas alías, a população nem se quer foi avisada desta transferencia de investimento, pois nós só somos vistos, e ouvidos quando invadimos a estrada de ferro e ainda assim somos chamados de baderneiros e vandalos pelo governo, governo este que vem de lutas, e muitas lutas.

A população de Parauapebas não pode deixar que isto acontesa, sei que ja foi até dado inicio a terraplanagem da área da ALPA, mas quem é que manda nesta cidade, quem é que coloca no poder eses ineficientes governantes, já que eles não fazem nada, a populção que detem do poder de voto, tem que por as mangas de fora e ir a luta, exigir que seja implantada a NOSSA SIDERÚRGICA, na nossa cidade. nem que para isso sejamos taxados novamente de vandalos e bardeneiros.

Precisamos nos unir caro Marcel, e fazer o que for preciso para que este investimento volte para a nossa querida Parauapebas, vamos unir a imprensa verdadeira, não aquela comprada pelo governo e pela Vale, vamos, sei que tem vereador que ainda não engoliu essa historia, vamos dar as mãos ir buscar o que nos foi roubado, pois tenho certeza que ainda há tempo.

VAMOS A LUTAR PELO QUE É NOSSO, QUEREMOS A SIDERÚRGICA EM PARAUAPEBAS

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Relação entre obesidade infantil e a doença cardíaca no adulto é um desafio atual

   

DSC00882 Estudos mostram que a criança, principalmente os meninos, com IMC (índice de massa corporal )acima do considerado adequado para a idade, têm mais chances de problemas nas artérias coronárias
    Um artigo publicado recentemente na revista científica New England Medical Journal, da Inglaterra, aponta que crianças com Índice de Massa Corporal (IMC) considerado acima do normal têm maiores chances de contrair doenças coronarianas na idade adulta. "Como cada vez mais crianças estão se tornando obesas no mundo inteiro, espera-se que em pouco tempo o número de pessoas com problemas cardíacos aumente significativamente".
    A associação entre obesidade e doenças cardíacas se mostrou mais forte entre os meninos do que em relação às meninas e ainda aumenta de acordo com a idade. "Assim, meninos obesos no final da infância apresentam maior risco", segundo os endocrinologista e os cardiologistas estudiosos nesta relação. Além de doenças coronarianas e infarto, são problemas futuros relacionados à obesidade: doenças metabólicas ( colesterol, triglicerideos, diabetes, hipertensão, AVC (popularmente conhecido como "derrame cerebral"), gota (elevação ácido úrico), artrose, cálculo biliar (pedra na vesícula), apnéia do sono, câncer de mama e câncer de intestino.
    Para evitar a obesidade na fase infantil, recomenda-se a amamentação até seis meses de idade, seguida do fornecimento de alimentos adequados sob acompanhamento de pediatra e estímulo à prática de atividade física prazerosa, como brincar e esportes. "Os pais devem evitar o acesso das crianças às guloseimas destruidoras da integridade orgânica, para preservar o apetite nas refeições. Além disso, é recomendada a ingestão de no máximo uma lata de óleo para preparo das refeições ao mês".
Introduzir precocemente verduras e legumes à alimentação da criança para acostumar seu paladar e sua aceitação futura também pode ser uma boa solução. Para isso, indica-se diversificar a forma de preparo dos vegetais e leguminosas, oferecer os mesmos em pequena quantidade e misturados com outros alimentos de mais fácil aceitação.
    A dieta deve conter todos os nutrientes: carboidratos, fibras, gorduras, proteínas, sais minerais e vitaminas, que podem ser obtidos por meio da ingestão de frutas, legumes, verduras, carne, ovo, leite e derivados, arroz, feijão, cereais. Devem ser evitados: doces, bolachas, bolos, massas, refrigerantes e sucos artificiais, salgadinhos e frituras.
    Existem alguns exames importantes para se constatar a causa da obesidade e para verificar se a o excesso de peso já provoca conseqüências adversas no organismo. São, basicamente: hormônios da tireóide (TSH e T4 livre) ; um hormônio das glândulas suprarenais (cortisol); glicose, colesterol total e suas frações + triglicérides; enzimas hepáticas (TGO e TGP) que podem indicar sobrecarga de gordura no fígado. "Caso a criança também tenha estatura abaixo do normal, é importante observar se há deficiência do hormônio de crescimento, que apesar de rara, também pode acarretar excesso de peso", deve-se ficar atento.
    O alerta para os pediatras, serve de conduta preventiva para evitar o aumento excessivo das doenças metabólicas e cardiovasculares em qualquer comunidade e constitue programa obrigatório de execução na saúde pública e privada.
    O tratamento da obesidade infantil é baseada em alimentação correta e atividade física orientada.

Dr. Adilson Santana
PhD em Medicina
Cardiovascular
CRM 1807