"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha
de ser honesto".

(Rui Barbosa)


domingo, 17 de outubro de 2010

Deprimente

Palavra que me deu uma certa pena (não que o sujeito seja digno dela, afinal, ele já foi governador senador, secretário e o que mais se imaginar) de ver Almir Gabriel na TV pedindo voto para Ana Júlia.

Devido a disparidade ideológica e de trajetória, a coisa soa mais falso do  que uma nota de  30 reais. Talvez seja por isso que quanto mais Almir Gabriel pede  voto pata a a governadora, mais ela cai nas pesquisas.

Sinceramente, acho que o ex-governador deveria se dar ao respeito, porque foi deprimente e manchou sua biografia.

 

Milton espera

Não sei se vocês repararam, mas não há clima de  comemoração no front  de Milton Zimmer.

A cautela tem razão de ser. flagrado dando combustível para a última carreata, o candidato que foi eleito, tendo ido buscar o mandato na bacia das almas não quer comemorar antes da hora e prefere ver a decisão da justiça para o caso – Faisal Salmen o denunciou.

Outra situação é que dois candidatos que tiveram votos para serem eleitos (Sefer e Haroldo Martins) aguardam decisão da justiça. Se resolverem os problemas judiciais o PT perde duas cadeiras na Assembleia Legislativa e uma delas é a  que seria  ocupada por Milton Zimmer. Por essas e outras, é melhor é esperar

Aicop escolhe na terça o jornalista do ano

Depois de uma r eunião onde sobraram indefinições e faltou consenso, a Associação de Imprensa e Comunicação de Parauapebas volta a se reunir na terça, 19. A pauta é a escolha do Jornalista do ano, mas atenção, só vota quem for sócio, ou estiver quites com a obrigação finançeira da entidade.

Dabandada dos ratos

Na reunião até gente que até um outro dia era vermelho PT doente. É aquela coisa, a embarcação petista começa a fazer água e os ratos são os primeiros a abandonar o navio.

Todo mundo Jatene

Depois de dois dias sem internet, estamos de volta. Na quinta-feira, no Hotel Atriun uma importante reunião para definir estratégias para o segundo turno das eleições para governo do Estado.
O que se sabe é que a classe empresarial em peso aderiu o amarelo tucano. Segundo informações até correu uma sacolinha para vitaminar a campanha. centos contos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Empate técnico entre Dilma e Serra

Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quinta-feira aponta um empate técnico entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial.

A petista aparece com 46,8% das intenções de voto, contra 42,7% do tucano. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.Brancos e nulos somam 4%, enquanto 6,6% dos entrevistados não responderam ou não souberam opinar.

Considerando apenas os votos válidos, Dilma tem 52,3%, contra 47,7% de Serra. Neste caso, a vantagem da candidata do PT fica 0,2 ponto percentual acima da margem de erro.

No levantamento CNT/Sensus anterior, divulgado em 29 de setembro, Dilma tinha 53,9% das intenções no segundo turno, contra 34,5% de Serra.

De acordo com a pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 72,9% dos entrevistados dizem já ter definido voto para o segundo turno, enquanto 22,9% afirmam que não têm um candidato confirmado e 4,3% não sabem ou não respondem.

A pesquisa foi realizada com 2 mil pessoas entre os dias 11 e 13 de outubro, tendo sido registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 35.560/2010.

Fonte: Estadao/Zedudu

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dilma X Serra - cai diferença

Ao que p arece, o debate da Band, no qual Dilma Rousseff foi pra cima de José Serra de uma maneira quase desesperada não rendeu muito, eleitoralmente falando, ao contrário, a sangria de votos continuou.
Na pesquisa do Ibope, divulgado na quarta-feira, Dilma perdeu mais um ponto e a diferênça diminuiu para seis pontos. Agora Dilma tem 49% contra 43% de Serra .
Com a eleição indefinida, começa a bater a preocupação no front da candidata do PT, até porque aliados de Serra que estavam na moita, como num passe de mágica saíram todos da toca e botaram o bloco na rua, casos de Aécio Nev es, Beto Richa e os demais governadores que venceram no primeiro turno.

A prioridade de Dilma

Ilimar Franco

A candidata Dilma Rousseff (PT) vai centralizar sua agenda, no segundo turno, em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Além de serem os três maiores colégios eleitorais, eles concentram as votações mais expressivas de Marina Silva (PV). Foram 4,8 milhões em São Paulo, 2,6 milhões no Rio e 2,2 milhões em Minas.

Os petistas calculam que, para vencer, Dilma teria que conquistar cerca de três milhões dos 19,6 milhões de votos de Marina no primeiro turno.

Inês já é morta

Aliás, por falar em tendência, nem aqueles que estiveram com a mão na massa no primeiro acreditam mais na vitória de Ana Júlia.

Eles creditam boa parte do fracasso do primeiro turno e com o andar da carruagem, do segundo a incompetência e falta de tato da coordenação central, cujo capo é o ex-secretário de Planejamento de Parauapebas, André Farias. "Na verdade, desde o início eu sabia que seria difícil e só entrei na campanha a pedido da direção estadual do meu partido, com esse pessoal na coordenação, tá todo mundo na roça, aliás, pelo que vejo, Inês já é morta".

Tendência

A despeito da informação de que o prefeito Darci Lermen iria botar o bloco na rua, "comprando" lideranças com o objetivo de virar o jogo em Parauapebas, a realidade é que a tendência de que Jatene amplie a vantagem que obteve no primeiro turno é enorme.

Mesmo sem fazer campanha a cidade está mais amarela do que nunca.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Goleada impiedosa no Rosenão: PFC 7, Redenção 0

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Edilson e Rô – dois gols cada um

Parecia um treino de ataque contra defesa, que no final apresentou o placar de 7 a 0. Com esse expressivo resultado, o Parauapebas Futebol Clube Iniciou sua trajetória visando uma vaga no parazão de 2011. Já o Redenção apresentou um futebol muito fraco e até inocente e em nenhum momento foi páreo para o PFC.

Na próxima rodada, dia 20, o PFC pega o Kikratejê Gaviões, no estádio Zinho Oliveira e no domingo 24, visita Redenção, em Redenção. A chave é composta pelo PFC, Redenção e Kikratejê. Dos três clubes, dois se classificam para a próxima fase.

O jogo – Sabendo da importância de bom grande resultado em casa, o PFC foi logo ao ataque e no primeira lance na área do Redenção, o lateral Lima marcou. O relógio marcava menos de 3 minutos, mas, o gol revelava a disposição do time da casa. O gol desarticulou o adversário, que ficou acusado no campo de defesa. Aos 12, num cruzamento da direita a bola sobrou para Rô, que só teve o trabalho de cabecear e marcar.

A pressão continuou e aos 16, numa jogada parecida, Cloves aproveitou a estatura e cabeceou de cima para baixo, vencendo o goleiro Elder, que nada pôde fazer.

Com o jogo praticamente resolvido, o PFC tratou de cadenciar o jogo. Jairo, Cloves, Júlio César e Diego tocavam a bola, esperando o melhor momento de atacar.

Numa boa troca de passes, aos 30 minutos Edilson manda da entrada área e marca o quarto gol da partida. Estava fácil demais e cinco minutos depois Cloves fez excelente jogada pela esquerda, driblando Eder e servindo Edilson que entrava pela direita. O atacante dominou e escolheu o canto para marcar mais um.

No segundo tempo o PFC desinteressou-se do placar, mas, ainda assim marcou mais dois gols, com Helcio e Claudinei, que entraram no segundo tempo. O Redenção só teve uma única chance, numa falta da entrada da área, que o zagueiro Guinhazu mandou no travessão.

PFC – Tinho, Lima, Rodrigo, Adriano e Fiti; Jairo, Diego, Júlio César, Cloves (Claudinei), Edilson (Helcio) e Rô (Júnior Chico). Tec: Samuel Cândido.

Redenção – Eder, Cosmo, Magno, Guinhazu, Renato; Hugo Wallerson, Chocolate, Diego, Edinho, Lesmar. Tec: Juacy.

Darci Jagger

Depois do elástico placar de 7 a 0 a favor do Parauapebas, contra  Redenção, muita  gente na arquibancada começou a chamar o prefeito Darci de Darci jagger.

É que Darci esteve em todas as partidas do ano passado e o resultado foi o que  todo mundo conhece, muita taca. Esse ano bastou ele não aparecer e o PFC deslanchou. Maldade pura…

I Semana de Agronomia

Promovido pelos integrantes do curso de Agronomia da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), acontece no período de 13 a 15 de outubro a I Semana de Agronomia,
O evento acontecerá no Centro Universitário de Parauapebas, com a temática "Produção Rural e Sustentabilidade - Desafios e soluções". A programação prevê palestras, mini-curso, mesas redondas, visando promover discussões entre estudantes, professores, produtores rurais e profissionais da área acerca de soluções viáveis para os diversos problemas encontrados nos processos de produção e no desenvolvimento da ativdade rural.
As inscrições serão realizadas até o dia 03 de outubro no Ceup.

Festa da Criança na Palmares Sul

Hoje na praça da Vila Palmares Sul, a comunidade realiza a festa da Criança. O evento acontece durante todo o dia e eu vou dar uma passada por lá.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Haja páciência

Parece incrível, mas na maioria das lojas do Rio Verde, não há um sistema de descarregamento. O resultado é que as ruas de dimensões reduzidas e os caminhões acabam atrapalhando o tráfego e haja paciência.

Além das ruas do Comércio e JK, as ruas Ceará, Tiradentes e 15 de novembro são as mais caóticas.

Raisa – 15 anos

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A   bonita Raisa comemorou a passagem dos seus 15 anos no último sábado, 09. A comemoração aconteceu na Igreja Assembléia de Deus “Getsemani”, no Rio Verde e a recepção na residência da família no bairro Bambuí.

Raisa é filha dos amigos Antônio Eida e Maria Aparecida. A cerimônia foi oficiada pelo pastor Maia (foto)

De f reio de mão puxado

Amanhã é feriado, mas, como é recorrente, o  enforcamento da segunda já virou tradição. Além do famoso ponto facultativo no serviço público, a cidade parece que está de freio de mão puxado, numa ressaca danada.

Amanhã, terça é feriado nacional, dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

O lance arriscado de Dilma

A partir de hoje, os comerciais da campanha de Dilma Rousseff na TV passarão a bater mais duro em José Serra. Na linha do discurso agressivo adotado por Dilma no debate promovido pela Rede Bandeirantes de Televisão ontem à noite.
Dilma nunca foi tão Dilma quanto no debate. Quem trabalha com ela sabe disso. Com uma diferença: o reencontro de Dilma com ela mesma atendeu a claros objetivos eleitorais.
Era preciso afastar o clima sombrio que pairava sobre os militantes do PT e os aliados de Dilma desde que se desmanchara no ar a certeza da vitória certa no primeiro turno.
De resto, surgira mais um agravante: a primeira pesquisa de intenção de votos do Datafolha para o segundo turno confirmou o viés de queda de Dilma. Diminuiu a vantagem dela sobre Serra.
Era preciso, também, encontrar uma saída para o problema criado pela própria Dilma quando em duas ocasiões defendeu a descriminalização do aborto.
A saída foi fornecida pela mulher de Serra, Mônica, que outro dia acusou Dilma de querer "matar criacinhas".
Dilma culpou Mônica pela "mais sórdida" onda de ataques já sofrida por um político brasileiro - no caso, ela.
Evidente exagero, é claro. Dilma não apanhou até agora metade do que apanharam no passado, por exemplo, Getúlio Vargas, o próprio Lula.
Dilma repetiu contra Serra a manobra que foi fatal para Geraldo Alckmin em 2006: acusou-o de pretender seguir privatizando empresas.
Por fim, Dilma chamou Serra de homem de mil caras, apontou supostos defeitos de sua administração como governador de São Paulo e reforçou a ligação dele com o governo mal avaliado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Os estudiosos de eleições e os marqueteiros costumam dizer que perde quem bate muito. Esquecem que perde igualmente quem não se defende.
Dilma defendeu-se atacando.
Supreendido por uma adversária que não conhecia, da qual apenas ouvira falar, Serra reagiu na maioria das ocasiões com uma excessiva frieza.
Foi cuidadoso ao tratar da questão do aborto. Não defendeu sequer sua mulher. Mas soube explorar, e mais de uma vez, os recentes escândalos que subtraíram de Dilma preciosos votos.
A saber: a quebra do sigilo fiscal de nomes ligados ao PSDB e a queda de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil, acusada de ter acobertado as atividades suspeitas dos seus dois filhos na intermediação de negócios com o governo.
No primeiro turno, Serra foi melhor do que sua propaganda política - ao contrário de Dilma que foi pior.
No debate promovido pela Rede Bandeirantes, os papéis se inverteram.
Somente as próximas pesquisas poderão confirmar se Dilma ganhou votos ou se parou de perdê-los ao se apresentar como é.
Foi um lance arriscado dela, esse. Mas não se ganha eleição sem correr riscos.
No mínimo, o PT amanheceu, hoje, mais feliz. E também mais disposto a tentar eleger a candidata que Lula lhe empurrou goela abaixo.
(Blog do Noblat, também chamado por Lula e alguns ventríloquos de PIG)

Diferença entre presidenciáveis é menor do que parece

A diferença de 8 pontos porcentuais entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) captada pela primeira pesquisa do segundo turno parece maior do que é de fato. Com apenas dois candidatos na disputa, o que sai de um vai para o outro. Os vira-casaca contam dobrado.
Ou seja: se 4% dos votos válidos trocassem de lado, Serra empataria com Dilma, ou a petista dobraria sua vantagem - dependendo de para onde o vento sopre. Como se vê, é uma margem apertada.
Além disso, o Datafolha encontrou 7% de eleitores indecisos. Um cenário possível é que eles venham a se distribuir da mesma maneira que os eleitores de Marina Silva (PV) e dos nanicos já se distribuíram até agora, isto é, na proporção de dois para um em favor de Serra.
Se isso acontecer, o tucano passaria de 41% para entre 45% e 46% do total de votos, enquanto Dilma iria de 48% para entre 50% e 51%. Nesse caso, a diferença entre eles poderia cair de 7 pontos para, no limite mínimo, 4 pontos.
Em 2006, o porcentual de votos brancos e nulos caiu do primeiro para o segundo turno da eleição presidencial (porque eram menos cargos e a votação ficou mais fácil), mas a abstenção aumentou. A quantidade de votos válidos foi praticamente igual nos dois turnos.
Mantido esse cenário em 2010, Dilma e Serra estariam disputando 101,6 milhões de votos (os válidos do primeiro turno). Aplicados os porcentuais de intenção de voto do Datafolha, a petista teria hoje 50,8 milhões de votos, e o tucano, 43,4 milhões.
A diferença entre eles, de pouco mais de 7 milhões de eleitores, equivale aos 7% de indecisos, que na urna precisarão votar em alguém. Se conquistados todos pelo tucano, o que é improvável, seriam suficientes para Serra empatar com Dilma, sem precisar cooptar nenhum eleitor seu.
A grande maioria dos eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno não ficou esperando a orientação de quem quer que seja para decidir seu voto. E não deve ser isso que vai definir o destino da eleição, apesar de petistas e tucanos estarem bajulando Marina por seu apoio formal.
Em comparação ao primeiro turno, Dilma ganhou até agora 3,1 milhões de votos, e Serra amealhou 10,2 milhões de novos eleitores.
Os que trocaram Dilma por Marina na reta final do primeiro turno por motivos religiosos provavelmente já migraram para Serra e dificilmente voltarão para o colo da petista. Pelos números do Datafolha, são principalmente do sexo feminino.
A seu favor, Dilma conta com o eleitorado do Nordeste e dos municípios onde o Bolsa Família tem mais peso. O programa funciona como uma espécie de para-quedas da petista, lhe fornecendo um piso alto nessa região.
Com dificuldades para crescer no Norte/Nordeste, resta a Serra ampliar sua vantagem no Sul e ganhar votos no Sudeste, principalmente nas maiores cidades, onde se concentra o eleitorado que votou em Marina. É lá que deve ser travada a batalha do segundo turno.

Do Blog do José Roberto de Toledo


PFC inicia a trajetória

Amanhã. 12, o Parauapebas Futebol Clube inicia sua trajetória rumo a primeira divisão. A seletiva, também chamada de segundinha é composta por 10 clubes, representando vários municípios, como Redenção, Parauapebas, Tucuruí, Cametá, Bragança e outros.
A estreia do PFC será contra a equipe de Redenção. A chave ainda tem o Kikratejê Gaviões, ou seja, dá pra se classificar, até c om uma certa folga, mas tem que correr.

domingo, 10 de outubro de 2010

Pedro Alcântara em níver

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No último sábado,  o amigo Pedro Alcântara (no foto ao lado do bloqueio Marcel Nogueira)  trocou de idade inaugurando os 50 anos. O mais novo membro do clube dos cinqüentões  recebeu os amigos no Clube Tiradentes, no bairro Primavera.

Além dos amigos, parentes advindos do Rio de Janeiro, Maranhão, Roraima estiveram no local para deixar o abraço para uma das pessoas mais  queridas da cidade.

O blog externa os votos de felicidades e de muito anos de vida ao Pedrinho Alcântara. 

HOJE - 432

432

Uma análise da nova configuração política da cidade e os desdobramentos das investigações sobre o assassinato do delegado André Albuquerque.

O novo mapa político de Parauapebas

    MAPA

O último 3 de outubro deveria ser o start para vôos mais altos de muita gente em Parauapebas. Nada menos do que 14 candidatos oriundos da política local se movimentaram e suaram a camisa em busca da atenção do eleitor. No final da tarde do mesmo dia, os  resultados das urnas revelaram que muita coisa precisa ser revista. Aliás, sobre essa questão, o jornal HOJE publicou várias   reportagens, nas quais alertava a classe política (principalmente a Câmara) para a necessidade de se posicionar ao lado do povo, diante dos desmandos  da Administração Pública.  

    Primeiramente deve-se dizer que fora Milton Zimmer do PT e Bel Mesquita, do PMDB, que entraram na campanha com a obrigação de ganhar, o restante da turma encarou a campanha como uma espécie de prévia para 2012. Evidentemente que todos gostariam de ser bem votados e não achariam ruim se um mandato lhe caísse no colo, mas, numa análise fria, 2010 foi mesmo pano de fundo para projetos mais ambiciosos no futuro.
    Depois de domingo, o cenário político de Parauapebas é outros, a começar pelos antigos pressupostos de que existiam candidatos invencíveis. Depois de algumas votações ínfimas, se sabe hoje que Parauapebas tem novas referências. Depois de  domingo, pré-candidatura a prefeito, tidas e havidas como naturais não passam de devaneios hoje, ou de alguma coisa parecida com poeira das ruas. 
   

Evidentemente que uma votação expressiva agora não seria a garantia de uma vitória para prefeito no próximo pleito eleitoral, assim como um eventual insucesso não sepulta de todo o sonho de vir forte em 2012, mas, sob o todos os aspectos 2010 foi significativo.

Primeiro há a questão psicológica e na facilidade de reunir apoios a partir de agora, principalmente quando candidaturas de pesos pesados fizeram água.

    Abrindo a fila dos que fracassaram, a deputada federal, Bel Mesquita (PMDB). Depois de uma passagem sem muito sucesso pela Câmara de deputados, Bel encarou o crivo das urnas, dessa vez disputando uma vaga na Assembleia Legislativa. Cercada de muita expectativa, com uma projeção de ter pelo menos 20 mil votos em Parauapebas a deputada teve que se contentar com menos de 10 mil votos na cidade. Principal aposta do PMDB para retornar ao poder em Parauapebas e contando com a simpatia de boa parte do PT, que não tem nomes  que sejam consenso dentro e fora do partido e sonhavam com uma composição com o PMDB, Bel  deixa de uma aposta com razoáveis chances de vitória para se tornar uma carta fora do baralho. 
   

Como uma metralhadora giratória que não poupa ninguém, as urnas dinamitaram outras pretensões. Nomes como o de Faisal Salmen e de Cláudio Almeida também não tiveram o beneplácito popular. Preocupado em trabalhar a campanha do candidato Simão Jatene ao governo do Estado, muito mais do que a sua, Faisal Salmen fechou a campanha com um pouco mais de 6 mil votos, o que praticamente fecha suas possibilidades para 2012, como candidato a prefeito. Continua sendo uma liderança a ser respeitada, pela sua história, pela força de sua oratória, mas não há c o mo negar que se esperava muito mais em 2010. A amigos, Faisal confidenciou que a eleição de 2010 foi a última da sua carreira. Como promessas feitas no calor da emoção não se leva muito em conta, espera-se que  o vereador mude de ideia. 
   

Apesar da estrutura considerável ainda não foi desta vez que  Cláudio Almeida conseguiu deslanchar sua carreira política em  Parauapebas. O trabalho foi deito, mas o resultado definitivamente não foi lhe foi favorável. No final, pouco mais de 3.800 votos apareceram nas urnas, dos quais menos de 2 mil foram presenteados por eleitores de Parauapebas.  Muito pouco para quem projetava algo em torno de 30 mil.
   

A rigor, nem o ex-secretário de fazenda do município e agora  deputado estadual eleito, Milton Zimmer tem muitas razões para comemorar. Nos bastidores da política muita gente classifica sua eleição a uma vitória de Pirro, aquele general que para vencer uma batalha sacrificou seu exército. No caso de Milton, muitos recursos foram despendidos para uma votação no município de 9 mil votos, aproximadamente. Milton ganha o mandato, mas não ganha a condição de favorito na corrida de 2012, ao contrário, dentro do próprio PT há que diga que Milton foi além das suas possibilidades, ou seja, 2010 é fim de  linha para ele.
   

Ainda que não seja considerado um mau resultado, afinal, ele aumentou sua votação em mais de 500% de dois anos para cá, os 6.200 votos de Rui Hidelbrando, também conhecido como “Rui Vassourinha” ficaram a quem das projeções. Pela movimentação, pelo discurso inflamado e até pela estrutura surpreendente imaginava-se que Vassourinha fecharia a eleição com mais de 10 mil votos, se cacifando como um candidato de peso para as eleições de 2012. Nada indica que Rui desistiu de suas pretensões,  entretanto, seu caminho será bem mais difícil do que se imaginava no início. Talvez Rui Vassourinha tenha que reciclar seu discurso, ou adicionar outros elementos, que sejam diferentes dos temas abordados na campanha, que foram apenas dois: o discurso contra a corrupção e a apologia ao estado do Maranhão. Muito pouco para quem quer governar o município.
   

A boa notícia é que o campeonato que leva a casa verde, em cima do morro dos Ventos está aberto para todos, até para quem teve votação considerada pequena, como Charles Borges, Hipólito Reis e Toinzinho (os dois últimos não tiveram os seus resultados divulgados, por estarem  com as candidaturas sob júdice), ou para quem não debutou em 2010, mas evidentemente que quem brilhou agora larga na frente.

   

Esse é o caso de Valmir da Integral (PDT). O empresário entrou na campanha cercado de muitas reticências e com o estigma de desperdiçar oportunidades na política, mas deu a volta por cima. O mérito da excelente votação, que ultrapassou a casa dos 13 mil votos deve ser repartido com o seu partido, o PDT, que ao longo do tempo vem provando que é bom de campanha. Valmir da Integral motivado e com o apoio maciço do seu partido vem muito forte em 2012.
   

Outro vencedor da eleição de 2010 atende pelo nome de Antônio Massud (PTB). Com exatos 11. **** votos, Massud, que é vereador teve a melhor performance da história da Câmara, conhecida pelos desempenhos pífios de seus integrantes  quando se aventuram em eleições proporcionais. Disputando com figuras conhecidas como Carlos Puty (PT), Asdrúbal Bentes (PMDB), Giovanni Queiroz (PDT) e Zequinha Marinho (PSC), que mesmo não sendo do município, tinham história em Parauapebas, além de uma montanha de investimentos na campanha eleitoral, Massud foi o mais votado para federal e se cacifa para vôos mais altos. Nesta semana ele deu entrevista a uma emissora de rádio, agradecendo os votos recebidos e nas entrelinhas, deu a entender que pode ser candidato a prefeito.  
   

Ele tem direito, afinal, depois de domingo, ele e Valmir da  Integral são a bola da vez, mas atenção, essa prerrogativa não garante absolutamente nada, é apenas uma prerrogativa. Só isso.

Asfalto sem esgoto

Como se sabe, asfalto não agüenta chuva e como o prefeito está se fazendo de doido para fazer sujeira dentro de casa, em pouco tempo, talvez no fim do inverno que se aproxima a comunidade vai ter os mesmos problemas e aí vai se gastar tudo outra vez. Duvido se na terra do prefeito, lá pros lados do Rio Grande do Sul, alguém tem a cara de pau de colocar asfalto sem esgoto.

Domingo de eleição

Não sei os outros, os que não gostam da democracia, mas eu adoro tudo que diz respeito à eleição. Gosto de convenção, de comícios, da movimentação do dia D, no qual todos os partidos botam as garrafas vazias para vender, enfim, acordo cedo e já nas primeiras horas da manhã começo a bater perna, ou então me planto em frente da TV, em busca do noticiário, ou na vasculho a internet . É o mundo em tempo real, mas para consumo interno, nada como a conversa de botequim.

Ainda que não saiba de nada (e cada dia me convenção que só sei que nada sei), principalmente sobre o tema eleição - e os resultados de Parauapebas não me deixam mentir – o simples exercício de discutir o município tem a prerrogativa de fazer a gente se sentir mais cidadão.

No domingo sai cedo de casa, na esperança de encontrar alguns amigos, mas, a agitação da cidade e o grande número de pessoas advindas de outras localidades, me fizeram andar a esmo, sem  encontrar uma viva alma conhecida.

Em meio a poluição materializada pela chuva de “santinhos” de papel-jornal, acompanhei a romaria de eleitores. Os da zona rural, os dos bairros periféricos e até os residentes nos bairros mais centralizados. Uma boa parte sem ter a menor noção em quem votar, facilitava a vidas dos cabos eleitorais. A uma distância considerável dos portões dos locais de votação, bocas de urnas prontos para investir no coitado do eleitor como urubu na carniça. Soldados da Força de Segurança assistiam a tudo placidamente e até com ares de divertimento. Que maravilha a nossa democracia, cantada em verso e prosa por esse mundão afora.

Lá pro meio da tarde, os analistas políticos sem formação acadêmica começam a dar o ar da graça. No Bar do Mário, na avenida JK e no Senadinho do Baixinho a confraria começa a se formar um pouco antes da hora-limite, sem saber que dentro de uma hora partidários do Valmir da Integral iriam invadir a praia, comemorando a expressiva votação de 13 mil votos, aproximadamente.

Apresso-me em direção ao Chico Mendes, porque ainda não votei. Não votei por duas razões. A primeira é que como enfrento filas no dia-a-dia, não iria me  sujeitar a enfrentar mais uma em pleno domingo de eleição. O segundo motivo é mais filosófico. Sempre acreditei que o eleitor só tem moral enquanto não vota, de modo que costumo prorrogar o máximo possível esses momentos de uma ingênua vingança, que mais cedo ou mais tarde perderão o sentido, visto que mesmo que seja às 17 horas em ponto vou pra boca do jacaré e aí a moral vai pro espaço.

Artigo publicado no HOJE, 432 – Coluna do Marcel

Chovendo no molhado

O blog volta a falar, mas é quase certo que a reclamação passará em brancas nuvens, chovendo no molhado, mas, como é pedido de um  leitor, vamos lá. Essa Administração que faz o pior governo da história do município deveria criar juízo (para não falar coisas mais pesadas) e resolver o problema dos semáforos antes que aconteça algum acidente fatal em decorrência da avacalhação que é o trânsito da cidade. Depois da m... feita vão dizer que filho de pobre não tem sorte.

Tentativa de transferência

O que tinha (e tem) de petista rezando pelo apoio de Marina Silva não era (e não ) brincadeira, mas, só foi perceber que a líder do PV pode pender para o lado tucano, já se começa a avacalhar com a trajetória da candidata verdade.

No Blog do Hiroshi, já uma postagem, que tenta transferir para  o PV tudo que o PT  vem sido acusado nos últimos dias. Veja só:

“O  PV defende o casamento gay, a legalização do aborto, da maconha e do jogo-do-bicho, além de propor a criação de milícias, o fim da Petrobrás e de Carajás, a redução da maioridade penal, o controle externo da mídia e condena os avanços da ciência e da humanidade, ao pregar a proibição das pesquisas com células-tronco”.

Pera lá, cada um com seu cada qual, quem pariu Mateus que  o embale e  que conseguiu a paternidade do casamento gay e de ser a favor do aborto que assuma.

Vaia eleitoral

 
O nosso nobre prefeito não cansa de tomar vaia. Depois dos apupos homéricos no comício da Ana Júlia, Darci Lermen, no dia 03 foi votar no escola Eduardo Angelin. No meio da multidão, o gestor ainda tentou pegar na mãos de alguns moradores que estavam na fila, mas estes recusaram. de repente começou uma vaia bem fininha e a coisa foi tomando forma até que virou uma sonora vaia, na base do uh, uh, uh, uh e depois ah, ah, ah, ah, ah.

TRE reconhece vitória de Flexa e Marinor

Ao que parece, os senadores eleitos Flexa Ribeiro (PSDB) e Marinor Brito (PSOL) venceram um round no que diz respeito a validade da eleição para senador no Pará. Na sexta-feira o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) reconheceu a vitória dos dois e anunciou que vai diplomá-los, o que afastaria a possibilidade de uma nova eleição para Senado.

Fepois da virose e da eeição, a volta

Gostaria de me desculpar com os leitorres do blog pela falta de atualização dos últimos dias. É que andei às voltas com uma virose enjoada me tirou um pouco de tempo, al ém do jornal da eleição, que me consumiu muito tempo.
De qualquer maneira, estamos aí e bem satisfeitos com os resultados das eleições de 2010, o que demonstra que os inúmeros alertas dados aqui no blog tinham razão de ser.