"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha
de ser honesto".

(Rui Barbosa)


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Município arrecadará R$ 400 milhões em 2009. Cadê o dinheiro? cadê as obras?

O que você faria se em pleno deserto o gênio da lâmpada mágica aparecesse e lhe ofertasse uma bolada de R$ 400 milhões? Melhor; se você ganhasse sozinho um prêmio muitas vezes acumulado da mega sena, de modo que a grana chegasse a esse valor, como ele seria gasto? Para se ter uma idéia do tamanho da dinheirama, o montante daria para comprar cerca de 16 mil carros populares, a R$ 25 mil cada um, ou 4 mil apartamentos de classe média, a razão de R$ 100 mil a unidade.

Se só a simples menção deixa você atordoado, não se preocupe; em Parauapebas há pessoas que também não sabe o que fazer com a grana e nem por isso está preocupada.

O exemplo mais acabado é o do governo municipal, que ao final de 2009 deve contabilizar algo em torno de R$ 400 milhões na caixa registradora do município.
Recursos

O site do Portal da Transparência, do Governo Federal, alimentado pela Controladoria Geral da União dá conta que até o mês de agosto tinham sido transferidos R$ 153 milhões de recursos da União para o município. Para se ter uma idéia, só do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) entraram R$ 22,5 milhões. As verbas para a educação não ficaram atrás. Com o Fundo de Manutencão e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundeb) foram outros R$ 21, 1 milhões. Os royalties, também chamados de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Naturais (CFEN) renderam R$ 89,4 milhões.

Se dividirmos esses R$ 153 milhões transferidos para o município até agosto teremos uma média de R$ 19,1 milhões por mês, ou R$ 229 milhões em 2009.

Apesar de serem astronômicos, esses valores representam apenas os recursos da União. O grosso da bolada é proveniente do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN), que é municipal e o Imposto sobre Circulação de Mercadoria (ICMS), estadual. O ISQN incide sobre toda movimentação de serviços de todas as empresas que atuam nos projetos minerais e no perímetro urbano do município. A alíquota do ISSQN é de 5% e costuma render para Parauapebas algo em torno de R$ 6 a 8 milhões por mês.

Da mesma forma, a fatia do ICMS que toca ao município costuma ser parecida como do ISSQN. Não é a toa que apesar das tentativas, nenhum prefeito conseguiu quebrar o município de uma vez.

Mesmo sem terem a transparência como os recursos da Federação e tratados como uma espécie de caixa preta, já que nem a Câmara sabe ao certo a quantia exata que entra nos cofres do município, esses recursos são tão volumosos quanto os provenientes da União. Ao longo da trajetória, porém, pegadas são deixadas ao longo do caminho. Numa entrevista recente, o secretário de Finanças, Milton Zimmer, deixou escapar que a arrecadação média do município girava em torno de R$ 33 milhões. Se tomarmos por base esses valores teremos algo em torno de R$ 396 milhões no final do ano, ou seja, bem próximo dos R$ 400 milhões citados no começo da matéria. Mesmo sendo algo inimaginável para a maioria dos mortais, há quem afirme que ela está bem acima disso, entre R$ 440 a R$ 450 milhões.

Dinheiro para comprar o silêncio

Pelo muito que arrecadou e pelo o pouco ou nada que se realizou em 2009, pode-se dizer que Parauapebas vive uma situação atípica, na qual o dinheiro só serve para comprar o silêncio dos habitantes, incluídos aí formadores de opinião, imprensa e classe política.

Há cerca de 15 dias uma manifestação pela transparência na administração pública teve lugar na Câmara de vereadores. Os manifestantes exigiam a prestação de contas da arrecadação do município, que conforme determina a Lei Orgânica do Município, deve ser encaminhada ao Legislativo a cada quatro meses. Nem é preciso dizer que essa providência legal tem sido ignorada pelo Poder Público há muitos anos, sob os olhares da Câmara e até do Ministério Público. Como era de se esperar, a manifestação reuniu poucos abnegados.


Poucas obras

Mesmo com essa arrecadação, a cidade nunca recebeu obras compatíveis com o dinheiro que entra, mas, 2009 todos os limites foram ultrapassados. Em pleno outubro, não há uma única obra, repetindo, não há uma única obra que tenha consumido R$ 2 milhões. Durante o inverno, a frágil estrutura de esgotos da cidade (construída pela Vale no início dos anos 80) e o arruamento dos bairros mais recentes da cidade desabaram por completo. O prefeito Darci Lermen foi à TV para anunciar 26 obras para o decorrer do ano, inclusive a revitalização das ruas da cidade e prometeu resolver o problema da água. Imaginava-se que havia um projeto para pavimentação e implantação da rede de esgoto e ampliação do sistema de água.

Após quatro meses descobriu-se que a tal “revitalização” das ruas não passava de uma raspagem das ruas e a colocação de barro onde o tráfego de veículos estava inviabilizado, o que acabou transformando bairros como Altamira, Novo Horizonte, Betãnia, Liberdade II, Caetanópolis, Residencial Bela Vista num mar de poeira, responsável pela incidência de problemas respiratórios, principalmente nas crianças.

O ano acaba e como realização apenas a realização, a retomada dos serviços do Hospital Municipal, que estava embargado há quase um ano; a reconstrução da ponte da saída da cidade que desabou e mais nada. A maior parte da prefeitura nova foi construída com recursos do orça mento do ano passado.

A lista de promessa é extensa e passa pela construção da orla do rio, parque aquático do sebosinho, calçadas das ruas Sol Poente, aterro sanitário, postos de saúde nos bairros da periferia, abertura da rua 16, ampliação do sistema de água, casa para funcionários públicos, Distrito Industrial, terreno para a AOP. Via de regra, essa lista é aumentada sempre que o prefeito faz alguma aparição pública, mas para 2009, não se pode esperar mais nada dessa administração, além da administração da folha de pagamento, cada vez mais inchada. Os R$ 65 milhões que foram destinados à obras, no Orçamento municipal de 2009 desapareceram sem deixar vestígio.

Se fosse em outro lugar e se Parauapebas não fosse uma terra onde tudo fica em brancas nuvens, o prefeito Darci Lermen e o secretário de Obras João Fontana estariam com problemas junto a Justiça para explica o milagre do sumiço da grana, mas, ao invés disso, Fontana filiou-se ao PMDB de Bel Mesquita e prepara uma candidatura a deputado federal. O dinheiro para campanha? Ah! Deixa pra lá...

Matéria publicada no jornal HOJE - edição 387

Almanaque moderno

Nesses tempos modernosos, onde se tira leite de pedra, coelhos de cartola e bovinos dar perigosos vôos cegos e rasantes, nada está definido até o soar da última hora. Pelo menos é assim na política da terrinha.

Por falar em política, um desavisando que chegar de última hora por essas bandas, há quase um ano das próximas eleições poderá ficar meio abestalhado com as movimentações dos últimos dias. Para ajudar esses pobres chegantes, que verão coisas do arco da velha em 2010, bem como adiantar o lado dos parauapebense baratinados, a gente dá uma mãozinha e troca em miúdos alguns termos que já estão no dicionário informal da política local e no anedotário.

“A política é dinâmica” ´Termo usado para justicar a bandalheira e a mudança de posição de algumas lideranças, que trocam de idéia da com a mesma velocidade que se troca de camisa.

“Baba da macaúba” – Usado por Wanterlor Bandeira, quando o sujeito ou o veículo de comunicação já passou na secretaria de Finanças para se “ajeitar”. Daí a frase, “o cara tá calado, deve ter pegado a baba da macaúba”.

“Molhar o bico” – Usado por Iremar Araújo. É o mesmo que baba da macaúba, ou seja, quando o cidadão dá uma volta de 360 graus e passa a elogiar o que antes criticava, surge a frase, “esse aí já molhou o bico”.

“Terra de muro baixo” – essa quem costuma usar sou eu mesmo e retrata a realidade de Parauapebas, uma cidade que “neguinho” e “branquinho” chegam, nem sabem se vão ficar e já armam a rede e começam a cantar de galo.

"Síndico" – é como o Blog do Wanterlor se refere ao prefeito Darci Lermen.

“Quase prefeito” - Até 2008 era assim que o nosso Wlliam Bayerl se referia ao prefeito Darci.

“Caldo de peteca” - Termo muito utilizado para se referir ao prefeito no seu primeiro mandato. na época todo mundo mandava na prefeitura.

“Até boi voa” - A frase quer dizer que aqui acontece coisas estranhíssimas, inusitadas, inverossímeis, como, por exemplo, no apagar das luzes o secretário de Obras João Fontana ir se aninhar no colo do PMDB.

“Bananão” - Era assim que o vereador Faisal Salmen chamava o prefeito.

“Espoca-urna” – A pesar de estarmos há algum tempo na era da urna eletrônica e o máximo que se conseguiria seria um estouro de disquete, de cd, de pen-drive ou de qualquer coisa parecida, No blog do Zedudu espoca-urna é o camarada sem futuro, desprovido de voto.

Artigo publicado no jornal HOJE - edição 387

Crise de identidade

Por falar em futebol da terrinha, depois que o PFC foi desclassificado da seletiva a diretoria da Federação Paraense de Futebol mexeu os pauzinhos e ofereceu o Sport Belém para que o município adotasse e assim participar do certame de 2010. Roque Dutra deve dizer não, no que estará muito certo. Nós precisamos de identidade e essa coisa de ficar pulando de galho em galho, feito macaco não dá certo. Veja bem, a gente já torceu para o Águia de Marabá, depois passamos a torcer desesperadamente para o PFC, em 2010 a gente iria roer as unhas pelo Sport Belém para em 2011 voltar a vestir a camisa de novo do PFC. Não, muito obrigado, seria muita confusão que resultaria numa crise de identidade que nem uma dúzia de psicólogos consertariam.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Odilon

A gente aqui deseja muita saúde e uma breve recuperação ao vereador Odilon Rocha de Sanção. Odilon teve problemas cardíacos no noite de ontem, 14 e teve que ser levado às pressas para Teresina, num avião móvel.

As últimas informações dão conta que o vereador do PMDB já está fora de perigo.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Milagre da Madalena

Durante o Círio de Nazaré, a ministra Dilma Russeff, que descaradament e faz campanha intempestiva esteve em Belém onde foi recebida pela governador aAna Júlia Carepa.

A ministra se mostrou uma católica fervorosa e deve ter rezado para virgem operar o milagre das pesquisas. Da mesma forma, Ana Júlia, que capenga nas intenções de voto no Pará deve ter feito o mesmo.

Levantar o ibope das duas só de for num guincho gigante ou então um milagre de Madalena.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A omissão da Amat

No próximo dia 16 a Assciação dos municí pios do Araguaia e Tocantins (Amat), que nada mais é do que a associação que agrega os municípios que compreenderão o futuro estado do Carajás se reunirá em Marabá.

Na verdade, a Amat não passa de uma entidade sens fins lucrativos e sem objetivos, mais perdida que cachorro que caiu do caminhão da mudança. Se fosse uma entidade séria estaria liderando o processo do estado do Carajás, entretanto, ao invés disso, se esconde e deixa aventureiros conduzierem o procvesso.

Com a farta folha de desserviços à região a Amat bem que poderia fazer o favor de fechar para balanço, aliás, fechar pra sempre, já que só serve para onerar os municípios, que destinam verbas do orçamento municipal à sua manutenção.

domingo, 11 de outubro de 2009

Cobrança em local inadequado

É verdade que a Câmara de vereadores é casa do povo, mas às vezes há um certo exagero. Na sessão de sexta, um cidadão resolveu fazer um acerto de um cheque com o vereador Adelson em plena sessão.

Certamente que o local não era o mais adequado para cobrança e começou um entrevero que quase resuta em vias de fato.

No final , a turma do "deixa quieto" entrou em campo e evitou o pior. Adelson afirmou que a greve dos bancos tinha impedido de quitar o cheque, de mod que o desentendimento era relativo ao juro de 10 dias, justamente o período da greve.

O vereador ficou de refistrar queixa na delegacia e tocar o caso pra frente.

sábado, 10 de outubro de 2009

Respirando

Por hoje é só? Que nada. O Flusão ganhou e continua respirando no campeonato brasileiro. É certo quye está na UTI e respira por aparelho, mas respira.

Retificação

O blog aproveita o dia de hoje para fazer uma retificação. Na postagem do dia 08 - Resenha - o blog afirmou que o evento em que Rui Hidelbrando, do PRB particpou em prol do estado dp Carajás foi na Praça do Metais.

Na verdade o evento aconteu na Praça de Eventos, como o leitor mais atento deve ter notado.

É isso aí, por hoje é só.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cadê meu rico dinheirinho?

O que você faria com a bagatela de R$ 400 milhões? Possivelmente você se enbananaria, o que não é demérito, afinal de contas, muita gente boa já provou que também não sabe o que fazer com uma dinheirama dessas.

Um dos que podem bater no peito e o rgulhosamente dizer: "sim, eu também não sei" é o prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, que deve arrecadar esse valor em 2009 (se nada der errado) e até o momento não fez nada de útil. Prometeu um monte de coisa e em pleno outubro não pode apresentar uma mísera obrinha de R$ 2 milhões.

Ao que se sabe até mesmo os R$ 65 milhões que foram destinados à obras, no Orçamento municipal de 2009 desapareceram sem deixar vestígio. Se fosse em outro lugar e se Parauapebas não fosse uma terra de muros baixíssimos o secretário de Obras (?) João Fontana estaria todo enrolado, tentando se explicar na justiça o sumiço da grana. No entanto, ao invés de está às voltas com advogados, o moço está lançando bases para ser candidato a deputado federal e já se filiou inclusive ao PMDB, de Bel Mesquita. É isso aí, os dois agora são duas almas no F... de um bode.

Para ninguém dizer que estou conversando fiado, aqui vai uma singela lista de obras que o prefeito anunciou para 2009. As promessas dos anos anteriores que foram solenemente ignoradas pela administrração Darci Lermen não estão sendo consideradas; fica de lambuja, mas vão desde a orla do rio Parauapebas, calçadas das ruas Sol Poente, aterro sanitário, postos de saíde nos bairros da periferia, abertura da rua 16 e outras mais.

A lista de 2009 não passa de uma reedição da de 2008, com algumas coisinhas adicionadas, ou seja, velharia com nova roupagem. Reconsatrução da ponte que caiu, hospital, ampliação do sistema de água (olha a água de novo) casas para funcionários públicos, Distrito Industrial, terreno para a AOP e um monte de besterol, que só serve para enganar trouxa.

Apesar de as obras estarem na estaca zero, o dim-dim o gato comeu.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Resenha

A pedidos de alguns amigos muquiranas, que não queirem comprar jornal estou reproduzindo a coluna Resenha Política do jornal HOJE, 386.

O mundo da política é realmente imprevisível. Poucos dias depois de a coluna anunciar que era pouco provável a ida do Fontana para o PMDB, adiantando ainda que o destino dele seria o PTB, acontece exatamente o contrário. ### Fontana não foi para o PTB e ainda por cima filiou-se no PMDB no apagar das luzes e deve ser candidato a deputado federal, fazendo dobradinha com Bel Mesquita, que pretende ser candidata a deputada estadual, c om o apoio do PT de Darci. ### Aliás sobre essas movimentações sem o conhecimento, ou a revelia do partido, petistas históricos estão torcendo o nariz e vão se preparar para fazer frente a isso. ### Segundo uma importante liderança petista, que está chateada com os últimos acontecimentos, para ganhar a eleição vai o partido todo, para governar e fazer lambança é só o prefeito. ### Para essa liderança, não haveria necessidade de fazer mil e um estratégias, ou articular para enfraquecer partido A ou B, “bastaria que ele fizesse uma boa administração”. É verdade. ### Faisal Salmen ainda analisa se será mesmo candidato a deputado, mas numa conversa que teve com a coluna ele chegou a conclusão que não há oposição em Parauapebas. Diante disso ele pode se animar e ser essa oposição que toda democracia precisa. ### Alheio a essa polêmica sobre situação ou oposição, Rui Hildebrando continua sua peregrinação em vários municípios na campanha de conscientização sobre o plebiscito do estado do Carajás . ### Em tempo: Rui Hildebrando também será candidato a deputado estadual e na semana passada ele deu uma prévia de como anda sua aceitação junto a população. ### No evento da Praça dos Metais, sobre o futuro estado ele foi muito aplaudido e teve seu nome gritado por um grupo de pessoas. ### É bom tomar nota desse nome e de outros que personificarem uma alternativa de tudo que está aí no poder. ### Valmir da Integral fechou questão e se filiou mesmo no PDT. Não havia clima para que o empresário continuasse no PTB e segundo suas palavras, “o PDT o tratou de maneira diferenciada”. ### Valmir vai prosseguir com o seu projeto de candidatura em 2010 e 2012, mas o seu caminho não será apenas de sorrisos. Dentro do partido há outros pretensiosos, como o empresário JB e o vereador Adelson Fernandes. ### O vereador Euzébio Rodrigues (PT) anda meio quieto, mas há comentários de que ele se animou de novo e pode de repente encampar uma candidatura a deputado estadual, o que não seria nada auspicioso para Milton da EEPP.

Pura redundânçia

Como se não bastasse, a pixotada do prefeito Darci Lermen e de alguns membros do PT, que em eventos e solenidade se saem com o indefectível “Bom dia a todos e a todas”, agora a frase cachorra deu pra fazer escola. Pasmem vocês, que ilustres representantes do PDT deram para usar a infernal frase “bom dia ou boa tarde a todos e a todas”. Alguém precisa dizer para esses cidadãos que um simples “bom dia a todos” abrange cidadãos do sexo masculino e feminino e resolve o problema. O que passa disso é redundância.

A manifestação na sua essência

Para os habituês da Câmara, a manifestação pela transferência no serviço público de Parauapebas, na semana passada foi um pequeno movimento composto por integrantes de partidos, interessado apenas nos resultados das eleições do ano que vem.
Quem se ateve ao tamanho diminuto da manifestação deveria se envergonhar; o movimento só foi pequeno porque muitos que sofrem com a falta de serviços básicos, como saúde, educação e obras se esconderam. O movimerto mostrou que há vida saudável além do circuito fechado do Poder Público.

O movimento “Transparência Parauapebas”, que ocupou a parte externa da Câmara e depois tentou se fazer ouvir na sessão, cobrava a prestação de contas dos recursos arrecadados pela prefeitura e olha que é muita grana, algo em torno de R$ 300 milhões, só até agosto desse ano. Por si só esses números justificariam essa e outras manifestações que porventura possam acontecer.

Por que a manifestação na Câmara? Porque ao longo dos anos, o Poder Executivo tem ignorado solenemente o Legislativo e mesmo com a determinação constando na Lei Orgânica do município – sob pena de uma possível cassação do mandato do prefeito que desobedecer – ninguém dar muita importância a recomendação e isso vem desde os primórdios, de outras administrações.

É impressionante como os prefeitos se empenham em colocar debaixo de sete capas a prestação de contas, constando as receitas e os gastos públicos. Esse c rime de responsabilidade encontra um terreno fértil em Parauapebas porque os vereadores não fazem valer a outorga popular e ai acontecem os descalabros do Poder Público, que são tratado pelos edis e pela população como a coisa mais normal do mundo.

Se for contabilizar o número de manifestantes no parlamento municipal, o movimento pode ser considerado um fracasso, entretanto, olhando pelo lado do ineditismo, de que pessoas (por motivos diversos, evidente) colocaram a cara fora e disseram:”basta, estamos cansados de ver o dinheiro desaparecer pelo ralo, sem uma explicação plausível” o movimento deve ser apoiado e não criticado.

A manifestação pode até ter um fundo político, afinal, se aproxima o ano de 2010, entretanto, não custa lembrar que o município nunca arrecadou tanto e poucas vezes (se é que alguma vez aconteceu com essa proporção) se viu um imobilismo tão grande, uma ausência de realizações, de obras. Estamos em outubro, mas, já em setembro os R$ 65 milhões do Orçamento para obras tinham se evaporado para lugares desconhecidos, já que não se vê obras na cidade há muito tempo.
(Artigo publicado no jornal HOJE, edição 386)

O acordão se materializa

Na última terça-feira, o vereador Faisal Salmen conversava com a reportagem do HOJE e dizia bestificado: “meu Deus, Parauapebas não tem mais oposição”. O vereador se referia a dois eventos que ocorrera com intervalo de apenas dois dias. O anúncio da filiação do secretário de Obras, João Fontana no PMDB e o ingresso de Valmir Queiroz Mariano no PDT.

Até aquela altura, o PMDB era tido como uma possível oposição a Darci, não só nas eleições proporcionais de 2010, como também nas majoritárias de 2012.

Da mesma forma Valmir da Integral era quem melhor personificava a imagem de uma terceira via vitoriosa, capaz de restabelecer a auto-estima da população, tão avacalhada com as seguidas administrações desastrosas. Hoje tudo não passa de um ponto de interrogação, o que não deixa de ser uma constatação acertada do vereador do PSDB.

Por casualidade ou estratégia, o prefeito Darci Lermen conseguiu colocar seus tentáculos em todos os setores, inclusive da insuspeitada oposição chamada de PMDB.

Deve-se dizer que João Fontana no PMDB, ainda que pareça incrível, é plausível a partir da gradual aproximação do prefeito Darci Lermen com a deputada Bel Mesquita, para muitos muito mais remota do que se imagina, aliás, data de um pouco antes de 2004, quando Darci se candidatou pela primeira vez e recebeu o apoio velado de Bel Mesquita e as bênçãos escancaradas de Welney Lopes de Carvalho, que intermediou inclusive financiamento para a campanha do petista (o restaurante Porcão que o diga).

Por conta desse acordão, a candidatura de Faisal Salmem a prefeito já nascera morta e foi um jogo de cartas marcadas. Em outras palavras: embora não soubesse, Faisal entrou na disputa escalado para perder.

Em 2008, a história se repetiu, mas a bola da vez era Bel Mesquita, que também perdeu a eleição de maneira estranha, levando a cidade inteira a desconfiar que o dito acordão existia de fato.

Pois bem, o ingresso de João Fontana no PMDB revela que as desconfianças da cidade podem muito bem ter fundamento, já que Fontana não iria para o PMDB por conta própria.

A pergunta é a seguinte: se realmente as campanhas de 2004 e 2008 foram uma jogada ensaiada, como será a campanha de 2012? Será que é a vez de Bel? Bom, se houver o apoio do prefeito em 2010 para a deputada, ainda que velado, a coisa fica muita clara e só não verá quem for sofrer de miopia política.

O acordão se materializa

Na última terça-feira, o vereador Faisal Salmen conversava com a reportagem do HOJE e dizia bestificado: “meu Deus, Parauapebas não tem mais oposição”. O vereador se referia a dois eventos que ocorrera com intervalo de apenas dois dias. O anúncio da filiação do secretário de Obras, João Fontana no PMDB e o ingresso de Valmir Queiroz Mariano no PDT.

Até aquela altura, o PMDB era tido como uma possível oposição a Darci, não só nas eleições proporcionais de 2010, como também nas majoritárias de 2012.

Da mesma forma Valmir da Integral era quem melhor personificava a imagem de uma terceira via vitoriosa, capaz de restabelecer a auto-estima da população, tão avacalhada com as seguidas administrações desastrosas. Hoje tudo não passa de um ponto de interrogação, o que não deixa de ser uma constatação acertada do vereador do PSDB.

Por casualidade ou estratégia, o prefeito Darci Lermen conseguiu colocar seus tentáculos em todos os setores, inclusive da insuspeitada oposição chamada de PMDB.

Deve-se dizer que João Fontana no PMDB, ainda que pareça incrível, é plausível a partir da gradual aproximação do prefeito Darci Lermen com a deputada Bel Mesquita, para muitos muito mais remota do que se imagina, aliás, data de um pouco antes de 2004, quando Darci se candidatou pela primeira vez e recebeu o apoio velado de Bel Mesquita e as bênçãos escancaradas de Welney Lopes de Carvalho, que intermediou inclusive financiamento para a campanha do petista (o restaurante Porcão que o diga).

Por conta desse acordão, a candidatura de Faisal Salmem a prefeito já nascera morta e foi um jogo de cartas marcadas. Em outras palavras: embora não soubesse, Faisal entrou na disputa escalado para perder.

Em 2008, a história se repetiu, mas a bola da vez era Bel Mesquita, que também perdeu a eleição de maneira estranha, levando a cidade inteira a desconfiar que o dito acordão existia de fato.

Pois bem, o ingresso de João Fontana no PMDB revela que as desconfianças da cidade podem muito bem ter fundamento, já que Fontana não iria para o PMDB por conta própria.

A pergunta é a seguinte: se realmente as campanhas de 2004 e 2008 foram uma jogada ensaiada, como será a campanha de 2012? Será que é a vez de Bel? Bom, se houver o apoio do prefeito em 2010 para a deputada, ainda que velado, a coisa fica muita clara e só não verá quem for sofrer de miopia política.

Assinem o HOJE

Agradeço a a colaboração de um leitor que me encontrou na rua e sugeriu a veiculação de VT do HOJE, mais ou menos assim:

"Você a ssinando o jornal HOJE não vai ganhar nenhum prêmio, apenas informações correspondentes com a verdade do município; não tem viagem para o nordeste, apenas uma viagem pelo mundo real de Parauapebas; você assinando o HOJE adquire um jornal que pode até errar por ação, nunca por omissão; por último, o jornal HOJE é tudo, menos um diário oficial da prefeitura.

Sacanagem

Aliás, por falar em jornal HOJE, depois de um monte de sacanagens que o jornal sofreu, a ponto de pessoas que trabalhavam no jornal, no serviço de representação comercial ter levado mais de 300 assinaturas para um outro jornal, tão logo o periódico passou a ser semanal (Quando o barco ameaça afundar, os ratos são os primeiros a abandonar o navio). Deve-se dizer que essas pessoas tinham ganhado as ditas assinaturas de mão beihada para administrar e não tiveram a hombridade de as entregar de volta e seguir seu rumo, ao contrário, sorrateiramente, de má fé mesmo visitavam cl ientes e diziam na cara de p au que o jornal tinha falido e que agora eles entregavam um outro jornal).

Bom o jornal passou por muitas dificuldades, envergou mais não caiu (para desgosto de muitos, que chegaram a encomendar a missa de sétimo dia do veículo de comunicação mais credibilizado da cidade e que paga um preço por não ter rabo preso com prefeitura, mas não abre mão dessa prerrogativa).

Pois bem, a observação é que ainda tem gente visitando os assinantes do HOJE para oferecer assinaturas de um outro jornal que promete prêmios e outras "cositas mas". Na sua argumentação, os vendedores desonestos dizem que o HOJE tem convênio com o outro jornal e que não tem problema concelar assinatura e passar a assinar o novo jornal.

É ou não é um tremenda sacanagem?

Dessa vez vai

Hoje eu acordei animado e resolvi compartilhar com os assíduos do bl og, com os que adoram dar uma passadinha em todos os blogs. Depois de mui tas idas e vindas a impressora Offset do HOJE volta a funcionar na sua carga total.

Não foi fácil. Foram quase R$ 4 mil reais em peças de reposição e mão-de-obra, mas finalmente (graças a Deus) ela estás novinha em folha, pronta para continuar fazendo do jornal H OJE um periódico honesto e que não tem medo de cara feia.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A passo de tartaruga

O prefeito avisou que as obras do novo Hospital Municipal - que a bem da verdade já não é tão novo assim, visto que o esqueleto de concreto pega sol e chuva há muito tempo - seriam retomadas na semana passada.

Bom os seviços foram retomados, mas a passo de tartaruga ou de algum outro bicho que seja um pouco mais vagaroso. Ontem eu passei pelo local e tinha quatro funcionários trabalhando, numa preguiça de dá gosto.

Nessa toada só dauqi a 10 anos vai haver inaguração, aliás, aqui vai uma retificação, só daqui há dois anos e meio, bem pertinho das eleições de 2012.

Redundãncia cachorra

Como se não bastasse a patacoada do prefeito Darcil Lermen e alguns elementos do PT, que em eventos e solenidades se saem com o indefectível "Bom dia a todos e a todas", agora a frase cachorra deu pra fazer escola. Pasmem vocês, que alguns ilustres representantes do PDT deram para usar o infernal "Bom dia ou boa tarde a todos e a todas". Ora, alguém precisar dizer urgentemente a esses cidadãos que um simples "bom dia a todos" abrange pessoas do sexo masculino e feminino e o problema está resolvido. O que passar disso é pura redundância.

"A oposição morreu", diz Faisal

Ainda hoje, por volta das 18 horas, o vereador Faisal Sal men me relefonou para comentar o ingresso de João Fontana no PMDB. Para ele, as peças estão começando a se encaixar e o governo municipal está fechando o cerco. Primeiro João Fontana no PMDB e depois Valmir da Integral no PDT.

"Ao que parece, a oposição morreu em Parauapebas", comentou.

Valmir é apresentado como o mais novo filiado do PDT

O PDT considerou tão importante o ingresso de Valmir na Integral que convocou a imprensa para o registro do fato.

A coletiva ocorreu na salão do TWA e contou com a presença do presidente da legenda, JB, o vereador Adelson Fernandes, o presidente de honra do partido, Evaldo Benevides e o novo filiado, Valmir e dezenas de filiados.

Valmir foi só elogios ao PDT e disso que recebeu um tratamento diferenciado, não só da direção do partido de Paruapebas como de uma importante lideranças estadual, que o blog já identificara anteriormente como sendo o deputado federal Giovanni Queiroz.

Até por educação, Valmir não quis dizer com todas as letras a relação conflituosa que ele teve no PTB, seu antigo partido e da convivência pouco amistosa com o vereador Antônio Massud, preferindo elogiar o novo partido.

A única coisa que se tem certeza nesse momento é que Valmir da Integral é governo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PFC empata em Tucurui

O PFC, já sem chances de prosseguir na luta por uma vaga no parazão de 2010, jogou ontem, 04 em Tucurui, contra o Independente. Quanro todo mundo supôs que a equipe poderia sofrer uma derrota vergonhosa, já que estava bastante desfalcada, com a dispensa de muitos jogadores do plantel que jogou e decepcionou na seletiva, veio um placar razoável. O 1 a 1, frente a um adversário já classificado mostrou que se fosse melhor escalado, sem a influência ruim de empresários, o time poderia ir bem mais longe.

Temporal

Ontem, 04, o mundo esteve prestes de desabar sobre a nossa terrinha de muro baixo. Um vendaval, seguido de uma chuva torrencial se abateu sobre a cidade e o resultado é que houve muita devastação. Nos bairro da cidade muitos telhados destruídos, todos, muros que vieram ao chão.

Na manhã de hoje, 05, o canteiro central da Cidade Nova exibia as marcas do temporal. Várias árvores não aguentaram o repuxo e caíram.

Dívida acumulada

Ao que parece, os R$ 35 milhões, em média, arrecadados pela prefeitura não estão sendo suficientes para que o Poder Público arque com os compromissos. Só para os jornais e veículos de comunicação que fazem a comunicação da prefeitura, há uma dívida de quatro meses acumulados.

Tem proprietário de jornal que está "tiririca" e ameaça romper de uma vez com a prefeitosa.

Fontana no PMDB

No apagar das luzes, poucos dias ou horas da data-limite para filiações co m vistas as eleições de 2010, várias movimentações aconteceram no mundo da política. Depois do empresário Valmir Mariano, o "Valmir da Integral" ter se desligado do PTB e ingressar no PDT foi a vez do secretário de Obras João Fontana ter deixado o PSDC e se filiado no PMDB.

Com a ida de João Fontana pasra o partido da deputada Bel Mesquita ficou claro como água a apro ximação do grupo Darci Lermen a parlamentar do PMDB. Aquilo oque se especulava de que Darci apoiaria para deputado estadual Milton da EEPP e Bel Mesquita tomou forma. Para deputado federal, o candidato é mesmo Fontana.

Em outras palavras, Fontana é o plano B de Lermen. Nas eleições de 2012, se MIlton não emplacar, Fontana estará na área e se o derrubarem é pênalti. Só resta saber o que o PT está achando de tudo isso.

sábado, 3 de outubro de 2009

Oito mil vaquinhas?

Deu no Blog do Wanterlor a informação sobre um balão que determinada pessoa levou em oito mil vaquinhas. Ao que parece um político colocou a bagatela de oito mil bovinos nos pastos de um terceiro (leia-se laranja) e inadivertidamente rompeu laços com o camarada. Não deu outra: o cidadão deu calote nos bovinos e o pior é que o dito político não pôde reclamar.

É aquela história, com o dinheiro público não se brinca e se brincar tem que saber brincar.

Sete anos de desgaste

Com a ida de Valmir para o PDT, o que o político tem de mais precioso (além dos votos, é claro) seria o discurso e esse estaria irremediavelmente compromietido.

O PDT, como se sabe está há cinco anos no governo e com um nível de aprovação muito ruim. Como o andar da carruagem, o partido de Evaldo e Adelson deve ficar no governo mais dois anos para desembarcar (se desembarcar) em 2011, para uma possível terceira via.

Com o desgaste de sete anos de governo nas costas está mais do que evidente de que Valmir ficará sem discurso de oposição. Em conversa com o vereador Adelson o blog ficou sabendo que essas variantes políticas haviam sido passadas para o empresário. Ou seja, foi porque quis...

Seis por meia dúzia

Informações seguras dão conta que ontem, 02, o empresário Valmir Queiroz Mariano se filiou ao PDT. Por conta das constantres rusgas com o grupo do vereador Massud, Valmir havia se desfiliado do PTB, mas ao que parece, trocou seis por meia dúzia. Talvez fossee melhor ter ficado no PTB.

Se ele quer se apresentar como uma alternativa para a sociedade em 2010 e 2012, deveria procurar um partido que fossee indepenbdente que não rezasse segundo a cartilha da prefeitura e do governo atual; o PDT está enterrado até a raiz do cabelo na estrutura do governo Darci Lermen e até administra a secretarioa de Saúde (com Evaldo Benevides) e o DMTT (Com falcão). O DMTT caminhha razoavelmente, mas, o mesmo não se pode dizer da secretaria de Saúde, que não consegue a aprovação de ninguém.

José Roberto

Depois de conversar com o PTC, DEM e até PRP, ao que parece, o médico José Roberto resolveu ficar mesmo no PV, no qual deverá ser condidato a deputado estadual.

José Robgerto tem apoio do seu segmento (categoria dos médicos) e de muitas lideranças da cidade e é um nome em ascenção, que pode obter uma expressiva votação e se qualificar como uma boa opção para uma eventual candidatura a prefeito, em 2012.